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sábado, 13 de junho de 2026

Precisamos muito de Roger Scruton

O Tiago Freitas escreve aqui acerca do caso do inglês Henry Nowak. O texto é aceitável do ponto de vista do arrazoado, mas ele não abordou as origens do problema, talvez para não incomodar os colegas de Redacção.

O caso de Henry Nowak só foi divulgado nos me®dia devido à influência da chamada “extrema-direita” inglesa; se não existisse o “fassista” Tommy Robinson e o partido “rassista” Restore Britain, o caso de Henry Nowak seria abafado pelos me®dia fielmente seguidores da Longa Marcha (gramsciana) Através das Instituições. Ora, isto também não foi dito pelo Tiago Freitas, sob pena de ser acusado de tecer loas aos “fassistas”, em nome da liberdade.

Vivemos tempos difíceis, em que dizer a verdade é um acto reaccionário ou anti-revolucionário. 

Os ingleses fazem a distinção entre “fairness” e “justice”; “justice” diz respeito à norma jurídica, entendida em si mesma, aplicável universalmente; “fairness” identifica-se com o conceito aristotélico de “equidade” — conceito este que foi brutalmente corrompido pela Esquerda através da aplicação ideológica Marcuseana da “tolerância repressiva”: a Longa Marcha Através das Instituições é sinónimo de “longa marcha marxista através da corrupção da linguagem”.

Hoje, só são consideradas “imparciais” as criaturas que aceitam, sem pestanejar, as teses da Esquerda gramsciana (por exemplo, LIVRE, Bloco de Esquerda, ala esquerda do Partido Socialista); e por isso temos hoje a validação política de injustiças simétricas em nome da aplicação prática da “tolerância repressiva”.

A utopia é o clima tutelar das matanças modernas (a esquerda neomarxista, e a uma certa “direita” que não passa de uma manifestação do movimento revolucionário invertido) ideologicamente justificadas.

Em todo o utopista espreita-nos um sargento da polícia.

A igualdade revolucionária — que evoluiu ideologicamente para o privilégio das minorias — é hoje a condição psicológica prévia de “decapitações” políticas friamente conduzidas e ditas “científicas”.

No dealbar do século XXI, verificamos a predominância de quartéis no Leste (Rússia, China) e de bordéis a Oeste; a luta actual é, de facto, cultural.

Os quartéis do Leste apenas tiram partido da fraqueza da nossa cultura (ocidental) de lupanar.

Ao mesmo tempo que nos impõem coercivamente as bandeiras LGBTQPBBQ+ nos edifícios públicos, o esquerdalho gramsciano (que controla o chamado “centro político”) protege institucionalmente o Islamismo como doutrina revolucionária: e tudo o que seja anticristão ou, pelo menos, não-cristão, é valorizado pelas elites colonizadas pelo marxismo cultural. É assim que, por exemplo, as igrejas católicas de Paris se transformam agora em locais de espectáculo circense, a mando do Poder político dito “secular”.

Nunca foi tão pertinente, como é hoje, a leitura da obra de Roger Scruton, que desde 1968 “topou” a estratégia da Esquerda com uma clarividência extraordinária.

sexta-feira, 27 de maio de 2016

O laicismo esquerdista é anticatólico

 

“Quando se fala em católicos, a esquerda é toda laica – e quer a Igreja longe dos dinheiros públicos. Quando se fala em muçulmanos, a esquerda é multicultural – e chega-se à frente com o cheque.”

João Miguel Tavares

domingo, 15 de novembro de 2015

¿A guerra é inelutável?

 

A Raquel Varela faz aqui uma série de considerações comedidas sobre a guerra — por exemplo, comparando os mortos na Síria com os mortos em Paris. Naturalmente que os mortos na Síria não justificam os mortos em Paris, porque se assim fosse, a tese da Raquel Varela seria auto-contraditória.

¿A guerra é inelutável?

