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sexta-feira, 13 de junho de 2025

O idiota Marcelo, a psicótica Lídia Jorge, e o niilismo romântico

Os discursos do idiota Marcelo e da psicótica Lídia Jorge nas cerimónias oficiais do dia 10 de Junho recente, revelam a grande clivagem entre as pseudo-elites — que não pertencem a um escol —, por um lado, e o povo português, por outro lado. Esta clivagem é irreconciliável, é irredimível, e pode ter, num futuro que pode não ser longínquo, consequências terríveis para o país.



As elites políticas portuguesas convidam o povo português a abraçar o suicídio — seja o suicídio individual (através da evolução permanente e revolucionária do conceito de “eutanásia”, que conduzirá inexoravelmente à valorização moral do suicídio assistido a pedido do utente sem doença terminal), seja o suicídio colectivo (através da aceitação resignada da auto-extinção étnica).

É o radicalismo da elite política actual que justifica os grupos políticos como, por exemplo, o grupo chamado de “1143”, e outros quejandos românticos.
É a própria elite política portuguesa que está, deliberadamente, a provocar e incentivar a violência política.

Os discursos dos dois idiotas supracitados é prenhe de contradições. Por exemplo, por um lado dizem que o povo português não constitui, em si mesmo, uma etnia; mas, por outro lado, dizem que que “a auto-preservação étnica [portuguesa] não é moralmente aceitável”. Estamos a lidar com dois chapados idiotas que, em conjunto com um Imbecil Colectivo, controlam politicamente este país.

É o radicalismo da elite política actual que justifica os grupos políticos como, por exemplo, o grupo chamado de “1143”, e outros quejandos românticos. É a própria elite política portuguesa que está, deliberadamente, a provocar e incentivar a violência política. Isto não vai dar bom resultado.

Há um conjunto de razões que explicam este niilismo romântico das elites políticas.

Uma delas, e não é a menos importante, é a ideologia subjacente à maçonaria actual que controla o acesso dos indivíduos ao grupo da alta elite política. O niilismo romântico é parte integrante da essência ideológica maçónica. O idiota Marcelo não chegaria a presidente, nem a psicótica Lídia Jorge discursaria num 10 de Junho, sem a anuência explícita da maçonaria (pelo menos, a maçonaria “não-regular” e jacobina). Por exemplo, Luís Montenegro nunca chegaria a primeiro-ministro sem o crivo da maçonaria.

Outra razão é o alastramento dos ventos radioactivos do marxismo, que se espalham mesmo depois de comprovada a incongruência da ideologia que lhes deu origem. Estes ventos dos resquícios ideológicos do marxismo assumem diversas formas: no caso do idiota Marcelo, que se diz católico, é a Nova Teologia, por um lado, e a Teologia da Libertação, por outro lado, que, através das deliberações do Concílio do Vaticano II, introduziam o niilismo romântico no seio mais profundo da Igreja Católica.

O problema intrínseco do idiota Marcelo agrava-se com a senilidade, que é evidente. O homem está senil.

No caso da psicótica Lídia Jorge, estamos em presença de um caso típico de delírio interpretativo que se manifesta abundantemente mediante uma “poesia” de desconstrução pós-modernista (influência de Derrida) e de muito mau gosto. O pior da ambiguidade “poética” que vemos em Lídia Jorge é a subversão e a inversão (por via da absoluta subjectividade interpretativa) não só da racionalidade, mas principalmente dos valores. Por exemplo, podemos ver num poema da dita cuja, que alegadamente exalta a tolerância, um convite à permissividade. Ou podemos ver num poema de exaltação da vida, uma ode à morte.

Lídia Jorge é doente mental. E com o avançar da idade, a situação dela irá piorar.

Quando os românticos se confrontam com a impossibilidade da utopia, então adoptam o niilismo, ou seja, adoptam a destruição da Realidade. O mote do romântico é: “se não é possível a utopia, então teremos que destruir tudo o que existe!” Ou, como gritou Adolfo Hitler: “Alles Muss Anders Sein!” — como bom esquerdista, Hitler foi sem dúvida um utopista.

Através da destruição da realidade existente (porque a utopia é impossível), o romântico utopista identifica-se com o puro Mal — como por exemplo, Byron (o rebelde aristocrático que, como escreveu Bertrand Russell, “o amor do Poder é a origem profunda do seu descontentamento, mas no seu pensamento consciente há a crítica ao governo do mundo” e que “conserva algum satanismo”.

O romantismo é eminentemente satânico. É puro Mal.

