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domingo, 19 de dezembro de 2021

Os ‘Sonderkommandos’ desta geração, são judeus


A minha opinião acerca do papel dos judeus, deste a Antiguidade Tardia até à actualidade, tem vindo a mudar: eu, que sempre fui contra o anti-semitismo, começo  agora a dar alguma razão aos anti-semitas.


Temos aqui um rabi da comunidade judaica de Brooklyn (Nova Iorque), de seu nome Yosef Braun, que diz que, segundo a Torá (ou Torah), o cidadão deve aceitar — cegamente, sem qualquer tipo de discussão — a opinião maioritária dos médicos acerca dos actos médicos.

«“Our Torah is very clear – that medical questions are to be determined by doctors. You are not the barometer of truth. This principle that people should debate whether we should vaccinate or not vaccinate, and everybody has an opinion on the matter, is anathema to Torah.

You are not entitled to your opinion when it comes to medical matters

Este rabi, parafraseando a Torá (a mesma Torá que adopta o conceito depreciativo de “Goy” para quem não é judeu), acaba de justificar as experiências médicas efectuadas e sancionadas maioritariamente  pela comunidade médica nazi sobre a população judaica.


Sonderkommandos web

Os judeus rabínicos, os seguidores da Torá, são os actuais Sonderkommandos.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O anti-semitismo islamista aumenta em França

 

Quando dizem, os me®dia portugueses,  que o anti-semitismo em França vem da Front Nationale de Marine Le Pen, os factos no terreno desmentem essa afirmação, embora seja um facto que muita gente da esquerda radical vota Front Nationale.

Mas o anti-semitismo em França vem dos milhões de imigrantes muçulmanos; e não nos podemos esquecer que o Islão foi um bom aliado de Hitler.

Um jornalista francês usou um kippah e passeou-se durante dez horas pelas ruas de Paris.

segunda-feira, 21 de julho de 2014

O Talmude e os monoteísmos

 

Ao contrário do que está escrito na Wikipédia tupiniquim, o Mishnah judaico não pertence ao Talmude: O Mishnah, o Midrash e o Talmude são escrituras judaicas distintas entre si.

Um dos “problemas” da Cabala (de origem judaica) é o de se ter afastado radicalmente das fontes das escrituras judaicas Mishnah, Midrash — e principalmente do Talmude: seja o segundo Talmude (alterado e acrescentado a partir do primeiro Talmude) que surgiu depois da destruição do templo de Jerusalém em 70 d.C, seja um Talmude mais antigo que já existia escrito muitos séculos antes do tempo de Jesus Cristo. Vamos chamar a este Talmude mais antigo “primeiro Talmude”.

Na sua educação, e na sua condição de judeu que o era, Jesus Cristo aprendeu desse primeiro Talmude na sua educação enquanto criança.

¿Qual é a súmula ideológica do primeiro Talmude?

Acima foi referido que a Cabala se afastou radicalmente do primeiro Talmude; e por uma principal razão: a Cabala introduziu uma visão religiosa monista no Judaísmo.

No monismo (e também no henoteísmo), o princípio da Unidade (o Uno), é diametralmente diferente do conceito de Unidade do monoteísmo.

No monismo, as formas concretas do divino são plurais, mas o divino-geral — que lhe está subjacente — é Uno. Porém, este divino-geral monista não existe no monoteísmo (neste caso concreto, no Judaísmo). No monoteísmo só existe o divino concreto.

Ou, por outras palavras: o Javé concreto, a “pessoa única” de Javé, possui uma validade universal. Ou, talvez melhor ainda: os monismos chegam à Unidade através da relativização do particular; e os monoteísmos chegam à Unidade através da absolutização e universalização do particular.

Ora, o primeiro Talmude, que é uma escritura base do Judaísmo de depois do exílio, é o suporte ideológico e teórico do monoteísmo judaico. Por isso, de uma forma directa ou indirecta, tanto o Cristianismo como o Islamismo foram beber alguns dos seus fundamentos ao primeiro Talmude.

