domingo, 23 de agosto de 2026

Acerca do anonimato dos serviços do Estado

Há dias fui a uma repartição de Finanças para resolver um problema de pagamento de impostos indevido, e a funcionária que me atendeu pessoalmente disse-me que ela não me poderia ajudar a resolver o problema, e indicou-me o sítio das Finanças na Internet para “tentar”  (sic) resolver o referido problema.

Ou seja, na função pública em geral, e nas Finanças em particular, as pessoas já não contam — nem as pessoas que estão dentro do balcão, nem os utentes e contribuintes.

A impessoalização dos serviços de impostos é a melhor forma que o Estado encontrou para roubar impunemente o cidadão vulgar — porque a elite (a ruling class) está salvaguardada por um sistema político nepótico e corrupto, controlado à distância pela maçonaria.

Ora, uma sociedade em que a lei não se aplica igualmente a toda a gente é uma sociedade altamente corrupta — como é o caso de Portugal.

Uma das características dos sistemas políticos totalitários é precisamente a impessoalização do Estado, onde os direitos do cidadão são alienados por intermédio (desta feita) de um novo tipo de burocracia mais sofisticada.

A retirada do ser humano das decisões que afectam directamente o cidadão (a retirada propositada do pensamento lógico no que respeita às decisões administrativas) é uma forma de burocracia mascarada de “informatização do sistema”; é uma nova burocracia que a classe política actual encontrou para poder governar de forma arbitrária e discricionária, com desrespeito manifesto e visível pelo Estado de Direito.

Quando um político de relevo levar um tiro na testa, pode ser que a elite acorde.