Teresa Leal Coelho é uma criatura abjecta. Desde que a conheço no PSD que tenho esta ideia. Teresa Leal Coelho foi uma das razões por que me afastei do PSD.
A Teresa Leal Coelho aplica à legalização da eutanásia o mesmo raciocínio que aplicou à legalização do aborto: “ninguém é a favor do aborto...mas temos que legalizar o aborto”; “toda a gente é contra o aborto...mas o aborto tem que ser permitido”.
Imagine-se a seguinte proposição:
“Ninguém é a favor do homicídio...mas, em alguns casos, temos que despenalizar o homicídio... o que não significa que legalizemos o homicídio.”
Depois, vem o eufemismo que consiste em distinguir a “despenalização” do acto, por um lado, da “legalização” do dito, por outro lado. Para a Teresa Leal Coelho, “despenalizar um crime” não significa “legalizar esse crime”.
Esperteza saloia, a da criatura.
¿Alguém me sabe dizer quantos abortos “legais” foram realizados em Portugal após o prazo limite de gravidez estipulado pela lei? Ninguém sabe, porque não interessa saber, e porque são danos colaterais que decorrem da própria aplicação da lei.
A seguir, a referida criatura tergiversa sobre os “casos excepcionais” a que se aplica a legalização da eutanásia em Portugal — como se a experiência da legalização da eutanásia em outros países não exista.
A Teresa Leal Coelho faz, de todos nós, estúpidos.
Depois, a criatura confunde propositadamente “atenuante de uma pena aplicável a um crime”, por um lado, com “despenalização de um crime”, por outro lado. Para a Teresa Leal Coelho, um atenuante em um crime pode ser o meio caminho para a “despenalização” desse crime. E é esta gente que é especialista em Direito.
E, finalmente, a prepotência política da perversa criatura : os referendos que dizem respeito aos direitos e liberdades de cada um, não devem ser permitidos; somos nós, a elite política, que substitui a vontade do povo, e que decide de forma discricionária, em acto gratuito ou ao sabor da moda do Zeitgeist.