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quinta-feira, 20 de abril de 2023

O Miguel Esteves Cardoso ou é burro, ou come merda


“A desigualdade injusta não se cura com igualdade, mas antes com desigualdade justa”.

Nicolas Gómez Dávila 


No último texto do Miguel Esteves Cardoso que eu li, há anos, ele defendeu a tese segundo a qual o D. Afonso Henriques era guei. Portanto, da opinião do Miguel Esteves Cardoso podemos esperar tudo.

Chamaram-me à atenção para este artigo no jornal Púbico, com o título “Antiwokismo Primário” (ver imagem em baixo).

migel esteves cardoso woke web

jornal publico racista webEle começa por se referir a “uma sociedade mais inclusiva”, mas não diz o que isso significa.
Pessoas como o Cardoso são “campeãs” de indefinições de conceitos, porque é por intermédio da imprecisão terminológica, da ambiguidade ou da ambivalência de juízos, que elas fazem sucesso nos me®dia — a indefinição do Miguel Esteves Cardoso é o “vestido preto” da Ivone Silva: “com um vestido preto, nunca me comprometo”.

Em princípio, o Miguel Esteves Cardoso defende uma “sociedade mais inclusiva” que exclui os que, alegadamente, não defendem uma “sociedade mais inclusiva”.

Ou seja, os que pretendem “incluir” têm o monopólio da “inclusão”.

Portanto, o Miguel Esteves Cardoso defende uma sociedade que inclua (a tal “inclusividade”) toda a gente excepto aquelas pessoas que ele exclui da sociedade. Isto significa que a “inclusividade”, segundo o Miguel Esteves Cardoso, é um conceito subjectivo.

Os valores tradicionais que trouxeram a nossa sociedade até à modernidade deverão ser preteridos, segundo o Esteves, em beneficio de novos mandamentos: a não-discriminação e/ou indiscriminação, a “inclusividade” e o orgulho na transgressão moral.

Não é possível incluir uma coisa sem excluir outra coisa. E só um burro, como o Esteves, não vê isso.

O Esteves, em busca da igualdade, passa uma bitola sobre a sociedade inteira, para cortar o que diferencia: a cabeça. Decapitar é o rito central da missa "Woke" .

Como podemos constatar, através da História, as formações de massa de cariz igualitarista (puritanismo) constituíram-se sempre como a condição psicológica prévia de decapitações colectivas, científicas e frias (por exemplo, formação de massa na Revolução Francesa, no nazismo, no estalinismo — e no aquecimentismo actual e no Wokismo que, para já, apenas “decapita” simbolicamente através do “cancelamento” ideológico).

O Miguel Esteves Cardoso entra em contradição (ou é burro): a cultura "Woke", que ele defende, sacrifica a verdadeira diversidade de pensamento, à boa maneira marxista: hoje, as pessoas têm medo de se expressar. A inclusividade "Woke" é a antítese de diversidade de pensamento. A cultura “Woke”, que era suposta ser uma condutora de diversidade e inclusão, tornou-se no oposto da diversidade e da inclusão.

A cultura “Woke” (também chamado de “politicamente correcto”), que o Esteves defende, pretende institucionalizar sistemas de pensamento, de expressão e de comportamento uniformes e exclusivistas. Qualquer pessoa que não se conforme com esses sistemas "Woke" é considerada persona non grata na sociedade (através do chamado “Woke Washing”).

Um segundo termo impreciso, utilizado pelo Esteves, é o conceito de “igualdade” (“igualdade de oportunidade”). O Esteves não se refere, ali, à igualdade perante a lei: o Esteves quer que a lei se foda. O Esteves pretende a imposição de privilégios “ao contrário” — conforme anúncio do jornal Púbico aqui em baixo —, ou seja, a prevalência dos privilégios para as minorias. jornal publico racismo web

Aquele que reclama “igualdade de oportunidades” acaba, por fim, a exigir que se penalize o melhor dotado.

A “igualdade” segundo o Esteves, não é a “igualdade natural” entre os homens, que não significa que todos tenham o mesmo Poder ou as mesmas características: a “igualdade natural” significa “dignidade igual”, que não é o mesmo que “igualdade social” (igualdade de condições) que a cultura "Woke" (que o Esteves defende) pretende implementar na nossa sociedade.

O Esteves não defende a igualdade de direitos: para ele, a igualdade de direitos é insuficiente (tal como defendido por Karl Marx). A igualdade, a que o Esteves chama “de oportunidades”, orienta-se em direcção de um igualitarismo que procura igualar os meios e as condições de existência — ou seja, o Esteves favorece a igualdade em detrimento da liberdade individual, por um lado, e por outro lado, confunde igualdade e identidade — porque, em bom rigor, a igualdade parte do princípio de que os indivíduos têm dignidade igual, mas não que são semelhantes em todos os outros aspectos. Em boa verdade, igualdade e diferença são perfeitamente conciliáveis — só o burro do Esteves não compreende isto.

