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quarta-feira, 27 de maio de 2026

Israel está fora de controlo

Da mesma forma que não é aceitável a utilização sistemática, por parte da Esquerda, dos epítetos de “homófobo” para quem coloca em causa o estilo de vida promíscuo gay, ou de “islamófobo” para quem ousa ter um olhar crítico em relação ao Islamismo — também não é aceitável que uma certa e actual “Direita” utilize sistematicamente o epíteto de “anti-semita” para quem ousa criticar a acção do governo israelita de Benjamin Netanyahu.

“Não concordas com o Netanyahu?! Então és anti-semita!” — passamos da prevalência política de uma Esquerda "Woke", para a afirmação política de uma Direita "Woke". Ambos os movimentos "Woke" (de Direita e/ou de Esquerda) pretendem condicionar ou mesmo eliminar a liberdade de expressão.

Sempre fui a favor da existência de Israel, nomeadamente por este país afirmar, no Oriente Médio, o respeito pelo Estado de Direito; mas quando o governo de Benjamin Netanyahu legalizou a pena-de-morte apenas para os cidadãos israelitas de etnia palestiniana, o Estado de Direito morreu em Israel.

Israel é hoje um país bárbaro; nem sequer podemos dizer que é um país democrático.

A actual lei de pena-de-morte em vigor em Israel reflecte o estado de apartheid em que este país vive. Imagine o leitor que, por exemplo, no Brasil existisse uma lei de pena-de-morte para negros que não se aplicaria aos brancos: poderíamos dizer, então, que o Estado de Direito teria sido extinto no Brasil.

Só não existe corrupção em uma sociedade quando a lei é igualmente válida para todos, e é aplicada para todos os cidadãos de forma equivalente e geral. Quando há uma lei para uns, e outra lei diferente para outros e nas mesmas condições, então vivemos em um Estado corrupto.

segunda-feira, 6 de outubro de 2025

¿Com quem a Mariana Mortágua se deita na cama?

mariana mortagua e a toalha de mesa web

Eis um comentário na página da petição “ao Estado de Israel o favor de NÃO DEVOLVER a Mariana Mortágua porque já não a podemos aturar”, assinado pela peticionante Irene Cabral:

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Eis a verdade:

E afinal quem é que organiza e paga a frotilha para Gaza? Um operacional terrorista – Zaher Birawi.

Nascido em 1961 na Cisjordânia, é um 'activista' e 'jornalista' palestiniano radicado em Inglaterra na década de 1990, para onde se mudou inicialmente para estudar. Trabalhou brevemente em 1996 na Universidade Islâmica da Cidade de Gaza, uma instituição controlada pelo Hamas. Está identificado como agente do Hamas na Europa desde pelo menos 2013 e tem enfrentado repetidas acusações de ligações a grupos terroristas.

Birawi é o presidente do International Committee for Breaking the Siege of Gaza que organiza e paga comboios e frotilhas de ajuda humanitária. Organizou a frotilha Mavi Marmara em 2010, os comboios "Lifeline" do Viva Palestina (incluindo um em 2010 que entrou em Gaza e foi recebido por líderes do Hamas) e a "Marcha Global para Jerusalém" de 2012. Também apresentou programas na Al-Hiwar TV, um canal de língua árabe em Londres afiliado à Irmandade Muçulmana que promove narrativas do Hamas e colabora com a Al-Aqsa TV, também da organização terrorista.

Nos últimos anos, Birawi foi membro fundador e coordenador da Freedom Flotilla Coalition, organizando várias tentativas para alcançar Gaza incluindo este ano a frotilha interceptada pelas forças israelitas que incluía activistas como Greta Thunberg.

Birawi ocupou cargos de liderança em diversas organizações sediadas no Reino Unido, como dirigente sénior na Muslim Association of Britain (MAB), administrador da Educational Aid for Palestine (EAP) e director do Palestinian Return Center (PRC).

