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quarta-feira, 14 de março de 2018

O anti-capitalismo corporativista da nova “Esquerda”, e o corporativismo “capitalista” da “Direita”, alimentados pela plutocracia globalista

 

A União Europeia está a entrar por uma deriva totalitária; há sinais mais ou menos difusos de um crescendo totalitário coordenado por uma União Europeia obediente à agenda globalista.

O que nos confunde é o papel e a função actuais da chamada “Esquerda”: o “farol” da Esquerda, por assim dizer, deixou de ser a Rússia ou a China, para se centrar nos Estados Unidos do partido Democrático; Obama, Hillary Clinton, a elite de Hollywood e comandita, representam hoje a simbologia de uma Esquerda que alia o internacionalismo trotskista, por um lado, ao globalismo plutocrata, por outro lado [obviamente que existem várias esquerdas; por exemplo, o Partido Comunista distingue-se do Bloco de Esquerda; mas, ultimamente, o Partido Comunista tem emulado / imitado o Bloco de Esquerda].

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« Vale a pena ler este decálogo de 19 pontos (antigamente os decálogos tinham dez pontos agora as contas devem ser outras) publicado na revista de um sindicato espanhol que entre outras coisas propõe “Prohibir el fútbol en los patios de recreo.” e ” Eliminar libros escritos por autores machistas y misóginos entre las posibles lecturas obligatorias para el alumnado. Ejemplos de libros y/o autores machistas a eliminar de los temarios: Pablo Neruda (Veinte poemas de amor y una canción desesperada), Arturo Pérez Reverte y Javier Marías (cualquiera de sus libros).” … »

gay-police-smlEste fenómeno (que a Helena Matos retracta neste texto) não é só “de Esquerda”: é também fomentado e financiado pelos mais ricos do mundo (o que inclui o Google e o FaceBook, por exemplo). A plutocracia internacionalista (bem representada pelo intocável George Soros) e a Esquerda trotskista (também ela internacionalista) e marxista cultural, aliaram-se para submeter os diferentes povos do mundo a uma Nova Ordem Mundial que mais não é do que um novo tipo de fascismo “regionalizado” e corporativista à escala global (sinificação).

Ora, é este papel da actual Esquerda que nos deixa perplexos; seria suposto que a Esquerda se dispusesse sistematicamente contra os ricos; mas não é bem assim: a Esquerda actual é corporativista (ver “corporativismo” no Google), no sentido em que adopta um novo tipo de fascismo, que tem o regime chinês como referência global de práxis política.

Os sinais da deriva totalitária (ou, pelo menos, uma deriva autoritarista) na União Europeia estão por todos os lados, embora aparentemente sem uma conexão lógica entre si. Por exemplo, a protecção que quase todos os países da União Europeia adoptam em relação ao Islamismo (que é uma ideologia totalitária, e não uma mera religião) é um dos sinais dessa deriva totalitária.

« On March 1, The European Commission -- the unelected executive branch of the European Union -- told social media companies to remove illegal online terrorist content within an hour, or risk facing EU-wide legislation on the topic. The ultimatum was part of a new set of recommendations that will apply to all forms of "illegal content" online, "from terrorist content, incitement to hatred and violence, child sexual abuse material, counterfeit products and copyright infringement." »

EU: More Censorship to "Protect" You

Ora, é isto que a Não-esquerda europeísta que vota no Partido Social Democrata da Helena Matos não compreende, ou então essa Não-esquerda está em estado de negação. A agenda política (europeísta) que a Helena Matos defende é hoje contrária à liberdade — esta é uma realidade insofismável.

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Las autoridades británicas permitieron el abuso de otras 1.000 niñas por no parecer racistas

Para não parecerem “racistas” (como se o Islão fosse uma “raça”… !!!!), as elites políticas (estamos a falar, por exemplo, do regime político da “conservadora” Theresa May) dos diversos países europeus toleram perfeitamente uma cultura bárbara (a islâmica), ao mesmo tempo que reprimem e censuram a opinião de cidadãos conservadores cristãos.

