quinta-feira, 6 de fevereiro de 2020

António de Oliveira Salazar, “o maior português de todos os tempos”

António de Oliveira Salazar foi eleito pela opinião pública portuguesa o maior português de todos os tempos. Portanto, a julgar pela opinião da Isabel Moreira e de um tal Anselmo Crespo, 41% dos portugueses que votaram em Salazar são fassistas, racistas, xenófobos, homófobos, sexistas, transfóbos, capitalistas, e com “cheiro bafiento a um nacionalismo retrógrado” (sic);

—  que horrível cheiro a povo !!!!


O tal Anselmo Crespo — que eu penso que seja jornalista — não sabe escrever em português: não tem uma noção correcta da sintaxe da língua. Senão, vejamos:

«Há momentos em que temos mesmo de escolher entre o que é certo e o que é errado. Entre a democracia e o retrocesso civilizacional. Portugal vive, por estes dias, um desses momentos decisivos. Onde cada partido, cada responsável político e cada um de nós tem que assumir claramente o que é, o que defende e o que quer para o seu país.»

Correctamente, ele deveria ter escrito:

“Há momentos em que temos mesmo de escolher entre o que é certo e o que é errado; entre a democracia e o retrocesso civilizacional. Portugal vive, por estes dias, um desses momentos decisivos, onde cada partido, cada responsável político e cada um de nós  (plural)  têm que assumir claramente o que são, o que defendem e o que querem para o seu país”.

É merda deste calibre que é “jornaleiro” e pretende formatar a opinião pública neste país.


Os ditos “democratas”, quando andam assustados pela dinâmica da democracia, dizem que é “populismo”.

Noto que, para o Anselmo, existe um certo “nacionalismo retrógrado” — o que significa que poderá existir eventualmente um nacionalismo que não seja “retrógrado” (o que já não é mau de todo!); mas ficamos sem saber o que é o tal “nacionalismo retrógrado”, por um lado, e por outro lado não sabemos como estes intelectuais de merda imaginam a democracia sem o Estado-Nação!

A contradição entre a defesa da democracia, por um lado, e por outro lado a crítica feroz ao nacionalismo (defendendo, assim, a erradicação do Estado-Nação), tem como consequência um estado de dissonância cognitiva que revela a estupidez dos “intelectuais” portugueses em geral — incluindo a Isabel Moreira.

Os ditos “democratas”, quando andam assustados pela dinâmica da democracia, dizem que é “populismo” — são os donos da democracia a decretar que toda a gente é populista, excepto eles próprios (como seria de esperar!): são eles os únicos santos políticos canonizados nos altares das lojas maçónicas sob os auspícios do conceito de "Vontade Geral" de Rousseau.