As afiliações de Birawi com o Hamas e a Irmandade Muçulmana estão bem documentadas por fontes israelitas, britânicas e internacionais, embora mantenha uma negação plausível para evitar repercussões legais na Grã-Bretanha. O EAP está ligado à Union of Good, uma organização guarda-chuva acusada de canalizar fundos para o Hamas. O MAB, que Birawi ajuda a liderar, é presidido por Muhammad Sawalha, antigo comandante militar do Hamas.

Em 2023, no parlamento do Reino Unido rotularam-no como "agente sénior do Hamas" e "risco para a segurança nacional", citando as suas funções em organizações de protesto e instituições de caridade.

Reportagens dos meios de comunicação social, incluindo o The Telegraph e o The Jerusalem Post, mencionam as suas fotos com o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, o apoio anterior a atentados suicidas e o envolvimento em redes de apoio ao Hamas. Foi acusado de se coordenar com Majed Al-Zeer, um terrorista global designado pelos EUA ligado à RPC. O financiamento das suas actividades, incluindo as frotilhas, tem sido ligado ao Qatar, um conhecido apoiante da Irmandade Muçulmana e do Hamas.

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sábado, 20 de setembro de 2025

Portugal vai reconhecer a existência de algo que não existe

A noção de “Estado Palestiniano” é metafísica; pertence à dimensão religiosa.

estado palestiniano web

Mesmo que concebamos a ideia de “Estado Palestiniano em construção”, é difícil aceitar um Estado em que o Hamas impere, por um lado, e por outro lado é impossível que se aceite a chamada “Autoridade Palestiniana” que paga reformas vitalícias a quem mate israelitas.

Só em 2018, a reforma vitalícia que a “Autoridade Palestiniana” dá aos assassinos de judeus totalizou 330 milhões de US Dollars — dinheiro este que vem dos contribuintes europeus para alimentar o ódio islâmico em relação aos judeus e cristãos.

A Autoridade Palestiniana será a única instituição, em todo o mundo e com excepção dos nazis de Hitler, que paga recompensas vitalícias a quem mate judeus.

É a esta gente que o PSD de Luís Montenegro vai reconhecer o estatuto jurídico e legal de “Estado Palestiniano”.

sábado, 21 de outubro de 2023

Nunca houve um Estado Palestiniano (dedicado à historiadora Raquel Varela)

  1. Antes do actual Estado de Israel, existia o mandato britânico para a Palestina — e não um Estado palestiniano.
  2. Antes do mandato britânico, existia o império otomano — e não um Estado palestiniano.
  3. Antes do império otomano, existia o Sultanato Mameluco do Cairo — e não um Estado palestiniano.
  4. Antes do Sultanato Mameluco do Cairo, existia o sultanato árabe/curdo de Ayubid — e não um Estado palestiniano.
  5. Antes do sultanato Ayubid, existia o reino cristão / Franco de Jerusalém — e não um Estado palestiniano.
  6. Antes do reino cristão de Jerusalém, existiram os impérios Omíada e Fatímida — e não um Estado palestiniano.
  7. Antes dos impérios Omíada e Fatímida, existia o império bizantino — e não um Estado palestiniano.
  8. Antes do império bizantino, existia o império Sassânida — e não um Estado palestiniano.
  9. Antes do império Sassânida, havia por lá outra vez o império bizantino — e não um Estado palestiniano.
  10. Antes do império bizantino, havia o império romano — e não um Estado palestiniano.
  11. Antes do império romano, existia o reino dos Asmoneus — e não um Estado palestiniano.
  12. Antes do reino dos Asmoneus, mandava por lá o império dos Selêucidas — e não um Estado palestiniano.
  13. Antes dos Selêucidas, Alexandre o Grande estava no poder na Palestina — e não um Estado palestiniano.
  14. Antes de Alexandre, havia por lá o império persa — e não um Estado palestiniano.
  15. Antes do império persa, existia por lá o império da Babilónia — e não um Estado palestiniano.
  16. Antes da Babilónia, existiam na Palestina os reinos de Israel e Judá — e não um Estado palestiniano.
  17. Antes dos reinos de Israel e Judá, existia por lá o reino unificado de Israel — e não um Estado palestiniano.
  18. Antes do reino de Israel, existia no território a teocracia das 12 Tribos de Israel — e não um Estado palestiniano.
  19. Antes da teocracia das 12 Tribos de Israel, existia um aglomerado de reinos independentes de Cananeus — e não um Estado palestiniano.
  20. Nunca houve um Estado Palestiniano.