Todas as manifestações políticas que, de certo modo, alimentem a receptividade popular em relação de uma cultura política totalitária, são incentivadas pelas elites europeias (de “esquerda” e de “direita”) a mando da (ou, pelo menos, coordenada por) plutocracia globalista.

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Hoje, o que os partidos da Não-esquerda confundem propositadamente é “capitalismo”, por um lado, e “corporativismo”, por outro lado.

A Esquerda (isto é, Bloco de Esquerda + Partido Socialista) assume claramente (como válido) um corporativismo anti-capitalista, e a Direita (Partido Social Democrata + CDS) faz de conta que “corporativismo” e “capitalismo” são a mesma coisa. E por detrás da Esquerda e da Direita está o globalismo plutocrata, representado pelas maiores fortunas do planeta.

Por muito que custe à Helena Matos, os globalistas não têm propostas de incentivo à liberdade. Por isso é que a “direita” portuguesa já entrou em dissonância cognitiva — como podemos ver com o Partido Social Democrata de Rui Rio, e com o CDS de Assunção Cristas e de Adolfo Mesquita Nunes.

Steve Bannon-web

terça-feira, 21 de março de 2017

Morreu um pobre diabo, rodeado de brinquedos

 

“Some even believe we are part of a secret cabal working against the best interests of the United States characterizing my family and me as ‘internationalists’ and conspiring with others around the world to build a more integrated global political and economic structure – one world, if you will. If that’s the charge, I stand guilty, and I am proud of it.”

David Rockefeller

David Rockefeller reconhece, nas suas memórias, que traiu — em acções concretas — o seu próprio país. E nada lhe aconteceu; permaneceu impune. O mesmo acontece ainda hoje com George Soros.

Na reunião de Bilderberg de 1991, David Rockefeller afirmou a agenda política dos globalistas, apoiados pelos me®dia:

“The supranational sovereignty of an intellectual elite and world bankers is surely preferable to the national autodetermination practiced in past centuries.”1

david-rockefeller-web

David Rockefeller morreu aos 101 anos depois de 7 (sete) transplantes cardíacos realizados depois dos 70 anos. Sete! PQoP! Ele certamente estaria convencido de que se fizesse mais 20 transplantes cardíacos chegaria aos 200 anos de idade.


eric_voegelin«Para um (homem), as portas da existência estão abertas de par em par, para o deixar contemplar as etapas do ser, depois a natureza inanimada, até Deus. O mundo desdobra-se largamente nele, os seus significados confrontam-se numa relação bem reflectida, e dão assim lugar a uma ordem ontológica; depois, com a valorização destas etapas do ser, formam uma ordem hierárquica, e como resposta à questão da razão de ser, reenviam a uma ordem da criação.
Um máximo de acolhimento da realidade encontra-se ligada com um máximo de racionalidade na ordem e no encadeamento, e encontra-se coroada pela transfiguração dogmática2 da experiência espiritual e religiosa numa ideia de Deus, tal como o Ocidente a desenvolveu na doutrina analogia entis3 .

A outro (homem)4 , só foi dado o prazer de olhares áridos sobre a realidade, talvez mesmo apenas um único: sobre a Natureza, sobre o dinheiro ou Poder, sobre um grande homem, sobre um povo, sobre a humanidade — o que ele tenha visto tornar-se-á para ele em Realissimum, o ser mais verdadeiro que se eleva ao lugar de Deus e lhe esconde, assim, todo o resto — nomeadamente, e sobretudo, o próprio Deus.»

