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segunda-feira, 28 de março de 2022

O jornal Observador e o machismo de Esquerda


Se me oferecessem um ano de assinatura do Observador, eu recusaria; nem dada!.

nao e mulher web


Eu cito o “jornal” Observador, aqui e ali, porque o Google me impinge as suas publicações — que é o caso desta “notícia” assinada por uma jornaleira que dá pelo nome de Mariana Fernandes.

lia thomas observador

Ao contrário do que aquele estafermo jornalístico escreveu — mas a culpa principal não é dela, mas antes é dos responsáveis editoriais do Observador —, o problema da participação dos chamados “trans-machos” nas competições femininas não se reduz à testosterona. 

Ó jornaleiras do Observador!: falem com um médico, antes de escreverem merda!

A caixa torácica de um homem — ou de um adolescente do sexo masculino — é muito maior do que a de uma mulher; os pulmões de um homem são maiores (em juízo universal) do que os de uma mulher; a estrutura óssea de um homem (em juízo universal) é mais resistente do que o de uma mulher; e a estrutura muscular masculina (em juízo universal) é mais resistente e mais forte do que a de uma mulher!

Dizer que a diferença física/biológica entre um homem e uma mulher se resume à testosterona, é próprio de alguém que anda a brincar com o pagode; ou é burrinha todos os dias!  E o Observador adora brincar com o povão: é caso para dizer: Ó Mariana!, bebe água!

Quando alguém olha para uma pedra e diz que é um pau (mesmo quando a ciência nos diz que uma pedra é uma pedra, e um pau é um pau), alguma coisa de muito mau se passa na cultura antropológica. Quando alguém olha para um homem e diz que é uma mulher, não só aceita uma mentira que lhe é imposta, mas, pior ainda, repete essa mentira.

«Quando uma pessoa é obrigada permanecer em silêncio quando lhe dizem as mentiras mais óbvias e evidentes, ou ainda pior quando ela própria é obrigada a repetir as mentiras que lhe dizem, ela perde, de uma vez por todas, o seu senso de probidade.

O assentimento de uma pessoa em relação a mentiras óbvias significa cooperar com o mal e, em pequeno grau, essa pessoa personifica o próprio mal. A sua capacidade de resistir a qualquer situação fica, por isso, corrompida, e mesmo destruída. Uma sociedade de mentirosos emasculados é fácil de controlar. Penso que se analisarem o politicamente correcto, este tem o mesmo efeito e propósito.»

Theodore Dalrymple

segunda-feira, 21 de junho de 2021

O machismo de Esquerda


Se retirarem o útero a uma mulher, esta não deixa de ser mulher; e, de modo semelhante, se caparem um homem, ele não deixa de ser homem.

O machismo de Esquerda consiste na anulação cultural do feminino, mediante a exploração política exaustiva da disforia de género.

trans-jogos-olimpicos-web

domingo, 9 de abril de 2017

O feminismo é uma questão de classe social

 

“A Marta e o Pedro são dois dos meus melhores amigos. Tinham-me convidado para jantar em casa deles com um jornalista e autor brasileiro, que não me conhecia de lado algum e já ficara a saber que eu era “um porco machista”. Não foi bem isso que a Marta disse, mas foi ao que me soou. Aquilo feriu-me como um insulto”.

Feminismo. A obsessão do politicamente correcto

O que me fere não é o “machista”; em vez disso, o que me chateia é o “porco”. É que um machista que se preze anda sempre bem lavadinho e limpinho e, se possível, bem cheiroso com um “after-shave” caríssimo. Um homem porco, e simultaneamente machista, é uma contradição em termos. Ou se é porco, ou se é machista. O mesmo já não se passa com uma “vaca feminista”: o feminismo e gado vacum complementam-se (pela mesma ordem de ideias, também há por aí muitos machos com um par de cornos).

“Corri para o dicionário, talvez o equívoco fosse meu. “Machismo: ideologia que defende a supremacia do macho; atitude de dominação em relação à mulher baseada na não aceitação da igualdade de direitos”. Lida assim, em voz alta, a coisa soava mesmo feia.”

Ibidem

Se o machismo é uma ideologia, é a ideologia mais antiga que existe — quiçá terá a idade do homem de Neanderthal que é mais antigo que o homo sapiens. Assim, a ideologia machista terá aí 200 mil anos de idade, no mínimo. Já estou a ver um ancestral paleolítico do jornaleiro Nelson Marques a transcorrer filosoficamente acerca dos princípios norteadores da ideologia machista.