quinta-feira, 9 de agosto de 2018

A técnica feminina de provocação que conduz à vitimização pública e publicada

 

Mulheres palestinianas provocam e agridem soldados israelitas, na esperança de obter uma reacção que valha a pena ser filmada com o telemóvel, e depois publicada nas redes sociais, esquerdistas e islamófilas por definição.

quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

A minha posição acerca dos judeus

 

Eu não sou anti-judaico 1 ; mas também não me considero estúpido e acrítico.

oc-judeus
Não só não sou anti-judaico, como defendo a existência do Estado de Israel; e mais: defendo que a capital histórica de Israel é Jerusalém.

Porém, a minha defesa da existência do Estado de Israel tem a ver com a justiça e verdade históricas. E não tem a ver com qualquer ideologia política.

A invasão islâmica e árabe da Palestina no século VII lançou a esmagadora maioria dos judeus — que viviam naquele território — na Diáspora. Esta é a verdade histórica que a Esquerda pretende ocultar.

Portanto, a defesa da existência do Estado de Israel é uma questão de justiça.

Porém, uma coisa é a defesa da existência do Estado de Israel e do povo de Israel; outra coisa, bem diferente, é a defesa acrítica da acção política dos imigrantes judeus, em geral, na Europa e ao longo dos últimos séculos — que é o que implicitamente faz Olavo de Carvalho; pelo menos é assim que eu interpreto esse textículo dele.

Fernando Pessoa, que era ele próprio descendente directo de judeus por parte do pai, escreveu o seguinte:

"Tem-se suposto que esta força (Judaísmo) que opera através da Maçonaria e se manifesta sempre judia, é consubstanciada com o povo de Israel. É um erro e é fácil de ver onde está o erro.

O povo (de) Israel, como qualquer outro povo, pode colaborar na civilização europeia, porém há que organizar-se aristocraticamente, como essa civilização. Ora o que há presentemente adentro dos judeus, em todo o mundo, é o predomínio do baixo sobre o alto judaísmo.

O materialismo ateu da época moderna tomou o íntimo da alma do baixo judeu, porque, de todas as populações da Europa, era essa gente a mais naturalmente propícia a aceitar como teoria o ateísmo irracionalista, que é o que distingue a nossa época".

Como vemos, o descendente de judeus Fernando Pessoa faz a distinção entre o povo de Israel, por um lado, e, por outro lado, o chamado “baixo judeu” que controla a Europa e os Estados Unidos. E quem não faz essa diferença age por mera influência de uma ideologia política, e não porque procura a verdade e a justiça.


Nota
1. “anti-semita” é outra coisa, porque o judeu não é o único povo semita.

sábado, 9 de dezembro de 2017

A Direita que é de Esquerda

 

Há uma certa “Direita” que prefere que sejam os muçulmanos a controlar a cidade de Jerusalém, em vez dos judeus; porque, dizem eles, “o Estado de Israel é sionista”.

Ora, esta Direita é uma espécie de Esquerda. Se ouvirmos o que diz, por exemplo, o MRPP ou o Bloco de Esquerda acerca de Israel, é “papel carbono”. Temos uma “Direita” que é de Esquerda.

Por princípio, e salvo situações excepcionais: entre a liberdade de culto e o totalitarismo religioso, prefiro a liberdade.