(Eric Voegelin, “As Religiões Políticas”, páginas 29/30)


Notas
1. “A soberania supranacional de uma elite intelectual e de banqueiros internacionais é seguramente preferível à autodeterminação nacional praticada em séculos passados”.
2. “Há duas espécies de pessoas: as que têm dogmas mas que não reconhecem que os têm, e os que têm dogmas e reconhecem que os têm.” → G. K. Chesterton
3. Semelhança (mas não igualdade) essencial entre o ser humano enquanto criatura, e Deus enquanto criador.
4. neste caso, David Rockefeller.

segunda-feira, 6 de julho de 2015

O estado de negação dos americanófilos

 

Este texto de Olavo de Carvalho seria límpido e esclarecedor se pudesse explicar a acção dos maiores plutocratas do mundo — a maioria deles, americanos. Como o próprio Olavo de Carvalho escreveu no Twitter:

397-empresas-gayzismo

¿Como é que as 400 maiores empresas dos Estados Unidos apoiam as engenharias sociais em curso — gayzismo, abortismo, Ideologia de Género, etc., — e a culpa é da ex-URSS?!

Estou de acordo com vários aspectos do texto, por exemplo: existe um esforço político das elites mundiais na construção de uma ordem mundial que se baseia em um movimento político global anti-cristão.

Mas este movimento político globalista anti-cristão não é conduzido e liderado pelos herdeiros ideológicos do socialismo: os actuais socialistas apenas adoptam, por conveniência óbvia, a tendência política imposta pela plutocracia anglo-saxónica (neoliberalismo) que detém o poder real no mundo.



Existe uma diferença entre a dialéctica de Hegel e a dialéctica de Karl Marx. Na dialéctica de Hegel, a oposição entre os contrários é subsumida (assumida) na síntese (Aufhebung), o que significa que o passado não é destruído mas antes é incorporado na síntese — ao passo que, na dialéctica de Karl Marx, o passado é destruído. Portanto, parece-me que o conceito de dialéctica de Hegel, referido por Olavo de Carvalho no texto, não condiz com a realidade política actual que pretende destruir, de facto, um determinado status quo cultural no Ocidente.

Mas como é possível que a plutocracia internacional seja “marxista”?!

A resposta é a seguinte: o que se passa hoje tem menos a ver com marxismo do que com a tentativa de imposição, por parte do neoliberalismo, de um novo tipo de fascismo aplicado às nações, e que tem a China como paradigma. E vejamos o que diz Nicolás Gómez Dávila acerca da dialéctica:

A negação dialéctica não existe entre realidades, mas apenas entre definições. A síntese em que a relação se resolve não é um estado real, mas apenas verbal. O propósito do discurso move o processo dialéctico, e a sua arbitrariedade assegura o seu êxito.

Sendo possível, com efeito, definir qualquer coisa como contrária a outra coisa qualquer; sendo também possível abstrair um atributo qualquer de uma coisa para a opôr a outros atributos seus, ou a atributos igualmente abstractos de outra coisa; sendo possível, enfim, contrapôr, no tempo, toda a coisa a si mesma — a dialéctica é o mais engenhoso instrumento para extrair da realidade o esquema que tínhamos previamente escondido nela.”

É certo que a Rússia de Putin não é inocente nem virginal; mas o que não devemos fazer é tentar justificar a acção da plutocracia internacional utilizando, em pleno século XXI, o defunto comunismo soviético como bode expiatório. É certo que o marxismo não morreu, mas não devemos tentar branquear a acção de gente como George Soros ou Rockefeller, apenas porque são americanos, atirando a culpa toda para os russos.

terça-feira, 19 de maio de 2015

Os rituais luciferinos do Novus Ordo Seclorum

 

Vemos aqui no vídeo uma parte do funeral da esposa do presidente americano Lyndon Johnson, Lady Bird Johnson, que faleceu em 2007.

Note-se que o clero que está no palco não é católico, embora pareça: trata-se de clero anglicano (igreja episcopal americana), que inclui um Bispo. Repare-se no símbolo expresso com os dedos nas mãos erguidas, e no tipo de música do ritual fúnebre, despida da habitual espiritualidade cristã.

Não nos podemos esquecer de que se trata de um funeral da esposa de um presidente dos Estados Unidos. Não era uma pessoa qualquer.

quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

¿Qual a diferença entre Portugal e a Ucrânia?


