Repare-se na estupidificação da nossa cultura actual: “as touradas existiram em toda a Europa”.

As touradas existem em territórios e culturas europeias marcadas por uma religião antiga que já não existe, ou que se transformou em outras manifestações religiosas: o mitraísmo.
Assim como o carnaval é um fenómeno cultural estranho a muitas zonas da Europa ocidental, assim a tourada é estranha a outras zonas da Europa ocupada pelo império romano.
O que é espantoso é que a tourada seja considerada uma “tradição bárbara” em uma sociedade em que o aborto de seres humanos é permitido por lei. Pretende-se proibir a tourada e liberalizar o aborto: substituir um tabu por outro, porque uma cultura sem tabus é um círculo quadrado.