Eu prefiro que Jerusalém seja controlada pelos judeus e que toda a gente tenha liberdade religiosa (incluindo os muçulmanos, obviamente), do que a cidade ser controlada pelos muçulmanos que exercem sempre repressão política sobre cristãos e judeus (Jizya).

Isto não significa que eu subscreva (ou apoie) a cultura e os movimentos políticos judaicos através da História da Europa.

Por exemplo, concordo com Fernando Pessoa em relação ao grupo dos trezentos. Mas se tivesse que escolher entre viver em uma sociedade controlada por judeus, ou em uma outra controlada por maomedanos, do mal o menos: prefiro a primeira.

quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Donald Trump e a mudança da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém

 

A merda dos me®dia andam a dizer que Donald Trump mudou a capital de Israel de Telavive para Jerusalém — e as pessoas acreditam na merda dos me®dia que temos!

O que aconteceu foi que os Estados Unidos de Donald Trump mudaram a embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém, o que é coisa muito diferente. Outros países já seguiram o exemplo dos Estados Unidos, como por exemplo a República Checa. Qualquer país pode mudar a cidade de embaixada dentro de um país sem que a capital desse país mude.

Temos aqui em baixo uma imagem de uma moeda que foi cunhada há 1.949 anos. Repito: há mil novecentos e quarenta e nove anos. Na cara da moeda vemos escrito “Shekel de Israel” (Shekel é o nome da moeda israelita), e na coroa da moeda vemos escrito Jerusalém Sagrada” em hebreu básico.

Ora, há 1.949 anos ainda não tinha nascido o Maomé (nem havia Maomerdas), e os palestinianos eram todos judeus sob o jugo do império romano. ¿Entenderam?!, ¿ou precisam que eu faça um desenho...?

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segunda-feira, 29 de maio de 2017

¿George Soros é sionista? Claro que não! É anti-sionista!

 

George Soros é um dos muitos exemplos de “judeus” bilionários que não é sionista.

A elite globalista não é sionista. George Soros, Rockefellers, Rothschild, Bilderberg e outros, não são sionistas. Alguns deles são judeus, mas não são sionistas. O sionismo é o que Theodor Herzl formulou, e não um controle global!

Alguém pode citar os judeus anti-sionistas, mas antes temos que ver quem está por trás deles. George Soros financia um grupo de rabinos em Israel chamados de Neturei Karta. Esses, os Neturei Karta, são anti-sionistas.

O objectivo do anti-sionismo é derrubar Israel, porque com Israel derrubado e não mais soberano, a Nova Ordem Mundial estará implantada. E quem ganhará com isso serão os grandes globalistas como George Soros, Rockefellers, Rothschild, Bilderberg...

Isso é subversão! E todos sabem o que isso quer dizer.”

Em relação a este texto, diz o poeta algarvio António Aleixo: “P'rá mentira ser segura / e atingir profundidade / tem que trazer à mistura / qualquer coisa de verdade.”

E há algumas coisas verdadeiras no texto: por exemplo, Israel aproveita-se da divisão islâmica para reinar.

Uma das estratégias defensivas (ou ofensivas dos Estados Unidos, por causa do petróleo) de Israel é aproveitar as guerras de muçulmanos contra muçulmanos. À volta de Israel é tudo “terra queimada”: a Síria, o Líbano, o Iraque, até mesmo o Egipto da Primavera Árabe, é terra queimada. Líbia, Tunísia e Argélia é “terra queimada”.

A Jordânia (uma monarquia) é um oásis no mundo islâmico, mas está sobrecarregada de refugiados da Palestina e da Síria, e não tem poder económico / financeiro para aguentar com um fardo desses; e a Turquia está perto da criação de uma espécie de califado (teocracia islâmica sunita) com o Erdogan, à semelhança do Irão que é uma teocracia totalitária xiita.

Tudo isto é verdade.

