segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O José Pacheco Pereira, alegadamente, faz parte da tribo dos “tolerantes”

 

Parece que há tribos de “tolerantes” ou de “intolerantes”; as primeiras são tribos boas, e as segundas são tribos más. O José Pacheco Pereira, alegadamente, faz parte de uma tribo boa dos “tolerantes” que não toleram as tribos dos “intolerantes”.

As tribos dos “tolerantes” detêm a verdade, têm o conhecimento que as tribos dos “intolerantes” não têm. Por isso, os “tolerantes” encontraram já o caminho para a salvação. A verdade soteriológica dos “tolerantes” e do José Pacheco Pereira deve ser imposta à maioria ignara e intolerante. Naturalmente que os “tolerantes” devem deter o Poder para que a maioria intolerante seja salva.

Os “tolerantes” pretendem a concentração de Poder (neles próprios) para a construção de um “mundo melhor”: só eles, detentores do conhecimento, podem vislumbrar a via salvífica para a humanidade: por exemplo, a eliminação da “violência inscrita na desigualdade das economias”, a erradicação das culturas localizadas que “se baseiam em identidades agressivas que excluem os outros” — mesmo quando estes excluem agressivamente aqueles. O José Pacheco Pereira e os “tolerantes” estão acima da condição humana, são semi-deuses alienígenas que orientam a salvação da humanidade; são os gnósticos modernos.

Quando alguém procura a verdade com afinco, é condenado pelo José Pacheco Pereira e pelos “tolerantes” como sendo intolerante — porque, segundo os “tolerantes”, a verdade ou não existe, ou é relativa. Tal como os gnósticos da Antiguidade Tardia, os “tolerantes” têm uma mundividência anticósmica e, portanto, anticientífica.

A verdade é só a deles, a dos “tolerantes”, construída ideológica- e abstractamente. Para os “tolerantes”, a verdade e o ser humano são conceitos abstractos, que não são definidos por experiências concretas. E se alguém, em nome da verdade verificada e demonstrada, é obrigado pelos factos a ser intolerante, corre o sério risco de ser confrontado com a verdade exclusivista e maniqueísta dos “tolerantes” do gnosticismo moderno.

Os “tolerantes” — a Esquerda — são moralmente superiores.

E essa superioridade moral dos “tolerantes” permite-lhes ser intolerantes para com os “intolerantes” — mesmo que a intolerância dos “intolerantes” se baseie na verdade dos factos.

Por isso, temos todos que ser tolerantes, por exemplo, em relação ao consumo de drogas; ou temos que ser tolerantes em relação ao estilo de vida perigoso e promíscuo gay; ou devemos ser tolerantes em relação ao terror islâmico; ou devemos ser tolerantes em relação a uma possível imigração muçulmana em massa que ocupe o nosso país — devemos reduzir a nossa opinião ao silêncio que cala as consciências em nome da “tolerância”.

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