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sábado, 18 de abril de 2020

Porque é que, noutros países da Europa, os descobrimentos portugueses não são tidos como importantes?

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Um indivíduo, de seu nome António Pedro Moniz, deu a seguinte resposta:

«Conto aqui três pequenas histórias.

Uma história é na Expo Sevilha 1992, a feira antes da Expo 98. Sempre que se falava em descobertas Portuguesas falava-se em "povos Ibéricos", quando se falava em descobertas espanholas lá se falava dos espanhóis.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2019

A Raquel Varela, a historiadora da treta; e a falácia de Parménides

 

A falácia de Parménides consiste em uma falácia lógica que resulta da comparação de tempos diferentes, por exemplo, estabelecer a certeza de um determinado futuro baseando-se no presente, ou fazer juízos de valor acerca de um passado longínquo, estabelecendo como paradigmas de análise, os valores do presente.

É o tipo de argumentação que vai buscar ao passado as premissas que permitem a validação de uma determinada conclusão, no presente; como se o tempo não tivesse passado.


Dou um exemplo de falácia de Parménides: alguém dizer que “os políticos da Idade Média foram cruéis porque não empreenderam quaisquer iniciativas científicas no sentido de debelar a peste negra”.


A Raquel Varela, que se diz “historiadora”, utiliza muitas vezes a falácia de Parménides — por exemplo, quando ela diz que, no princípio da década de 1960, “em Lisboa as crianças ainda morriam de cólera e infecções provocadas por mordidas de ratos, porque 90 mil só na grande Lisboa viviam em Barracas”como se, em princípios da década de 1960, não tivessem existido barracas em Paris ou em Londres; ou como se, em princípios da década de 1960, a mortalidade infantil em Londres ou em Paris fosse a mesma que existe hoje nessas duas cidades (por exemplo).

A falácia de Parménides tem outro efeito pernicioso: a afirmação do contra-factual. Por exemplo, quando alguém diz: “se não fosse Portugal ter entrado no Euro, não haveria tanta gente com telemóveis em Portugal”. Trata-se da afirmação de um contra-facto — como se fosse possível afirmar que Portugal não teria evoluído economicamente se não tivesse entrado no Euro.

 

sexta-feira, 13 de outubro de 2017

A diferença entre Fernando Rosas ou Raquel Varela, por um lado, e Rui Ramos, por outro lado.

 

Rui Ramos (historiador) escreveu aqui um ensaio notável acerca de Fátima. ¿E, “notável” por quê? Porque se apoiou em factos documentados (passo redundância), por um lado, e por outro lado porque se absteve de interpretações desconstrutivistas que caracterizam “historiadores” como Fernando Rosas e/ou Raquel Varela.

O desconstrutivismo histórico não é o cepticismo salutar do historiador: em vez disso, é a negação ou/e sonegação ou/e deturpação selectiva de alguns factos historicamente documentados — porque são julgados ideologicamente “inconvenientes”. Raquel Varela ou Fernando Rosas, entre outros “historiadores” marxistas, estabelecem a priori as conclusões da investigação histórica; mas um historiador propriamente dito segue os factos históricos independentemente das conclusões a que possa chegar.


Só há um reparo a fazer no ensaio de Rui Ramos: quando ele se refere à Renascença Portuguesa e aos nomes de “Teixeira Pascoaes, Leonardo Coimbra, Jaime Cortesão, Raul Proença, António Sérgio, Raul Brandão, e, ao princípio, Fernando Pessoa”.

« Nos seus artigos e conferências, Pascoaes, o líder da Renascença, citava, tal como Sardinha, Henri Bergson e William James, para repudiar o “egoísmo materialista”, o “cientismo estreito e superficial”, e saudar o “espírito religioso que ora aparece na Europa”. »

A Renascença Portuguesa pouco ou nada tem a ver (filosófica- e/ou teologicamente) com o catolicismo ou com a Igreja Católica do século XX.

Por exemplo, Leonardo Coimbra só se confessou “católico” pouco tempo antes da sua morte trágica; Bergson foi tentado pelo catolicismo mas não o adoptou. Todos nomes citados ou eram deístas (deísmo), ou eram panteístas (panteísmo, que é um monismo).

A mística teísta (teísmo católico) é incorruptível; mas a mística naturalista (o deísmo, ou “religião natural”) perverte-se em panteísmo, quando a consciência extática identifica o esplendor da Criação, por um lado, com o esplendor do Criador, por outro lado. E a mística personalista (a que é separada da religião) perverte-se em gnosticismo quando a consciência ensimesmada identifica a eviternidade da alma, por um lado, com a eternidade de Deus, por outro lado.

quarta-feira, 20 de julho de 2016

A preocupação com a desconstrução da História de Portugal

 

brasoes-lxDizem os radicais de esquerda da Câmara Municipal de Lisboa que “os brasões da Praça do Império não existem, e por isso não estão a apagar nada” (no sentido de “apagar” a memória histórica). Ou seja, parece que deixaram propositadamente a erva daninha cobrir os brasões; e depois de transformar os jardins da Praça do Império em um matagal, dizem que “não está lá nenhum brasão”.

Este episódio dos brasões do império português é apenas um pequeno exemplo do que nos espera: a sistemática obnubilação da memória portuguesa e a desconstrução da nossa História. Estaline retirou Trotski da fotografia; a Esquerda utiliza o mesmo método em relação à História de Portugal: retira determinados símbolos da fotografia histórica nacional. Não tarda nada mudam o nome da Praça do Império para (por exemplo) “Praça da Lusofonia” ou “Praça do Acordo Ortográfico”.