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Mas não é verdade que foi Israel que “criou o Estado Islâmico”. Por amor de Deus, tenham juízo!

Israel aproveita-se da estupidez natural dos muçulmanos cujo QI é baixo devido a séculos de endogamia — mas isso não significa que os sionistas tenham criado o Estado Islâmico. O QI médio dos muçulmanos é o mais baixo do mundo, só comparável aos bosquímanos da Namíbia, devido aos casamentos consanguíneos (por recomendação do profeta Maomerdas) ao longo de 1500 anos.

O erro começa por se confundir “sionismo”, por um lado, com “globalismo”, por outro lado — como consta da citação acima.

Ser “judeu” de raça não significa necessariamente que se seja religioso; a esmagadora maioria dos milionários judeus americanos e europeus não são religiosos, e estão se cagando totalmente para o Judaísmo (é o “baixo Judaísmo”, segundo Fernando Pessoa).

De modo semelhante, ter ascendência judia (de “raça” judia, sejam sefarditas, seja asquenazes) não significa que se seja sionista. O erro do texto começa com a extrema simplificação de conceitos complexos, que é uma das características das ideologias políticas: simplificam, para os burros perceberem alguma coisa.

Nos Estados Unidos, a maioria dos “judeus” é de Esquerda e vota no Partido Democrático; ou seja, a maioria dos judeus americanos não é religiosa e é anti-sionista.

Por exemplo, o bilionário judeu Zuckerberg — o do FaceBook — veio recentemente defender o socialismo globalista mediante o rendimento mínimo universal, ao mesmo tempo que criticou a política de Israel. Zuckerberg é claramente anti-sionista e globalista. O único judeu americano, religioso e sionista, que eu “conheço” é Ben Shapiro.

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

O anti-semitismo islamista aumenta em França

 

Quando dizem, os me®dia portugueses,  que o anti-semitismo em França vem da Front Nationale de Marine Le Pen, os factos no terreno desmentem essa afirmação, embora seja um facto que muita gente da esquerda radical vota Front Nationale.

Mas o anti-semitismo em França vem dos milhões de imigrantes muçulmanos; e não nos podemos esquecer que o Islão foi um bom aliado de Hitler.

Um jornalista francês usou um kippah e passeou-se durante dez horas pelas ruas de Paris.

domingo, 3 de agosto de 2014

A ambiguidade política do liberalismo em relação a Israel

 

 

“A Faixa de Gaza é um gigantesco gueto onde se amontam 1,7 milhões de pessoas num pequeno território sem recursos. Os seus habitantes são refugiados ou seus descendentes expulsos de territórios ocupados por Israel nas últimas décadas.”

Da miséria humana

Naturalmente que se esconde o facto de nenhum país árabe ou islâmico vizinho de Israel ter aceitado acolher os seus “irmãos” árabes palestinianos; e pior: a Jordânia, por exemplo, até os expulsou! Mas ninguém fala nisso: preferem acusar Israel.

Os liberais preferem alinhar com a Esquerda em tudo, excepto nas folhas Excel da economia.

“Face a uma ofensiva militar israelita, os civis não tem escapatória possível. Não há lado nenhum onde um refugiado se possa refugiar.”

A julgar pela opinião liberal, Israel deveria levar com os mísseis lançados de Gaza e ficar “quietinho para não levar mais no focinho”. Os liberais querem um Estado de Israel masoquista. Aliás, os liberais não sabem para que serve o Estado senão para salvar os Bancos privados da falência: para os liberais, são as folhas Excel da economia que dão algum sentido ao Estado quando a banca privada está em apuros.

