Eu tenho imensa dificuldade em entender um idiota, porque a sua idiossincrasia escapa a qualquer categorização ou generalização. Cada idiota é um caso único; o idiota é a expressão de um nominalismo total.
Porém, há um mínimo múltiplo comum dos idiotas: a capacidade coriácea de auto-imunização em relação à experiência.
Um indivíduo que se diz “libertário de Direita” e, simultaneamente, defende a ideia segundo a qual o Estado deve matar gente em hospitais estatais (alegadamente “a pedido”), é um perfeito idiota.
E quando esse indivíduo é imune a qualquer tipo de experiências nas áreas que aborda (fazendo de conta que a sua visão das coisas não tem precedentes nem antecedentes), estamos em presença de um idiota perigoso, isto é, de um estúpido.
Segundo Cipolla, «o estúpido é a pessoa mais perigosa que existe.»