Não há a certeza sobre se o australopitecos pitecantropos já teria desenvolvido a ideologia machista; mas tudo leva a crer que a evolução já lhe tinha cobrado a factura da exigência do macho.

Mas a feminista Camille Paglia não concorda com a tese da “ideologia machista”: diz ela que os machos não têm culpa da frustração de determinadas mulheres — aquelas mulheres das classes mais altas que vivem em rede social (e não em comunidade, como acontece com as mulheres das classes mais baixas).

 

quinta-feira, 31 de dezembro de 2015

A Maria João Marques, o piropo, o machismo e o mulismo

 

Modéstia à parte, quando eu era mais “viçoso” recebi muitos piropos de mulheres; alguns até de natureza brejeira — porque o mulherio da cidade do Porto não é (felizmente!) como o de Lisboa. Respondia sempre com um sorriso (tímido, como convém neste tipo de ocasião).

Em aditamento ao verbete anterior, em que falei da criminalização do piropo masculino, pretendo dizer alguma coisa mais em função deste artigo da Maria João Marques.

piropo

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

Os machistas e as mulistas: as mulas são as fêmeas dos machos

 

Mais um chorrilho de asneiras da radical feminista espanhola Beatriz Gimeno.

Desde logo parte de um princípio errado: o de “igualdade de género”, em vez de “igualdade de sexos”. Quando se parte de um princípio errado, toda a teoria está errada (Aristóteles). “Género” aplica-se na gramática: género masculino e género feminino. Há, por maioria de razão e em juízo universal, cromossomas XX e XY; e depois há uma minoria pequeníssima de excepções à regra; mas não podemos transformar as excepções em regra.

“Género” designa também, em lógica, uma classe de extensão superior à extensão de outra classe que se chama “espécie”. Da lógica, o “género” passou à classificação biológica, onde designa a sub-divisão da família que precede a espécie. Portanto, substituir o conceito de “sexo” pelo de “género” é um absurdo, e revela uma criatura com deficiência cognitiva.

A “igualdade dos sexos” é jurídica, por um lado, é ética, por outro (a Declaração Universal dos Direitos Humanos); é também ontológica no sentido de “facto de existir” e no sentido do Dasein de Heidegger em que a igualdade dos sexos é entendida no contento da “existência”. Mas na natureza não existe “igualdade dos sexos”; naturalmente que os dois sexos não são iguais.

For the United States, a study by the U.S. Department of Justice (DoJ) in 2000, surveying sixteen thousand Americans, showed 7.4% of men reported being physically assaulted by a current or former spouse, cohabiting partner, or girlfriend, or date in their lifetime.

Domestic violence against men

As mulistas, como é o caso da Beatriz Gimeno, identificam-se com os machistas.

the_family-John Dickson Batten - 1886 webNos Estados Unidos, os números oficiais apontam para 7,4% dos homens que são vítimas de violência doméstica de mulheres, mas também se sabe que a maioria dos homens tem vergonha e não participa às autoridades a violência de que é alvo.

É provável, por isso, que os números sejam mais elevados: há quem diga que 25% dos casos de violência doméstica são de mulheres contra homens. Mas a mulista Beatriz Gimeno é zarolha: só vê por um olho (e dêmos graças que não seja pelo olho do cu).

Podemos conceber o conceito de “igualdade” de duas maneiras: por um lado, “igualdade” pode ser a relação de grandezas que permite que duas coisas ou seres possam ser substituídos um pelo outro.

É este o conceito de “igualdade de género” adoptado pelas feministas: os homens e as mulheres são intermutáveis — segundo as feministas.

Mas também podemos conceber, por outro lado, a “igualdade” como o princípio segundo o qual os indivíduos, no seio de uma comunidade política, devem ser tratados da mesma maneira: é este o conceito cristão, ético e jurídico de “igualdade dos sexos”.

O conceito feminista de “igualdade de género”, em vez de diminuir a violência contra as mulheres, tem contribuído para aumentar esse tipo de violência — como podemos constatar de facto em Espanha.

De nada serve a lei, se não existir previamente um consenso ético universal acerca da violência doméstica: podem fazer todas as leis repressivas e violentas possíveis contra o homem, que o problema não será nunca debelado por via legal: porque o problema, antes de ser legal e político, é ético. E as mulistas, tal como os machistas, fazem tábua rasa da ética.