Convém lembrar os liberais de alguns factos e notícias recentes, (clique nas imagens) a ver:

liberais1

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sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Uma dica sobre o conflito israelo-árabe em Gaza

 

Para ajudar a compreender o conflito entre o Hamas e Israel, aconselho a leitura do livro “A Doença do Islão”, do autor Abdelwahab Meddeb, Editora “Relógio d'Água”, Lisboa 2005.

sexta-feira, 25 de julho de 2014

A Raquel Varela e o “sionismo”

 

A Esquerda actual — e também a extrema-direita: les bons esprits se rencontrent... —, em vez de falar de “anti-semitismo”, utiliza agora o termo “sionismo”. “Sionismo” passou a ser uma palavra-mestra que implica a exigência de uma ideia-mestra — a “lógica de uma ideia”, parafraseando Hannah Arendt.

“Sionismo” deriva do termo hebraico “Sião” que significa “fortaleza” ou “rocha”, para designar Jerusalém. No século XIX surgiu na Europa um movimento sionista que defendia o retorno dos judeus a Israel — ninguém tem dúvidas de que a Jerusalém histórica é judia. Theodore Herzl (1860 – 1904) desenvolveu um programa político que reclamava direitos de um Estado soberano sobre o território, então sob jurisdição do califado turco. O programa político de Herzl foi apoiado pela famosa Declaração de Balfour de 1917.

Após a II Guerra Mundial e os horrores do Holocausto, a criação de um Estado judaico recebeu o apoio das Nações Unidas e, em 1948, formava-se o Estado de Israel.

Portanto, ¿O que é “sionismo”? O sionismo é um movimento político que defende a existência de um Estado de Israel e encoraja, ainda hoje, os judeus da diáspora a regressarem a Israel.

Para os sionistas — muitos dos quais não são religiosos — esse Estado detém uma grande importância enquanto protector do povo e da cultura judaicos.


A Raquel Varela, a propósito daquilo a que ela chama de “sionismo”, defende a ideia segundo a qual se deve “impedir qualquer concentração de poder” — mas o partido em que ela milita defende a concentração de poder nas mãos de uma elite comunista. Ou seja, segundo a Raquel Varela, a concentração de poder no Partido Comunista é boa; e a dos outros é má.

Por outro lado, a Raquel Varela, na sua qualidade de militante do Partido Comunista, é soberanista quando se trata do Estado de Portugal; mas quando se trata do Estado de Israel, já não é soberanista. Ela é soberanista nuns casos, mas noutros não: tem dias; ou depende da subjectividade dela.

Transcrevo um texto do Reinaldo Azevedo:

“Quando se fala que o Hamas recorre a escudos humanos no confronto com Israel, o que, obviamente, provoca um grande número de mortos, muitos críticos da política israelense contestam o que é uma evidência. Dizem que essa afirmação faz parte da máquina de propaganda de Israel. Será mesmo?

Abaixo, há um vídeo do dia 8 deste mês. Trata-se de uma entrevista que o porta-voz do Hamas, Sami Abu Zuhri, concede à Al-Aqsa TV, que é a televisão do Hamas. Prestem atenção, em especial a partir dos 32s. Traduzo na sequência.”

À Raquel Varela não lhe faz confusão que o Hamas utilize crianças como escudos humanos.

Para ela, isso é normal — faz parte daquilo a que ela chama de “civilização em Gaza”. Ela não se importa que morram crianças porque são utilizadas cobardemente como escudos humanos. Aliás, ela não só não se importa com a morte daquelas crianças, como até defende que devem morrer mais crianças na sua função política de escudos humanos em uma guerra, e em nome da “civilização em Gaza”.

quinta-feira, 24 de julho de 2014

O Novo Anti-semitismo da Esquerda

 

“La bonne conscience de gauche, habituellement sûre d’elle-même et dominatrice, regarde avec effarement cet objet idéologique imprévu, le nouvel antisémitisme.”

→ Christian Vanneste: “La Gauche ne reconnaît pas son enfant : le Nouvel Antisémitisme”.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

¿És sionista? Então és intelectualmente desonesto! (e eu ponho-me em bicos-de-pés)

 

Um indivíduo como eu reduz-se à sua insignificância. Escrevo umas “coisas” aqui e não pretendo mais nada do que isso.

