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quinta-feira, 12 de dezembro de 2024

O paradoxo da tolerância, de Karl Popper


O paradoxo da tolerância, de Karl Popper — exposto aqui pela professora Helena Serrão — pode ser interpretado ipsis verbis como o princípio da “tolerância repressiva” do marxista Marcuse e da Escola de Frankfurt: tudo o que vem da Esquerda deve ser tolerado, e tudo o que vem da Direita não deve ser tolerado.

Por isso é que o paradoxo da tolerância de Karl Popper é extremamente perigoso, e está na génese do Wokismo actual e dos puritanos actuais.





A tolerância é um princípio da razão que assenta sobre a ideia do exame livre tendo em vista a procura da verdade.

O que acontece é que o exame livre (da realidade) tendo em vista a procura da verdade está a ser colocado em causa por uma elite, e em nome da “tolerância” — muitas vezes, os que reivindicam para si mesmos o epíteto de “tolerantes” são os que proíbem ou inibem a procura racional da verdade: são os novos puritanos.

A repressão política arbitrária em nome da “tolerância” é extremamente perigosa, e liga Karl Popper à Escola de Frankfurt e/ou a George Soros.

Isto deveria ser ensinado na disciplina de filosofia.

segunda-feira, 11 de março de 2019

Janice Fiamengo e o feminismo anti-heterossexual

 

O Ludwig Krippahl escreve aqui sobre o “feminismo” — seja o que for que isso signifique. Antes de mais, recomendo a visualização de um vídeo da professora universitária canadiana Janice Fiamengo, como segue:

 

1/ actualmente, a mera manifestação (pública ou privada) de desejo heterossexual é classificada pela Esquerda como “assédio sexual”;

2/ as feministas (ou seja, a Esquerda) identificam o “sexo” heterossexual com “dano” físico e/ou moral da mulher.

A razão do Ludwig Krippahl é parcial; mas a razão da Janice Fiamengo é praticamente total. Vejam o vídeo.

sexta-feira, 3 de novembro de 2017

O Pacheco anda caladinho que nem um rato

 

“A cada compromisso do PS com a extrema-esquerda cresce a camada da burocracia e dos cargos para os discípulos do prof. Boaventura. O acordo do BE com o PS na CML é um exemplo do que pagamos e dos problemas que nos estão a ser criados para que o PS possa governar. O acordo PS-BE prevê como aqui já dissemos a criação de lugares à medida para que mais clientelas se instalem e a introdução de critérios que ninguém consegue avaliar mas que permitem aos oligarcas da CML escolherem quem bem quiserem recorrendo a argumentos ideológicos”.

CML, o soviete do BE e do camarada Medina

O José Pacheco Pereira nem pia; faz lembrar a estória do passarinho friorento: quando se está na merda, mais vale estar de bico calado.

JPP-ZAROLHO

quarta-feira, 13 de abril de 2016

O erro do Diogo Leão

 

“Discriminar” é distinguir uma determinada coisa ou ser, de uma outra coisa ou ser, sem que essa distinção implique necessariamente qualquer injustiça. Ou seja, fazer a distinção entre seres diferentes entre si, não implica obrigatoriamente uma injustiça. Se eu digo, por exemplo, que “uma mulher é diferente de um homem”, estou a fazer uma distinção, e por isso, estou a fazer uma discriminação — o que não significa que eu esteja a ser injusto, mas apenas a constatar um facto.

Um coisa diferente é a “exclusão”, em função da discriminação que é natural. A discriminação é essencial à vida inteligente, e até à ciência. O que nos aborrece no politicamente correcto é deturpação sistemática do sentido da linguagem.

¿Mas será que a exclusão é sempre negativa?

O ministro da defesa empurrou nitidamente o CEME, General Jerónimo, para a “exclusão”, alegadamente em nome da “inclusão”. Portanto, vemos aqui que a “exclusão”, em alguns casos, é considerada legítima. Ou seja, parece que “excluir” não é sempre mau (ética teleológica: os fins justificam os meios). O problema é o de saber se a “inclusão” — que justifica a “exclusão” — é sempre boa.

A “inclusão” não pode colocar em causa o princípio da auto-preservação de uma instituição ou até da sociedade em geral.

Segundo Karl Popper e John Rawls, a sociedade tem o direito à auto-preservação que se superioriza ao princípio da tolerância. A liberdade de uma qualquer instituição só pode ser restringida quando a sua própria segurança, por um lado, e por outro lado quando a liberdade em geral, estão em risco. No caso do Colégio Militar, não se verificou nem uma coisa nem outra. A acção contra o CEME foi acto de zelotas politicamente correctos.

