domingo, 11 de outubro de 2015

O Anselmo Borges e a Samaritana de Sicar

 

« Disse-lhe a mulher: “Senhor, dá-me dessa água, para eu não ter sede, nem ter de vir cá tirá-la”. Respondeu-lhe Jesus: “Vai, chama o teu marido e volta cá.” A mulher retorquiu-lhe: “Eu não tenho marido.”

Declarou-lhe Jesus: “Disseste bem: 'não tenho marido', pois já tiveste cinco e o que tens agora não é teu marido. Nisto falaste verdade. »

→ S. João, 4, 15 – 18

Qualquer pessoa com dois dedos de testa (que parece não ser o caso de Anselmo Borges) verifica que Jesus Cristo criticou — embora de forma benévola — a samaritana de Sicar. Não é possível outra interpretação das palavras de Jesus. Ademais, temos Marcos 10, 3 – 9:

« Jesus perguntou (aos fariseus): “ ¿O que vos ordenou Moisés (acerca do divórcio)?”. (Os fariseus) disseram: “Moisés mandou escrever um documento de repúdio e divorciar-se dela (da esposa)”. Jesus retorquiu:

“Devido à dureza do vosso coração é que ele vos deixou esse preceito. Mas, desde o princípio da criação, Deus fê-los homem e mulher. Por isso, o homem deixará o seu pai e a sua mãe para se unir à sua mulher, e serão os dois um só. Portanto, já não são dois, mas um só. Pois bem, o que Deus uniu não o separe o homem. »

À luz dos Evangelhos, o divórcio é impossível: “o que Deus uniu não o separe o homem”.

Pode haver divórcio no Código Civil, mas na Igreja Católica não existe divórcio salvo em casos excepcionais previstos no Direito Canónico. Por isso é que a Igreja Católica recomenda que os nubentes pensem bem no que estão a fazer antes de se casarem pela Igreja: se ponderam a possibilidade futura de divórcio, deixem a Igreja Católica em paz e casem-se pelo civil.

O papa-açorda Francisco e seus sequazes (como é o caso, por exemplo, de Anselmo Borges ou de Frei Bento Domingues) não podem alterar discricionariamente o Direito Canónico, introduzindo o “divórcio católico” — como se a Igreja Católica fosse uma coutada do anticristo.

Não podem dizer que os textos supracitados dos Evangelhos não existem; ou não devem fazer de conta que não existem. Não devem dizer que “os tempos mudaram e que os Evangelhos de Jesus Cristo deixaram de ser válidos”; ou podem dizê-lo, mas não o façam em nome da Igreja Católica e do Cristianismo em geral. Desamparem-nos a loja!

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