Em primeiro lugar, há que saber se existem guerras justas ou guerras injustas. Quando a Raquel Varela classifica a guerra, em geral, de “barbárie”, é de supôr que (para ela) toda a guerra é injusta. E, neste sentido, podemos afirmar que, para a Raquel Varela, a guerra movida pelos aliados contra o nazismo, por exemplo, também foi uma guerra injusta.

Uma feminista que se preze — como é o caso da Raquel Varela — considera todas as guerras injustas; e compreende-se por que razão: a guerra é essencialmente coisa de homens; em tempo de guerra não se limpam armas nem mulheres; “é sempre a andar!”.

Esta ideia de que a guerra é coisa de homens foi traduzida por Václav Havel (esse faxista!), que se perguntou se o homem europeu não perdeu o sentido da existência ao renunciar ao horizonte do sacrifício supremo, que lhe está, contudo, indissociável: “Uma vida que não está disposta a sacrificar-se a si mesma ao seu sentido, não vale a pena ser vivida” — escreveu o seu amigo Jan Patočka que morreu pelas suas ideias.

Mas supondo que Václav Havel e Jan Patočka sejam demasiado reaccionários para o gosto da Raquel Varela, talvez seja melhor falar de um anarco-anti-capitalista que caia melhor do goto (salvo seja) da Raquel Varela. Recordemos o que diz o anarquista e anti-capitalista Proudhon (La Guerre et La Paix) acerca da guerra:

“A guerra é inerente à humanidade e deve durar tanto quanto ela: faz parte da sua moral”.

E acrescenta:

“Se, pelo impossível, a natureza tivesse feito do homem um animal exclusivamente industrioso e sociável, e não guerreiro, teria caído, desde o primeiro dia, ao nível dos animais cuja associação forma todo o seu destino”.

A guerra é indissociável da acção política — como o demonstraram Maquiavel e Clausewitz.

Saber o que é uma “guerra justa”: eis o busílis da questão. E quando Kant defendeu uma “paz perpétua” através de um governo mundial, não se deu conta de que um governo mundial não pode ser outra coisa senão totalitário. E não há pior guerra do que a imposta aos cidadãos por um sistema político totalitário — como é, por exemplo, o Islão. Talvez por isso é que, na opinião da Raquel Varela, os mortos feitos pelo Islão sejam a mesma coisa em Paris e na Síria.


Adenda: A RV apagou o “post”, mas pode lê-lo aqui em PDF.

A análise 'finérrima' da Isabel Moreira acerca do terrorismo islâmico em Paris

 

A Isabel Moreira é finérrima; por isso só faz análises finas. Sei do que falo, porque conheci uma senhora finérrima, filha de um ministro de Salazar, que até teve aulas de harpa e dança.

A análise da Isabel Moreira é tão finérrima que até estabelece um paralelismo entre o holocausto nazi, por um lado, e por outro lado aquilo a que ela chama de “xenofobia da extrema-direita” em relação à imigração em massa de muçulmanos. Ou seja, o povo português e francês têm que ser substituídos por outros povos, porque são maioritariamente faxistas.

Se um povo não serve, substitui-se o povo por um outro ( ¡ que horrível cheiro a povo ! ).

isabel-moreira-muslim-web
Uma grande parte — senão mesmo a maioria — dos judeus perseguidos na Alemanha nazi nem sequer eram religiosos propriamente ditos (no sentido de frequentarem regularmente as sinagogas). Os judeus alemães estavam perfeitamente integrados na cultura alemã e misturados etnicamente com os alemães; não consta que andassem a matar gente nas ruas; mas, para a Isabel Moreira (que teve aulas de harpa e ditos finos), o holocausto é comparável à “xenofobia” em relação à invasão massiva de muçulmanos.

E, finalmente um dito fino da Isabel Moreira (sem acompanhamento de harpa):

“A desconstrução (dos faxistas ) passa por repudiar todas, todas as estratégias de acantonamento de povos, de grupos, de pessoas, de instituições ou de Partidos”.

Ou seja, a “desconstrução dos faxistas” passa pela descategorização da realidade (a negação das categorias) em nome da ciência política.


o islamismo e o pc-web