Quando a “inclusão” coloca em causa a sobrevivência de uma determinada instituição, essa inclusão é absolutamente exclusiva — porque, através da inclusão, retira-se à instituição a sua identidade. Portanto, do que se trata no caso do Colégio Militar, é que o politicamente correcto pretende retirar-lhe a identidade em nome da “inclusão”.

Ou seja, pretende-se acabar com o Colégio Militar tal qual ele existe; e por isso é que se trata de um ataque político à instituição militar, em geral. Pretende-se que o Colégio Militar seja uma instituição de ensino como uma outra qualquer. E é isto que é calado pelo Diogo Leão e o politicamente correcto em geral.

quarta-feira, 6 de janeiro de 2016

A culpa é das vítimas

 

“The Mayor of Cologne says women should adopt a “code of conduct” to prevent future attacks following trouble on New Year's eve when women in the city centre were subjected to sexual assaults by hundreds of men.

Henriette Reker attended an emergency meeting with police and other officials on Tuesday to discuss how best to deal with the crimes that occurred when 1,000 men, “of Arab or North African appearance”, took over the area around the main station”.

Mayor of Cologne urges code of conduct for young women to prevent future assaults

Henriette RekerCentenas de mulheres alemãs foram molestadas sexualmente (e algumas violadas), na cidade alemã de Colónia, por um milhar de “refugiados” segundo o critério do blogue Jugular. Essas mulheres molestadas não andavam nuas na rua, nem sequer de mini-saia no Inverno da Alemanha: estavam vestidas normalmente.

A Presidente da Câmara Municipal de Colónia, Henriette Reker (na imagem: um camafeu e um estafermo inédito! Deve ser feminista!) estabeleceu um código de conduta para as mulheres da cidade, que inclui manterem-se a um braço de distância dos “refugiados” (segundo o critério do blogue Jugular), não se afastarem do seu grupo, e pedir ajuda a transeuntes.

Ou seja, a culpa do comportamento dos “refugiados” (segundo o critério do blogue Jugular) é das vítimas.

Inverte-se a moral, o que é uma característica do politicamente correcto. A culpa da violação sexual da mulher branca europeia por parte do muçulmano, é da mulher branca — porque os muçulmanos estão (por enquanto) em minoria. Ora, é preciso proteger as minorias.

terça-feira, 29 de dezembro de 2015

A Esquerda duplicou a população portuguesa, apesar da lei do aborto

 

“Sempre que oiço «portugueses e portuguesas» ou «todos os portugueses e todas as portuguesas», gera-se-me a ideia de que a população de Portugal duplicou. Se calhar tenho o periscópio avariado”.

Duas por todos

segunda-feira, 12 de outubro de 2015

O José Pacheco Pereira, alegadamente, faz parte da tribo dos “tolerantes”

 

Parece que há tribos de “tolerantes” ou de “intolerantes”; as primeiras são tribos boas, e as segundas são tribos más. O José Pacheco Pereira, alegadamente, faz parte de uma tribo boa dos “tolerantes” que não toleram as tribos dos “intolerantes”.

As tribos dos “tolerantes” detêm a verdade, têm o conhecimento que as tribos dos “intolerantes” não têm. Por isso, os “tolerantes” encontraram já o caminho para a salvação. A verdade soteriológica dos “tolerantes” e do José Pacheco Pereira deve ser imposta à maioria ignara e intolerante. Naturalmente que os “tolerantes” devem deter o Poder para que a maioria intolerante seja salva.

Os “tolerantes” pretendem a concentração de Poder (neles próprios) para a construção de um “mundo melhor”: só eles, detentores do conhecimento, podem vislumbrar a via salvífica para a humanidade: por exemplo, a eliminação da “violência inscrita na desigualdade das economias”, a erradicação das culturas localizadas que “se baseiam em identidades agressivas que excluem os outros” — mesmo quando estes excluem agressivamente aqueles. O José Pacheco Pereira e os “tolerantes” estão acima da condição humana, são semi-deuses alienígenas que orientam a salvação da humanidade; são os gnósticos modernos.