Reduzirmo-nos à nossa insignificância deve ser motivo de orgulho, porque até a nossa insignificância tem um significado e um valor muito importante: reconhecer as nossas limitações é sinal de alguma inteligência e sageza.

Por exemplo, seria absurdo que eu criticasse o Roger Scruton de forma a que ele transparecesse como um idiota através das minhas críticas — porque é impossível que qualquer discurso, mesmo o de Scruton, esteja isento de contradições.

Mesmo as teorias científicas mais elaboradas — por exemplo, baseadas no formalismo da lógica matemática — não estão isentas de contradições; não é possível compreender completamente uma qualquer teoria científica já formulada!, porque isso significaria que se conhecem todas as suas conclusões lógicas, o que seria uma tarefa interminável porque nunca se pode excluir o surgimento de situações nas quais a teoria pode falhar (total ou parcialmente) por causa de uma contradição interna.

Mas, repare o caro leitor: uma teoria científica paradigmática (isto é, que seja cientificamente válida e que tenha resistido a uma bateria de refutações) é apoiada pela comunidade científica que pode ser composta por milhares de cientistas — e não apenas por um só homem!

Portanto, chegamos à conclusão do seguinte: um teoria científica, por mais bem fundamentada que seja, não pode estar isenta de contradições — o que não significa que essa teoria científica não seja válida.

Baseado neste princípio, seria absurdo que eu criticasse uma contradição que surgisse, ao correr da pena, do discurso de Roger Scruton (por exemplo). Não é uma contradição no discurso de um homem que deita por terra todo o seu (dele) pensamento, assim como não é uma contradição que surja (chamam-se às contradições existentes em uma teoria científica de “anomalias”) que invalida completamente uma teoria científica. Quem encontra uma contradição qualquer no discurso de Roger Scruton e, por isso, coloca em causa o valor do seu (dele) pensamento, ou é burro ou está de má-fé. Se é burro, o caso está encerrado; se está de má-fé, então não pode criticar a “honestidade intelectual” de Scruton (por exemplo).

andasPior ainda é quando alguém critica o pensamento de alguém baseando-se e fundamentando-se em palavras-mestras: por exemplo, comunista, sionista, capitalista, etc.. As palavras-mestras devem ser meios através dos quais se exprime um pensamento — mas não devem ser fins, consideradas em si mesmas. É um absurdo que alguém critique as ideias de Fulano porque ele é, alegadamente, sionista, ou comunista, ou capitalista, etc.. Devemos criticar as ideias de alguém pelo seu conteúdo, e os rótulos ideológicos (as palavras-mestras) decorrem dessa análise, ou seja, são consequências e não as causas da análise.

Dizer, por exemplo, que Olavo de Carvalho é “sionista” e que, por isso, merece este chorrilho de insultos, só pode vir de uma mente que não tem consciência da necessidade de se reduzir à sua insignificância.

O ápodo de “sionista”, aplicado a Olavo de Carvalho, é, nesse caso, a condição da crítica a todo o pensamento de Olavo de Carvalho. Ou seja, “o Olavo de Carvalho é desonesto” porque, alegadamente, “é sionista” — mesmo que a luminária em causa não seja capaz de definir “sionismo”, porque apenas existe um conceito alargado de “sionismo” e não uma noção.

Basta que alguém defenda a ideia de que o povo israelita — independentemente dos diferentes credos religiosos que co-existem em Israel — tenha direito a um território, para que os idiotas deitem mão da palavra-mestra “sionista” como arma de arremesso político, uma palavra que pretende resumir tudo mas que não significa nada. Nem sequer sabem definir “sionismo” (assim como os gayzistas não sabem definir “homofobia”), mas como não conseguem reduzir-se ao valor intrínseco da sua insignificância, colocam-se de chancas altas para ver se o complexo de inferioridade se transforma em um sentimento de superioridade.

Um pouco de humildade, precisas-se!