Nietzsche foi outro caso de um romântico doente mental e satânico. Sobre Nietzsche, escreve Bertrand Russell: “Embora [Nietzsche] criticasse os românticos, a sua mundividência deve-lhes muito: é o anarquismo aristocrático, como o de Byron, a quem não nos surpreende que ele admire”.

Este anarquismo dito “aristocrático”, ou esta rebeldia “aristocrática”, essencialmente proveniente de um romantismo niilista desiludido com a utopia irrealizável, prevalece nas elite política romântica portuguesa que se divorciou (por iniciativa própria) radicalmente do povo.

Temos hoje, pela primeira vez na História de Portugal, uma classe política dirigente portuguesa que se coloca clara- e explicitamente contra a existência do povo português.

sábado, 21 de outubro de 2017

As contradições do David Benatar e do anti-natalismo

 

As pessoas que abraçam ou adoptam o Utilitarismo são as mais patéticas que poderiam existir.

manguito-webPorém, o mais estranho é que se considere o Utilitarismo uma filosofia, no sentido em que os seus especuladores sejam considerados “filósofos” — como é o caso de Peter Singer, e no caso vertente, de um idiota que dá pelo nome de David Benatar e que (desgraçadamente) é professor de filosofia em uma universidade da África do Sul.

Benatar vai mais longe do que Peter Singer, na medida em que o primeiro defende a ideia de que “todas as pessoas não deviam ter nascido” — mas ele ainda não se suicidou, para mal dos nossos pecados. Ou, pelo menos, ele pensa que as pessoas não devem ter filhos; e chama a essa teoria “anti-natalismo”. Peter Singer não foi tão longe.

Uma das características (tanto de Peter Singer como de Benatar e de todos os utilitaristas) do Utilitarismo é a capacidade que os utilitaristas têm de saber quanto vale uma vida humana (em geral); eles conseguem fazer o cálculo do valor da vida humana — quando, em geral, não existe um consenso sobre quanto vale uma vida humana.

Benatar baseia a sua teoria, literalmente, em Bentham e no cálculo de prazeres e dores (epicurismo). Um utilitarista é, desde logo e na melhor das hipóteses, um epicurista moderno.

Este texto de Benatar (que dizem ser um ensaio) está repleto de contradições — a começar pela estória de um indivíduo que lhe escreveu uma carta em que se queixa de que é muito feio e que, por isso, é desprezado pela comunidade; e, para além disso, tem uma doença cardíaca congénita e tem um enorme medo de morrer a qualquer momento. Ou seja: por um lado, esse indivíduo acha que não deveria ter nascido; mas, por outro lado, tem medo de morrer.

Outra contradição fundamental e primária é a de Benatar pensar a sua (dele) própria não-existência.

Kant defendeu a ideia segundo a qual um ser humano é, em geral, mais ou menos (dependendo dos indivíduos), responsável no sentido moral; e para que um ser humano tenha a possibilidade de ser responsável moralmente, tem que ter uma autoconsciência contínua — o que não significa que necessite dessa autoconsciência para ser considerado “pessoa”.

Em função dessa autoconsciência contínua, o desempenho mais importante é, sem dúvida, a formação de juízos: sem pensamento não existe qualquer filosofia e/ou qualquer ciência. A autoconsciência contínua é a condição lógica da nossa percepção do mundo, porque sem os seus juízos não saberíamos se, e como existe o mundo, incluindo o ser humano.

A reflexão de um ser humano acerca de si próprio leva-o ao reconhecimento da existência de um mistério insondável no qual se baseia o Mundo, e também o Eu do ser humano: o Eu (do ser humano) transcende infinitamente o pensamento, e é uma forma de manifestação daquilo que engloba o sujeito e o objecto. Por isso é que se revela necessário um enorme número de conceitos para descrever a Realidade, à qual, em última análise, só tem acesso cada ser humano individual (enquanto indivíduo).

A ciência descreve as coisas a partir da perspectiva da terceira pessoa; mas a autoconsciência contínua do ser humano só pode ser descrita adequadamente a partir da perspectiva da primeira pessoa (subjectividade). Esta é uma das razões por que é estúpido pretendermos saber ou afirmar o valor da vida dos outros.


Schelling chamou à atenção para o facto de não ser possível pensar a subjectividade sem contradições — porque a subjectividade é “circular” (do sentido de “redundante”), em si mesma (auto-referencialidade, ou referência circular). Por exemplo, a seguinte frase:

“Houve um tempo em que eu não vivia, e haverá um tempo em que não viverei”.

