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terça-feira, 7 de agosto de 2018

A liberdade na Internet tem vindo a ser controlada, em nome da liberdade

 

Os motores de busca (Google, Twingly, Yahoo, etc.), já não mostram os blogues em uma categoria própria, como aconteceu até 2014.

A blogosfera tem vindo a desaparecer dos motores de busca na Internet; e o mesmo acontece com os Wikis (as enciclopédias online), com excepção da Wikipédia cuja liberdade (como sabemos bem) está fortemente controlada.

O conceito de “blogue” tem vindo a tornar-se difuso, perdendo a sua importância à medida que os motores busca, em um esforço claramente concertado, passaram todos a ignorar os blogues mais importantes, e concentraram-se na “informação” controlada dos me®dia, e nas redes sociais (FaceBook, Instagram, YouTube, Twitter, etc.).

Este ostracismo dos blogues, por parte dos motores de busca, faz parte de uma estratégia de controlo da liberdade — porque, segundo as “elites” progressistas de Silicon Valley (onde estão sitiadas empresas como a Google, FaceBook, Twitter, Yahoo, Apple, Microsoft, etc.), a liberdade corre o risco de andar por aí à solta, descontrolada e desbragada! Ora, isso não pode acontecer, porque (segundo as elites progressistas) a liberdade à solta é muito perigosa...! Para as elites progressistas, a liberdade à solta é um veneno...

Por isso, o grémio dos donos da Internet já chegou a uma conclusão: é preciso controlar a liberdade.

É neste contexto, de controlo da liberdade, que o conhecido teórico da conspiração Alex Jones foi expulso do Facebook, do Instagram, do YouTube, da Apple, do Spotify — e tudo isto aconteceu esta semana e em um espaço temporal de 12 horas. A acção concertada do grémio dos donos da Internet contra Alex Jones teve como justificação o alegado “discurso de ódio” que, como sabemos, é um critério subjectivo: o “discurso de ódio” é tudo aquilo que cada um quiser. Ou seja, o Alex Jones é banido das principais redes sociais, em apenas 12 horas, por critérios puramente subjectivos.

O problema é outro: Alex Jones apoia Donald Trump, e há eleições intercalares este ano nos Estados Unidos.

Portanto, o “discurso de ódio” é uma desculpa genial: seja o que for que se diga, pode ser sempre considerado “discurso de ódio”, e justifica-se sempre o controlo da liberdade (não se diz “censura”: é mais correcto dizer “controlo da liberdade”).

Eu não era cliente da informação do Alex Jones, e portanto não me faz falta; mas os donos da Internet abriram um precedente muito perigoso, que pode até justificar a intervenção do governo americano nas empresas privadas do grémio da Internet, no sentido de impedir o enviesamento ideológico e favorecimento político em relação à Esquerda “progressista e socialista” nos Estados Unidos.

domingo, 18 de maio de 2014

O “direito ao esquecimento” na Internet

 

A ideia peregrina do “direito ao esquecimento”, na Internet, só poderia vir da União Europeia.

Por exemplo, um político foge aos impostos e é apanhado pelo fisco; por isso, é obrigado a pagar os impostos a que se tinha furtado. E depois invoca o “direito ao esquecimento” para apagar os vestígios da sua desonestidade. Deixam de existir esqueletos no armário: basta invocar o “direito ao esquecimento” e os esqueletos políticos desaparecem. É assim que os me®dia vêem o “direito ao esquecimento”: a semântica ideológica vai mudando em função dos interesses políticos.

Vemos, por este artigo no pasquim Público, que basta que alguém faça uma queixa na Polícia Judiciária, alegadamente por difamação, para se ter direito automático ao “direito ao esquecimento”. Nem é preciso trânsito em julgado: basta a queixa na Polícia Judiciária — e pronto!: o Google é obrigado a retirar uma qualquer referência ao nome do cidadão que se sentiu difamado. Parece que a difamação, tal como a lei, se transformou em algo puramente subjectivo.

Segundo a ideia de “direito ao esquecimento”, a ética é reduzida ao cumprimento da lei, mesmo que este cumprimento da lei resulte de uma condenação na justiça.

Se, por exemplo, eu matar alguém intencionalmente, e desde que cumpra a pena de prisão, terei sempre o “direito ao esquecimento”, o que significa que posso exigir que todos os registos cibernéticos acerca do meu comportamento assassino sejam apagados — porque já cumpri a pena determinada pela lei. Cumprir uma pena legal é o mesmo que cumprir as normas da ética e da moral. A ética deixa de existir e é substituída pela justiça determinada pela política.

A Justiça passa a determinar a ética, em vez de ser a ética a determinar a Justiça — o que significa que a ética passa a ser apenas e só aquilo que as elites políticas quiserem que seja.