Outro conceito emburrado pelo Esteves é o de “justiça”: o burro não consegue distinguir “igualdade”, por um lado, e “justiça”, por outro lado. Em rigor, a desigualdade social não é necessariamente injusta, entendida em si mesma.

sexta-feira, 3 de junho de 2016

Cagando e comendo

 

A notória naturalista e ateísta Patricia Churchland reduziu o ser humano aos três “efes”: “Fighting, fleeing and fucking”. O Miguel Esteves Cardoso faz a coisa por menos: “comer e cagar”.


Dando peidos um sujeito,
para mim estava olhando
dizendo de quando em quando:
— Que me faça bom proveito!
Eu disto não satisfeito,
pus-me a comer, e dizendo:
— Se você caga, eu merendo.
E disto fizemos alarde
assim passamos a tarde,
ele cagando, eu comendo.

(de autor anónimo do século XVIII, manuscrito da biblioteca de Cardoso Marta, “Antologia de Poesia portuguesa Erótica e Satírica”, página 270 — de Natália Correia, 2000).

sábado, 16 de abril de 2016

A nossa língua não é neutra em matéria de género

 

O “género” é a referência gramatical à diferença entre sexos. Quando falamos em “géneros masculino ou feminino”, estamos em um contexto gramatical e linguístico. Fora deste contexto, devemos falar em “sexos” e não em “géneros”. Posto isto, vamos ao que nos interessa.

O Bloco de Esquerda pretende mudar o nome do Cartão de Cidadão para “Cartão de Cidadania” — porque, alegadamente, “cidadão” é (gramaticalmente) do género masculino e portanto (alegadamente) não abrange as mulheres.

O problema é que a nossa língua (portuguesa) é muito pouco neutral em matéria de género, ao contrário do que acontece com a língua inglesa que é muito mais neutra.

O corolário lógico da posição do Bloco de Esquerda é a necessidade de alteramos a língua portuguesa, introduzindo novas palavras por forma a podermos ter nela uma maior neutralidade de género. Por exemplo, em vez de “cidadão” e “cidadã”, o Bloco de Esquerda poderia propôr que essas duas palavras sejam retiradas do dicionário e substituídas pela palavra “cidadane” que seria neutral em matéria de género. Teríamos assim uma novilíngua em um admirável mundo novo, com o cidadane António Costa e a cidadane Catarina Martins; e teríamos i Cartane de Cidadane. Poderíamos ir mais longe e eliminar os pronomes definidos: i cidadane António Costa e i cidadane Catarina Martins.

O Bloco de Esquerda preocupa-se muito com a linguagem, porque pensa que mudando os nomes das coisas se muda a realidade; por exemplo: se chamarmos “pedra” a um pau, o pau “vira” pedra. Eles estão mesmo convencidos disso.

Temos aqui duas posições divergentes sobre i cartane de cidadane di bloque de esquerde: uma é a de Miguel Esteves Cardoso; a outra é de um tal Conraria.

“Somos todos seres humanos. As mulheres não são seres humanas. Quando se fala na língua portuguesa não se está a pensar apenas na língua que falam as portuguesas. É a língua dos portugueses e doutros povos menos idiotas.”
→ Miguel Esteves Cardoso

I bloque de esquerde deveria alterar o nome de “ser humano” para i ser humane, para se respeitar a neutralidade de género — porque não se admite que a mulher seja “um ser humano” no masculino. Com diz implicitamente o Conraria: Eu não sei o que as mulheres sentem quando lhes dizem que são “uns seres humanos”, mas sei que eu, homem, não gostaria que me chamassem “uma ser humana”. Portanto, somos todes seres humanes.

Depois da sua derrocada, a socialisma foi sucedida por uma culturalisma que caracteriza tanta a teoria da discursa como a desconstrução e a feminisma — porque existe alegadamente uma “linguagem de dominação” sobre a mulher, linguagem essa que prevalece na merda da cultura falocrática ocidental.

E temos que aturar isto.

quarta-feira, 16 de março de 2016

O Miguel Esteves Cardoso e o puritanismo do Frei Bento Domingues

 

O Miguel Esteves Cardoso escreve aqui um comentário a este texto do Frei Bento Domingues em que, invariavelmente, este se dedica a tecer loas ao papa-açorda Francisco. Parece que o Frei Bento Domingues tem necessidade de justificar todo e qualquer acto do papa-açorda Francisco; é uma espécie de “culto do chefe” que é próprio das ideologias políticas. Não há uma só crónica do Frei Bento Domingues que não se preocupe com o culto do chefe.

O culto do chefe leva à justificação do fariseu que critica os fariseus. Estamos em presença do fariseu-mor. O fariseu-mor (ao contrário de Jesus Cristo) utiliza a falácia da mediocridade: em nome da misericórdia, nivela por baixo. A igualdade ontológica dos seres humanos é definida por critérios chãos que, por sua vez, justificam um certo relativismo ético.


Em relação à mulher adúltera, Jesus Cristo disse-lhe: “Vai em paz e não voltes a pecar”. Mas para o Frei Bento Domingues, é o “vai em paz” que conta; o “não voltes a pecar” é sempre “condicionado pela sua vida, pela sua psicologia e pela sua situação”.