Conclusão: 1/ O Talmude é antítese da Cabala. O primeiro é a defesa do monoteísmo, ao passo que a Cabala introduz uma mundividência monista no Judaísmo. 2/ Tanto o Cristianismo como o Islamismo, sendo religiões monoteístas, têm alguma base ou fundamento no primeiro Talmude.

sábado, 11 de janeiro de 2014

O Decálogo e a ética

 

O termo “Decálogo” foi cunhado ou por Clemente de Alexandria (~ 150 – ~ 230), ou Irineu de Lião (~ 130 – ~ 202) : não se tem a certeza de qual dos dois foi o autor do termo. Existem duas versões ligeiramente diferentes do Decálogo: a do Êxodo e a do Deuteronómio. Vamos apenas fazer aqui referência ao Êxodo.

Normalmente falamos em 10 Mandamentos; mas, se virmos vem, não são 10 Mandamentos: antes, são 8 interditos (tabus) e 2 mandamentos. Vamos colocar os tabus (interditos) a vermelho:

  1. Eu sou Yahweh teu Deus, que te fiz sair da terra do Egipto, da casa dos escravos.
  2. Não terás outro Deus diante mim.
  3. Não pronunciarás o nome de Yahweh, teu Deus, em vão.
  4. Lembra-te do dia de Sábado (Sabbat) para o santificares: seis dias trabalharás e realizarás toda a sua obra, mas o sétimo dia, Sábado, descansarás para Yahweh teu Deus. Não farás nenhum trabalho, nem tu, nem o teu filho, nem a tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu rebanho, nem o estrangeiro que habita contigo (…)
  5. Honra o teu pai e tua mãe, a fim de que os teus dias se prolonguem sobre a terra que te deu Yahweh, teu Deus.
  6. Não matarás.
  7. Não cometerás adultério.
  8. Não roubarás.
  9. Não levantarás falsos testemunhos contra o teu próximo.
  10. Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu burro, nem nada que lhe pertença

    (Êxodo, 20, 2-17)

Não são propriamente dez mandamentos, desde logo porque parte dos itens estão no indicativo futuro (não matarás, não roubarás, etc.), o que significa que Deus promete ao homem ajudá-lo e que este será capaz de se abster dos tabus ou interditos. Por isso, o tabu (o interdito) é libertador em si mesmo, porque basta ao homem abster-se do tabu (não agir) para respeitar a vontade de Deus; ou seja, o interdito é um mandamento negativo (é um tabu), ao passo que o mandamento propriamente dito é positivo (“Lembra-te do dia de Sábado” e “Honra o teu pai e tua mãe”). O mandamento implica um dever de agir, o tabu implica uma abstenção no agir.

No Decálogo, Yahweh fala de si na primeira pessoa do singular e dirige-se a um ouvinte único — ao indivíduo, e não a um colectivo — na segunda pessoa do singular. A lei não é dirigida a um povo, mas a cada homem na sua dignidade singular e transcendente, ou seja, para além de toda a divisão política.

Uma das características notáveis do Decálogo é o mandamento (dever) de ninguém se sujeitar ao trabalho ilimitado, e o Sábado é feito para que ninguém trabalhe (“nem o estrangeiro que habita contigo”). Perguntem a um plutocrata actual se concorda com o Decálogo e ele dirá que “isso é coisa da antiguidade”. Em termos objectivos, o Decálogo é hoje colocado em causa pelas elites.

Segundo o Decálogo, a lei e a fé estão ligadas: é respeitando a lei que o homem exprime a sua fé. Ou seja, a fé traduz-se em termos práticos no cumprimento dos mandamentos e na abstenção em relação aos tabus. Por outro lado, a lei pressupõe uma dissimetria inicial (a priori) entre o locutor (Yahweh) e o ouvinte (o indivíduo), e não pode ser considerada uma regra universal abstracta: o culto prestado a Yahweh, por um lado, e a dimensão ética da existência, por outro lado, são indissociáveis. A lei assume uma forma metapolítica — está para além da política —, concedendo à lei um conteúdo jamais ultrapassado ou ultrapassável.

Tudo isto se alterou com os profetas e o culto da imanência escatológica. Os profetas remeteram o cumprimento da lei para a subjectividade do “coração”, e não já para a exterioridade dos gestos do indivíduo. A realização do Decálogo será possível quando Yahweh abolir toda a exterioridade e toda a heteronomia, gravando a sua lei no coração dos homens: “porei a minha lei no fundo do seu ser, e escrevê-la-ei no seu coração” (Jeremias, 31 – 33). Começou aqui o “problema” ético da “moral do sentimento” do papa Francisco I, e da absolutização contemporânea da subjectividade humana do politicamente correcto.