Quando alguém procura a verdade com afinco, é condenado pelo José Pacheco Pereira e pelos “tolerantes” como sendo intolerante — porque, segundo os “tolerantes”, a verdade ou não existe, ou é relativa. Tal como os gnósticos da Antiguidade Tardia, os “tolerantes” têm uma mundividência anticósmica e, portanto, anticientífica.

A verdade é só a deles, a dos “tolerantes”, construída ideológica- e abstractamente. Para os “tolerantes”, a verdade e o ser humano são conceitos abstractos, que não são definidos por experiências concretas. E se alguém, em nome da verdade verificada e demonstrada, é obrigado pelos factos a ser intolerante, corre o sério risco de ser confrontado com a verdade exclusivista e maniqueísta dos “tolerantes” do gnosticismo moderno.

Os “tolerantes” — a Esquerda — são moralmente superiores.

E essa superioridade moral dos “tolerantes” permite-lhes ser intolerantes para com os “intolerantes” — mesmo que a intolerância dos “intolerantes” se baseie na verdade dos factos.

Por isso, temos todos que ser tolerantes, por exemplo, em relação ao consumo de drogas; ou temos que ser tolerantes em relação ao estilo de vida perigoso e promíscuo gay; ou devemos ser tolerantes em relação ao terror islâmico; ou devemos ser tolerantes em relação a uma possível imigração muçulmana em massa que ocupe o nosso país — devemos reduzir a nossa opinião ao silêncio que cala as consciências em nome da “tolerância”.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2015

O crime público e a tolerância repressiva

 


“O Tribunal de Instrução Criminal de Lisboa considerou “haver indícios de que a arguida Bárbara Guimarães cometeu o crime de violência doméstica”. Em causa poderá estar, segundo a decisão instrutória, “uma conduta de maus-tratos psicológicos” por parte da apresentadora televisiva contra o ex-marido Manuel Maria Carrilho.”

Tribunal defende que há “indícios” de Carrilho ter sido alvo de violência doméstica

carrilho daguerre webO conceito de “sexismo” existe exclusivamente para conceder privilégios (e não propriamente “direitos”) à  mulher, assim como os conceitos de “homofobia” e de “crime de ódio” existem para conceder privilégios aos gays e lésbicas. Não estamos já a falar de direitos, mas de privilégios. Ultrapassamos aqui já a área dos direitos do cidadão para entrarmos no conceito político e ideológico de “tolerância repressiva” do marxista Herbert Marcuse.

Foi para servir o conceito politicamente correcto e marxista de “tolerância repressiva” que se criou a figura jurídica de “crime público”.

Se reparamos bem, a classe política acolitada por ONGs como a APAV, faz passar a mensagem segundo a qual  a violência doméstica é exclusivamente atribuída aos homens. Esta mensagem subliminar passa muito bem para a opinião pública através dos me®dia. Desta forma, a mulher é sempre beatificada (e vitimizada) e o homem diabolizado.

Esta agenda política e ideológica contra o masculino — por exemplo, através da Ideologia de Género — serve para minar o fundamento da sociedade que é a família nuclear; e, simultaneamente, serve para alcandorar os gays e lésbicas a uma casta de privilegiados sociais; e a noção de “crime público” é essencial para essa agenda política. Não é por acaso que o maior defensor do conceito de “crime público” é o Bloco de Esquerda.

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

Para a União Europeia, “tolerância” é a proibição da liberdade de expressão

 

"Hate crimes" means: any criminal act however defined, whether committed against persons or property, where the victims or targets are selected because of their real or perceived connection with - or support or membership of - a group as defined in paragraph (a).

(d) "Tolerance" means: respect for and acceptance of the expression, preservation and development of the distinct identity of a group as defined in paragraph (a). This definition is without prejudice to the principle of coexistence of diverse groups within a single society.

A “tolerância”, segundo a União Europeia, é “o respeito e a aceitação da expressão, preservação e desenvolvimento da distinta identidade de um determinado grupo”.

Sendo que “grupo” significa “um número de pessoas unidas por raízes raciais ou culturais, descendência ou origem étnica, filiação religiosa ou ligações linguísticas, identidade de género ou orientação sexual, ou outra qualquer característica de natureza similar”.

E sendo que “libelo acusatório a um grupo” é, segundo a União Europeia, comentários difamatórios feitos em público e contra um grupo (conforme definição supra) ou seus membros, com a intenção de incitamento à violência, ridicularização do grupo, ou sujeição a falsas acusações”.

Trata-se de uma proposta do parlamento europeu para promover a “tolerância” na União Europeia.