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quarta-feira, 8 de junho de 2016

Temos que começar a repensar o Estado Social

 

Não há dinheiro que chegue para tudo. E o dinheiro que há tem que ser bem gerido, direccionado para as verdadeiras necessidades da população.

Um paradoxo da actual cultura das “elites” de Esquerda é, por exemplo, a defesa do Serviço Nacional de Saúde tendencialmente grátis para todos, e simultaneamente preterir o investimento do Estado em cuidados paliativos, em favor da eutanásia; ou o aborto grátis pago pelo Estado (pago com o nosso dinheiro dos impostos), quando qualquer pessoa (excepto quem aborta) paga uma taxa moderadora para ter acesso aos cuidados de saúde básicos. Vivemos em uma cultura política não só absurda mas também imoral.

Quando alguém da Esquerda disser, por exemplo, que o Serviço Nacional de Saúde deve ser grátis, perguntem-lhe se quer ser médico e trabalhar sem qualquer remuneração. Só uma pessoa que quer trabalhar de borla tem o direito a reclamar a gratuitidade dos serviços do Estado.

quinta-feira, 19 de maio de 2016

A razão por que não gosto de ver mulheres na política

 

Stefan Molyneux é um caso sério no debate ideológico. Aconselho os leitores a subscreverem o seu (dele) canal no YouTube.

Podem ver, aqui em baixo, um extracto de uma conversa de Stefan Molyneux com um casal sueco — extracto esse que eu próprio escolhi e publiquei (espero não ser censurado por violação de direitos de autor), e cuja conversa pode ser vista na íntegra, aqui.

¿Por que razão se instituiu o Estado-providência na Europa, e no Ocidente em geral?

Stefan Molyneux argumenta — e cheio de razão! — que o Estado-providência é produto do voto da mulher. A partir do momento em que a mulher passou a votar, o Estado-providência foi sendo construído até ao absurdo actual.

Esse argumento de Stefan Molyneux não significa que não existam mulheres que defendam um Estado mínimo — porque as há. Mas a maioria das mulheres europeias preferem a segurança de um Estado para-totalitário (como é o Estado-providência) em lugar da liberdade.

sexta-feira, 13 de novembro de 2015

Karl Popper, acerca do Estado-providência

 

“A luta contra a pobreza deu origem, em alguns países, a um Estado-providência com uma enorme burocracia na assistência social e uma burocratização quase grotesca do sector médico e hospitalar, tendo como resultado evidente que apenas uma fracção das quantias afectadas à previdência social reverte a favor dos que dela necessitam.

Porém, ao criticarmos o Estado-providência — e devemos e temos de o criticar —, não podemos esquecer nunca que ele tem origem num pressuposto extremamente humanitário, e que uma sociedade disposta a fazer pesados sacrifícios materiais (e alguns sacrifícios inúteis) demonstra ter assumido com seriedade este princípio.

Uma sociedade disposta a fazer tais sacrifícios em nome de uma convicção moral tem também o direito de concretizar as suas ideias. A nossa crítica ao Estado-providência deve, pois, apontar o modo como essas ideias poderiam ser melhor executadas”.

→ Karl Popper, em uma conferência em Zurique, 1958