sábado, 10 de outubro de 2026

A família de Belmiro de Azevedo deveria ter vergonha na cara

Hoje já não podemos distinguir entre “Esquerda Radical” e “Esquerda Moderada”, porque o Partido Socialista — o da Isabel Moreira et al —, depois da Geringonça, já faz parte da Esquerda Radical.

O Partido Socialista é um partido da Esquerda Radical.

alienada pelo chega web


Não foi por acaso que o radical Daniel Oliveira escreveu no Twitter que “o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista, que são diferentes um do outro, têm programas social-democratas clássicos” (SIC). A ideia dos radicais é a de abrir a Janela de Overton de forma a que o radicalismo de esquerda se torne normal e normalizado. Pretendem que “ser radical” seja sinónimo de “ser normal”.

Quando vemos a família Belmiro de Azevedo e/ou a família Pinto Balsemão a subsidiar e a apoiar os radicais de Esquerda — por exemplo, através do jornal Púbico e do semanário Expesso — constatamos que os píncaros da burguesia tratam diferentemente os seus inimigos: vomitam nos da direita (CHEGA) e pensam que absorvem os da esquerda radical (Partido Socialista + Livre + Bloco de Esquerda).

Aplica-se aqui a Lei de O'Sullivan: uma qualquer organização ou instituição, que não se defina claramente como sendo de Direita nos seus princípios (éticos, políticos, culturais, civilizacionais, etc.), com a passagem do tempo acaba sempre e invariavelmente por cair na Esquerda.

Uma das características da Esquerda Radical — que se tornou “mainstream” — é a adulteração de determinados conceitos herdados da cultura clássica (moderna), através da corrosão do sentido das palavras perpetrada pelo Pós-estruturalismo (ou pós-modernismo). Junta-se, a esta corrosão de conceitos, a sistemática evocação da emoção e, consequentemente, a irracionalização do discurso.

Por exemplo, o conceito de “genocídio”. A Esquerda Radical evita a definição de “genocídio” para que o seu conceito possa abranger até uma “desumana” fumigação de baratas na sede do partido CHEGA. E, para esse efeito, a Esquerda Radical faz apelo à emoção que condena “a mortandade dos insectos mal-amados”.

Vejam como a família de Belmiro de Azevedo — através do jornal Púbico — coloca no mesmo plano o Holocausto, por um lado, e a ausência de transgéneros na assembleia da república, por outro lado.

É aquilo a que a Lógica define como sendo “sofisma”: argumento falacioso produzido de má-fé com a intenção de enganar o público.

As jornaleiras do Púbico “dividem o mundo entre nós e eles” ao mesmo tempo que criticam os que, não sendo de Esquerda, “dividem o mundo entre nós e eles”. Aplica-se aqui o princípio de Marcuse de “tolerância repressiva”: um mesmo argumento só é bom se for utilizado pela Esquerda.

Depois, vem a eterna “confusão” da Esquerda Radical entre “sexualidade” e “raça”. É uma confusão propositada, em má-fé, para enganar os incautos. Os ideólogos e os activistas da Esquerda Radical são compostos por criminosos, como foram criminosos os ideólogos do comunismo.

Ao contrário da raça ou etnia, a homossexualidade não é determinada geneticamente; a tendência homossexual não é imutável; a tendência sexual “transgénera” não é uma característica biológica — como são características biológicas a raça, o sexo e a cor da pele ou a cor dos olhos.

Quando as jornaleiras do Púbico “confundem” propositadamente tendência ou subjectividade sexual, e raça/etnia, pretendem atribuir a qualquer tendência sexual o mesmo estatuto biológico da “etnia” — estatuto esse que não existe do ponto de vista da ciência. Não existe o estatuto biológico de transgénero (no sentido de pessoa que muda de sexo).

Finalmente, as jornaleiras dizem que a Não-esquerda pretende matar os transgéneros — e vem daí a comparação entre o Holocausto e a ausência de transgéneros na assembleia da república.

Eu coloco aqui, em ficheiro PDF, o texto das “jornaleiras” do Púbico Jo Rodrigues e Mia Cheia de Graça (era para ter piada). E peço à família de Belmiro de Azevedo que tenha um poucochinho de vergonha na cara.