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sexta-feira, 13 de março de 2015

O maniqueísmo do Partido Socialista e do Partido Social Democrata acerca dos pobres e reformados

 

Vamos tentar analisar este texto (aqui, em PDF).

Diz-se, no texto, que é preferível a ajuda em géneros (comida) aos pobres e reformados (defendida pelo Partido Social Democrata de Passos Coelho, e aparentemente também pelo CDS/PP de Paulo Portas), do que a ajuda através de prestações pecuniárias (em dinheiro), dadas aos mesmos pobres e reformados, pela SS (Segurança Social) — posição esta defendida pelo Partido Socialista de António Costa.

A posição do Partido Social Democrata é a de que a ajuda em géneros (comida) é mais justa e mais protectora dos pobres e reformados, quando comparada com a posição do Partido Socialista — em um contexto de gestão da pobreza que, alegadamente, decorre de escassez de recursos financeiros do país.

Ambas as posições partem do princípio de que pobreza é sinónimo de miséria, no sentido em que o pobre é aquele que vive apenas para não passar fome; nenhuma das posições reconhece ao cidadão (neste caso pobre e/ou reformado) qualquer potencialidade que possa ser útil à sociedade. Em ambas as posições, o pobre ou/e reformado é tratado como algo que poderia perfeitamente ser dispensável pela sociedade, como uma espécie de “imobilizado” contabilístico cuja despesa poderia ter sido evitada.

terça-feira, 11 de março de 2014

Ou acabamos com a partidocracia, ou a partidocracia acaba connosco

 

“Em 1820, na sequência de uma tentativa de golpe de estado frustrado, de contornos difusos, chefiada pelo General Gomes Freire de Andrade, em 1817, surtiu, no Porto, uma revolta que logrou sucesso. Esta revolta de carácter liberal foi urdida numa loja maçónica – o Sinédrio - e o vulto que assomou proeminente dava pelo nome de Fernandes Tomás. Rapidamente o movimento alastrou a pontos - chave do País, nomeadamente Lisboa.

Nascia assim o Liberalismo em Portugal, inspirado nos ideais da Revolução Francesa.

Em 1822 foi aprovada a primeira Constituição Portuguesa – que muitos viam como a chave da resolução dos problemas nacionais - e o Rei posto a recato no Brasil nos idos de 1807, resolveu regressar à capital do Reino a tempo de a jurar.”

Ler o resto: → OU DAMOS CONTA DOS PARTIDOS OU OS PARTIDOS DESTROEM PORTUGAL!

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

A linguagem orwelliana do nosso regime pseudo-democrático

 

chega-de-ditadura-diz-nao-ao-referendo

O povo é quem mais ordena! Diz não ao referendo!
Viva a democracia! Rejeita o referendo!
É preciso participação popular nas decisões políticas! Diz não ao referendo!
Chega de ditadura! Referendo, não!


Respigado aqui.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

Respigado no FaceBook e acerca da assembleia da república

 

A notícia é mesmo verdadeira e vem no Diário da República. O orçamento para o funcionamento da Assembleia da República foi já aprovado em 25 de Outubro passado, fomos ver e notámos logo, contudo já sem surpresa, que as despesas e os vencimentos previstos com os deputados e demais pessoal aumentam para 2014.

Mais uma vez, como é já conhecido e sabido, a Assembleia da República dá o mau exemplo do despesismo público e, pelos vistos, não tem emenda. Em relação ao ano em curso de 2013, o Orçamento para o funcionamento da Assembleia da República para 2014 prevê um aumento global de 4,99% nos vencimentos dos deputados, passando estes de 9.803.084 € para 10.293.000,00 €.

Mais estranho ainda é a verba relativa aos subsídios de férias e de Natal que, relativamente ao orçamento para o ano de 2013, beneficia de um aumento de 91,8%, passando, portanto, de 1.017.270,00 € no orçamento relativo a 2013 para 1.951.376,00 € no orçamento para 2014 (são 934.106,00 € a mais em relação ao ano anterior!).

Este brutal aumento não tem mesmo qualquer explicação racional, ainda assim fomos consultar a respectiva legislação para ver a sua fórmula de cálculo e não vimos nenhuma alteração legal desde o ano de 2004, pelo que não conseguimos mesmo saber as causa e explicação para tanto.. Basta ir ao respectivo documento do orçamento da Assembleia da República para 2014 e, no capítulo das despesas, tomar atenção à rubrica 01.01.14, está lá para se ver.

Já as despesas totais com remunerações certas e permanentes com a totalidade do pessoal, ou seja, os deputados, assistentes, secretárias e demais assessores, ao serviço da Assembleia da República aumentam 5,4%, somando o total € 44.484,054. Os partidos políticos também vão receber em 2014 a título de subvenção política e para campanhas eleitorais o montante de € 18.261.459,00. Os grupos parlamentares ainda recebem uma subvenção própria de 880.081,00 €, sendo a subvenção só para despesas de telefone e telemóveis a quantia de 200.945,00 €.