O “não voltes a pecar” não interessa muito ao Frei Bento Domingues e ao papa-açorda Francisco, porque é uma forma de repressão farisaica. A verdade é que Jesus Cristo fez um juízo de valor: o “não voltes a pecar” é uma forma de censura.

A verdade insofismável é que Jesus Cristo criticou a mulher adúltera! Para o Frei Bento Domingues e para o papa-açorda Francisco, Jesus Cristo deveria ter dito à mulher adúltera apenas e somente: “Vai em paz” — porque, alegadamente, “ninguém é obrigado a fazer coisas impossíveis”.


As pessoas, em geral, — como o Miguel Esteves Cardoso — não se dão conta de que o anti-farisaísmo do Frei Bento Domingues e do papa-açorda Francisco é uma forma de puritanismo.

O puritano parte da premissa tradicional e óbvia segundo a qual o ser humano é imperfeito; a partir daqui, o puritano acredita que a salvação é individualista e subjectivista, no sentido em que não depende da relação do indivíduo com a comunidade (da Igreja) ou com a família natural, mas antes depende exclusivamente do sujeito enquanto tal (o que não acontece no catolicismo tradicional). O puritano subjectiviza a salvação. Trata-se de uma soteriologia subjectivista.

A rígida obediência a certos padrões morais é necessária ao puritano; mas esses padrões morais dizem respeito apenas ao indivíduo enquanto sujeito e independente da comunidade religiosa (a Igreja).

No papa-açorda Francisco, há uma rígida obediência a determinados padrões morais que concedem privilégios especiais ao puritano. E um desses privilégios é a legitimização do anti-farisaísmo enquanto fim em si mesmo, e não como um meio para atingir um fim (como fez Jesus Cristo). O anti-farisaísmo dos puritanos é uma forma de farisaísmo. O puritano, enquanto indivíduo, julga-se a si próprio como “o eleito por Deus”, em contraponto aos fariseus e escribas que são diabolizados. O papa-açorda Francisco é uma espécie actualizada de Quaker.

sábado, 28 de fevereiro de 2015

O Miguel Esteves Cardoso tem a certeza de não ter certezas

 

Este meu textículo não é uma crítica a estoutro do Miguel Esteves Cardoso; é apenas a minha manifestação de solidariedade para com ele — desde logo porque não é possível qualquer coerência absoluta no discurso humano.

sexta-feira, 26 de setembro de 2014

O Miguel Esteves Cardoso anda aluado

 

Todos sabemos (ou devíamos saber) que a Lua influencia o movimento das marés; e que mentes mais sensíveis andam aluadas em períodos de Lua cheia ou em Quarto Crescente. Mas o Miguel Esteves Cardoso diz que não. Aliás, esse foi o erro de Galileu, quando publicou a sua teoria das marés: tinha um preconceito negativo tão grande em relação à astrologia que se recusou a integrá-la na sua teoria. E obviamente que a teoria saiu errada.

Para o Miguel Esteves Cardoso, um qualquer electricista é perito em astrologia e tem uma autoridade de direito (e de facto) para abordar qualquer tema astrológico. Fernando Pessoa passou grande parte da sua vida a estudar astrologia, mas o Miguel Esteves Cardoso pensa que ele perdeu tempo: qualquer trolha pode ser perito em astrologia e arrotar pedaços de planetas.

Ou seja, segundo o Miguel Esteves Cardoso, Fernando Pessoa era estúpido e ignorante:

“A astrologia é ideal para pessoas estúpidas e ignorantes que querem passar por sábias. Aprende-se uma dúzia de estereótipos e fica-se equipado para a vida.”

Razão tem Olavo de Carvalho quando criou o conceito de “imbecil colectivo”: existe em Portugal uma elite composta por indivíduos que se dedicam a imbecilizar-se uns aos outros e, por tabela, imbecilizam a sociedade em geral.

Agora falemos a sério, porque o Miguel Esteves Cardoso é estúpido e ignorante.

1/ A astrologia não serve para fazer adivinhações e bruxarias. Só burros como o Miguel Esteves Cardoso e o electricista do bairro dele pensariam desta forma.

2/ A astrologia não prevê o futuro de uma pessoa. Isso só passaria pelas cabeças de um trolha e da do Miguel Esteves Cardoso.

3/ Para se fazer uma Casta Astral de Nascimento de uma criança, ela tem que ter já nascido. Só um marçano de aldeia e o Miguel Esteves Cardoso pensariam que seria possível fazer uma Carta Astral de uma criança antes de ela ter nascido.

4/ Uma Carta Astral de Nascimento de uma criança não define nem determina o futuro dessa criança. Só um Miguel Esteves Cardoso aluado poderia conceber essa ideia, na medida em que a nega.


A propósito: não se esqueçam que haverá um eclipse total da Lua a 8 de Outubro próximo às 11 horas e 54 minutos — o Miguel Esteves Cardoso não deve sair à rua nesse dia: um eclipse total da Lua poderá retirar-lhe qualquer capacidade de comunicação, dada a sensibilidade dele ao movimento das marés.

E haverá também um eclipse parcial do Sol no dia 23 de Outubro pelas 22:44 horas; mas como será de noite, só o electricista do Miguel Esteves Cardoso poderá vê-lo.