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quarta-feira, 8 de outubro de 2025

Praia em Vilanculos, Moçambique, ao fim do dia

Vilanculos, terra de origem da família do poeta Rui Knopfli

Vilanculos-moçambique-web
Face ao mar, orgulhosa no topo do areal,
só de madeira e zinco sobre pilares de cimento
ao sabor dos quatro ventos. O quintal
das traseiras sempre uma festa, frango
no churrasco, alegria nos copos. Depois...

a Isilda casaria com o Freitas,
a Ermelinda ia ficar para tia
e o Horácio dava em droga.
O Neca, o Tino e o Mando foram
à vida, cada qual para seu lado.

Na velha casa virada à baía,
além do ranger da madeira
batida pelo vento e pela areia
apenas ficaram a avó Carminda
e a velha cadela «Deixa-falar».

(A Casa da Areia, in “O Monhé das Cobras”, Rui Knopfli)

terça-feira, 31 de maio de 2022

quinta-feira, 21 de outubro de 2021

O comboio da linha de Sintra


Vemos aqui em baixo uma fotografia actual de uma carruagem de um comboio da linha de Sintra, arredores de Lisboa.

combioi de sintra web


Eu tinha 15 anos de idade quando fui expulso de Moçambique, pelo governo da Frelimo, pelo simples facto de eu ser de raça branca.

Estava eu sentado (com um grupo de colegas, depois das aulas no Liceu Salazar) na esplanada da pastelaria Princesa, na avenida 24 de Julho em Lourenço Marquês, quando uma brigada do exército da Frelimo cercou a área e começou a pedir identificação (Bilhete de Identidade). Como eu não tinha trazido o Bilhete de Identidade, fui preso e enviado para um campo de concentração perto da cidade do Xai-xai, onde estive cerca de três meses detido, sem culpa formada.

Repito: eu tinha 15 anos de idade.

Ao fim desse tempo de prisão sem culpa formada, a Frelimo concordou em libertar-me, mas com a condição de eu abandonar imediatamente o país (Moçambique). O meu passaporte (português) levou um carimbo vermelho de “persona non grata”, sendo que o meu “crime”, aos 15 anos de idade, foi o de não trazer comigo o Bilhete de Identidade.

Naquela época, pensei: “Moçambique é dos pretos”; e, de certo modo, aceitei a minha expulsão como o corolário da afirmação política da negritude em um país de pretos.

Porém, longe de mim estava a ideia de verificar que, os que me expulsaram de Moçambique, viriam mais tarde para Portugal para substituir a população portuguesa, em uma última e final humilhação dos brancos.

LISBOA EM 100 ANOS web

sábado, 2 de maio de 2020

A filha-da-putice infinita do Anselmo Borges

O Anselmo Borges é patético; por vezes, sinto pena dele.

mozambique-risco-de-fome

fome-mozambique-webPor exemplo, quando ele se refere ao Bispo de Nampula que alegadamente defendeu “a dignidade dos africanos”, mas cuja defesa contribuiu para a maior mortandade em Moçambique de que houve qualquer memória histórica — morreu mais gente (muitas dezenas milhar de crianças morreram de fome em Moçambique) de morte violenta e de fome, nos dez anos que se seguiram à independência de Moçambique, do que em 500 anos de colonização portuguesa.

Morreu mais gente de morte violenta e de fome, nos dez anos que se seguiram à independência de Moçambique, do que em 500 anos de colonização portuguesa.

É este um dos problema da utopia: as acções humanas (e políticas) são passíveis de retroactividade — as acções humanas podem conduzir a situações que resultam em uma retroacção da realidade social e política: muitas vezes pretendemos uma coisa, e sai-nos outra coisa, totalmente diferente, e quiçá até, trágica.

Que o Bispo de Nampula não pudesse adivinhar o futuro, e que fosse bem-intencionado nas alianças políticas que fez naquela época —, é compreensível. Ninguém é perfeito.

Mas que uma besta negra venha agora (hoje, depois de se conhecer muito bem as consequências do desenvolvimento histórico das acções “progressistas” do marxismo em Moçambique) tecer loas às alianças políticas e ideológicas do Bispo de Nampulacomo se aquela tragédia humana gigantesca não tivesse acontecido — , é de uma filha-da-putice infinita.

anselmo-borges-cagando-web

quinta-feira, 28 de março de 2019

O ódio a Portugal: José Eduardo Agualusa é “persona non grata”

 

O Brasil tornou-se independente em 1821 (salvo erro), mas ainda hoje existe um ódio a Portugal na chamada “cultura intelectual” (que, de “intelectual”, tem nada). É um ódio primário, básico, que culpa Portugal por todos os problemas do Brasil — passados, presentes e futuros: daqui a mil anos, Portugal será ainda culpado pela inoperância da “elite” brasileira.  


O mesmo se passa com gente estúpida das ex-colónias portuguesas em África, como é o caso do comunista José Eduardo Agualusa:

“O escritor José Eduardo Agualusa veio defender há dias em entrevista ao Público, a propósito da catástrofe provocada pelo ciclone Idai que “os países que mais contribuem para o aquecimento global devem responder pelos estragos causados ao planeta, sobretudo quando atingem os países que menos fizeram por isso, como Moçambique” e que “Portugal não faz o favor de ajudar Moçambique. Portugal tem obrigação de reparar os danos que causou”.

Curioso é ver muitos daqueles que entendem cada fenómeno climático como consequência da acção humana incomodados com estas afirmações que afinal de contas são coerentes com o catastrofismo simplista que esses críticos apregoam na sua terra. Quem faz de assuntos científicos de grande complexidade mera propaganda sujeita-se a isto - agora aturem-no”.

Tragédia da Beira: causa efeito

Eu vivi muitos anos em Moçambique, e fui testemunha de alguns ciclones que atingiram principalmente a área geográfica que vai da cidade de Quelimane à vila do Lumbo (e cidade de Nacala). Naquele tempo, os ciclones não tinham nomes; e não havia estúpidos do calibre do José Eduardo Agualusa.

Os ciclones, em Moçambique, sempre foram devastadores, sempre causaram prejuízos materiais e sacrifício de vidas humanas.

Os ciclones, em Moçambique, não são (como é evidente!) consequência da colonização portuguesa — como afirma a besta humana que é o José Eduardo Agualusa; uma besta que não é bem-vinda a Portugal: um país que se prezasse consideraria o José Eduardo Agualusa como persona non grata.  


Mayor in Mozambique says negligence led to cyclone deaths

sábado, 9 de janeiro de 2016