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quarta-feira, 27 de agosto de 2025

No Japão não há imigrantes



                        Entretanto, no Japão...







Muita gente não sabe que o Japão não importa imigrantes. Não há imigrantes no Japão. No entanto, tudo funciona bem no país. E não só, o Japão: na Coreia do Sul também não há imigrantes. E que eu saiba, não são países pobres.

Como é possível que haja o Uber Eats no Japão, sem imigrantes do Terceiro Mundo com salários de merda?!!!!
Que coisa estranha!, senhor Carlos Leal!

Segundo consta, um estafeta japonês do Uber Eats tem uma salário de “engenheiro português”.

É este o mistério do senhor Carlos Leal: pagar salários de merda a imigrantes desqualificados. E depois, vem pedir ajuda ao Estado, na boa lógica do “capitalismo” fascistóide  que se “encosta” ao Estado.

sexta-feira, 6 de junho de 2014

Kagaku

 

Kofuku no Kagaku é o nome de uma nova religião japonesa que foi fundada em 1986 por Okawa Ryuho, nascido em 1956, na ilha japonesa de Shikoku, com o nome de Nakagawa Takashi. A quantidade de novas religiões no Japão é impressionante: poderia fazer aqui uma lista com algumas dezenas delas, quase todas elas sincréticas (tentando aglutinar princípios do xintoísmo, do Budismo, do Confucionismo, do xamanismo, e até do Cristianismo).

Aum-Shinrikyo-sarin-gasA religião Kagaku concorreu a eleições políticas. Uma das particularidades das novas religiões japonesas é a de poderem concorrer a eleições políticas, como se se tratassem de um qualquer partido político. Por exemplo, a nova religião japonesa que dá pelo nome de Aum Shinrikyo, fundada por um cegueta conhecido por Shoko Asahara (nascido Matsumoto Chizuo), concorreu às eleições gerais japonesas de 1990, mas não conseguiu eleger nenhum deputado.

Furioso com o seu insucesso político, o cegueta Asahara e fundador da nova religião Aum Shinrikyo, lançou um ataque de gás sarin no metropolitano de Tóquio em 1995, causando a morte de doze pessoas e ferimentos em milhares de outras. As leis de liberdade religiosa no Japão são de tal modo laxistas e permissivas que essa nova religião do cegueta Asahara ainda hoje existe legalizada, mesmo depois da tragédia de 1995.

Algumas dessas novas religiões japonesas são muito populares no Brasil, e por isso não vou aqui falar delas para não ferir susceptibilidades — porque no Brasil ainda se fala português (por enquanto).

Muitas das novas religiões japonesas são milenaristas e apocalípticas. E o que é interessante verificar é que o fenómeno do aparecimento das novas religiões no Japão, que se iniciou a partir da segunda metade do século XIX, aconteceu em simultâneo com o desaparecimento progressivo do xintoísmo e do Budismo como religiões propriamente ditas, por um lado, e, por outro lado, com a instrumentalização do xintoísmo, pelo nacionalismo político imperial japonês, como uma espécie de religião política. E é interessante verificar que muitas das novas religiões japonesas consideram (ainda hoje) o imperador japonês como uma divindade — ou seja, são também religiões políticas.

Na medida em que a religião espiritualista desaparece (principalmente o Budismo) da cultura japonesa, apareceram novas religiões imanentistas e até políticas, em uma quantidade tão grande que surpreende. Eu contei cerca de vinte novas religiões no Japão e desisti de contar.