Ao que se passou nos últimos dias em Ceuta, o jornal Observador chama de “crise migratória”. Por isso (entre outras razões) é que o Observador é de esquerda — uma Esquerda fofinha.
Aquilo a assistimos nos me®dia foi uma invasão não-armada em Ceuta de mais de 50 mil jovens do sexo masculino em menos de 24 horas, promovida pelo governo de Marrocos que assim tira partido do ressentimento da sua população islâmica em relação a uma cultura estrangeira não-islâmica — ressentimento enquanto postura existencial: quando o ressentimento islâmico se torna abstracto e vira-se contra as sociedades europeias de raiz cultural cristã.
O jornal Observador faz parte do processo de transformação da linguagem da política que, através da etiquetagem fictícia dos factos, acredita que é possível mudar a realidade através da mudança das palavras. Assim, torna-se possível descartar as realidades com que convivemos como sendo “ilusões” (ou "fake news"): é a afirmação do poder sobre a realidade através da linguagem.
O Observador, na linha da Nova Esquerda, conjura o triunfo das palavras sobre as coisas e/ou factos.
O conceito de “crise migratória” tem o condão de tentar reduzir a importância política da entrada simultânea de mais de 50 mil homens em idade militar na cidade espanhola de Ceuta, a mando de um regime autoritário islâmico. A novilíngua da Esquerda — que o Observador adoptou — desenvolve a sua própria sintaxe especial no sentido de evitar encontros com a realidade dos factos.
Assim, aquilo que foi claramente uma invasão não-armada, é apodada pelo Observador de “crise migratória” — é o triunfo da ideologia esquerdista vigente sobre a realidade.
Nota: é tempo de Portugal ponderar a organização conjunta do Mundial de Futebol de 2030 com Marrocos.