Em Portugal, o ministro das Finanças, Vítor Louçã Rabaça Gaspar, saiu do governo português para ir para os Estados Unidos; na Ucrânia, a ministra das Finanças, Natalia Iaresko, veio dos Estados Unidos para ser a ministra das Finanças do governo ucraniano. De resto são dois países parecidos: só faz falta que Espanha invada o Alentejo.


A ministra das Finanças da Ucrânia é de nacionalidade americana. Natalia Iaresko fez parte da sua carreira política no Departamento de Estado (o ministério dos Negócios Estrangeiros dos Estados Unidos), antes de ir trabalhar para o sector privado americano. 

Para além da ministra ucraniana estrangeira das Finanças, o novo governo da Ucrânia tem mais dois estrangeiros: um lituano, Aïvaras Arbomavitchous, que assume a pasta da Economia do governo da Ucrânia. E Sandro Kvitachvili, um cidadão da Geórgia que passou a ser ministro da Saúde do Estado soberano da Ucrânia. É a Nova Ordem Mundial ditada pela plutocracia americana.

quarta-feira, 24 de setembro de 2014

Júlio Machado Vaz aplaude Emma Watson com as mãos atrás das costas

 

Júlio Machado Vaz é aquele tipo de pessoa que atira a pedra e esconde a mão. Este verbete é uma demonstração disso: colocou um vídeo da retórica de Emma Watson, mas não comentou. Júlio Machado Vaz é perigoso por isso mesmo: só se assume em monólogos: basta que haja contraditório e ele foge a sete pés.


 

Fazer uma análise crítica da retórica de Emma Watson é complicado, porque ela mistura alhos com bugalhos. Teríamos que analisar cada frase per se, porque não existe um nexo lógico que sirva de ligação entre a maioria das frases. Não é por acaso que, em juízo universal, as mulheres não são grande coisa em matemática.

Ela defende os direitos humanos que incluem a mulher, natural e ontologicamente, por um lado, e por outro lado defende a negação dos direitos humanos aos nascituros. E por isso ela diz que é feminista. E, simultaneamente, diz que o feminismo ganhou uma conotação negativa que não merece ter.

E Júlio Machado Vaz aplaude com as mãos atrás das costas.


O feminismo — tal como acontece com o homossexualismo — não quer igualdade: pretende a supremacia.

Se o feminismo quisesse de facto a igualdade, teria que assumir, em primeiro lugar, a condição feminina em tudo o que isso implica. Dizer que “o corpo é meu e faço dele o que quiser” (como disse Emma Watson), quando há um ser humano — único e irrepetível — em gestação com um ADN diferente do da mulher grávida, não é reivindicar “igualdade”: em vez disso, é reivindicar o direito ao acto gratuito.

Mas o Júlio Machado Vaz aplaude com as mãos atrás das costas.


Um acto gratuito é aquele que não é objectivamente motivado e que manifesta a existência de uma liberdade absoluta, próxima da liberdade da indiferença — por exemplo, um crime sem móbil é um acto gratuito (ver o filme de Alfred Hitchcock, “A Corda”). A vontade de provar a liberdade absoluta por intermédio de um acto sem móbil constitui em si mesmo um móbil.

No fundo, trata-se de um acto perpetrado em função de um capricho, embora um capricho reflectido e pensado, e representando o exercício de um arbítrio total. O objectivo do acto gratuito é o de afirmar uma liberdade total, contra toda a moral e mesmo contra a Razão. Em geral, o aborto é a expressão de um acto gratuito por parte da mulher.


Afirmar que “o corpo é meu e faço dele o que quiser” é reivindicar o direito ao acto gratuito — e isso já não é uma reivindicação de igualdade: antes, pretende-se que a supremacia do estatuto da mulher seja aceite culturalmente pelo homem (por isso é que Emma Watson diz que “a maioria dos homens não apoia o feminismo”). Obviamente que ao homem é sempre negado (e bem!) qualquer acto gratuito em relação a outro ser, incluindo a mulher; mas à mulher, o feminismo pretende a concessão do direito ao acto gratuito mediante um apelo hipócrita à emoção.

E o Júlio Machado Vaz aplaude com as mãos atrás das costas.