Tentando imaginar a minha própria não-existência, tenho que produzir uma imagem de mim próprio, como se eu fosse outra pessoa. No entanto, é óbvio que não podemos saltar para fora de nós próprios, de forma a pensarmo-nos a partir do exterior. Se me penso a partir do exterior, não me penso a mim; e se me penso a partir do meu interior não posso pensar como seria não existir.

É esta contradição que deita por terra toda a teoria da apologia da não-existência do burro Benatar que, por acaso, é professor universitário de filosofia.

sexta-feira, 21 de julho de 2017

O Anselmo Borges e o Ouroboros

 

Pela primeira vez, que me lembre, estou parcialmente de acordo com o Anselmo Borges — não pelas múltiplas citações (eu prefiro citar reaccionários, como por exemplo, Nicolás Gómez Dávila ou G. K. Chesterton) que ele introduz o seu (dele) texto, mas pela essência do dito.

O problema é que o Anselmo Borges faz parte da cultura niilista que ele próprio critica; é uma espécie de serpente que morde a sua própria cauda.

“A causa da enfermidade moderna é a convicção segundo a qual o Homem se pode curar a si mesmo.”

— Nicolás Gómez Dávila

Sobre o texto do Anselmo Borges:

Desde logo, Nietzsche não foi um filósofo; foi um literato. Por exemplo, poderíamos também apodar o Antero de Quental de filósofo, mas ele foi mais um literato bipolar do que um filósofo: o seu pensamento tem muitas falhas, baseou-se no panteísmo de Spinoza, e não criou um sistema ou uma doutrina coerentes. E tal como Nietzsche, morreu louco.

Aliás, esta opinião não é só minha: o insuspeito ateu e racionalista Bertrand Russell é da mesma opinião: Nietzsche foi um literato, e não propriamente um filósofo.


Ou seja, a essência do problema da modernidade (ao contrário do que implicitamente parece sugerir o Anselmo Borges) não está no louco literato Nietzsche, mas antes está no Romantismo em geral e, em particular, no Positivismo que é o Romantismo da Ciência.

Ora, o pensamento do Anselmo Borges está eivado de Romantismo — desde Rousseau até Hegel. E a única forma de sairmos da Matrix positivista e/ou romântica que caracteriza a modernidade, é sermos reaccionários — mas isso seria impossível à mente alienada do Anselmo Borges. Um reaccionário é, por exemplo, alguém que não acredita que os problemas humanos tenham (de todo!) soluções humanas; ora, esta ideia reaccionária é, aos olhos do romântico Anselmo Borges, asquerosa. O Anselmo Borges é um progressista, que acredita que o progresso é uma lei da Natureza. Um reaccionário é um eremita moderno que vive no meio da multidão.


“Quem olha sem admirar ou sem odiar, não viu nada.”

— Nicolás Gómez Dávila

ouroborosQuando o Anselmo Borges se refere (neste texto, como em todos os outros textos dele) ao “Outro”, baseia-se em uma visão niilista — na linha do protestante cristão dinamarquês Søren Kierkegaard que se mistura com o sentimentalismo do judeu francês Emmanuel Levinas (“A partir do momento em que o outro olha para mim, torno-me responsável”).

Levinas (assim como Schopenhauer) renunciam a uma fundamentação racional da sua escolha de valores: esta surge, em vez disso, espontaneamente da profundidade dos sentimentos e da (alegada) empatia fundamental. O Anselmo Borges “anda no meio disto”, com as portas abertas à arbitrariedade em nome do sentimento — mas nem todos os seres humanos têm os mesmos sentimentos, e alguns nem sequer são capazes de sentimentos empáticos; e ainda assim, para estes também terá que existir uma ética que seja válida.

Quando o Anselmo Borges defende a substituição da população europeia através da imigração massiva, fá-lo no espírito do niilismo (de Schopenhauer ou de Levinas) que “se torna responsável pelo outro”, mas que abole o princípio humano da auto-conservação. A defesa da imigração massiva na Europa (ao mesmo tempo que se defende a liberalização do aborto nas populações autóctones) é uma forma de niilismo que destrói o espírito de auto-conservação das sociedades (que caracteriza o Anselmo Borges e os chamados “progressistas”): “o racismo branco é mau; mas o racismo contra os brancos é muito bom” — é o lema dos progressistas, que inclui o papa que o Anselmo Borges tanto venera.


“O político de consciência mais delicada apenas consegue ser uma puta pudica.”

— Nicolás Gómez Dávila

Hoje vivemos em uma sociedade em que as elites alinham o seu discurso pelo mesmo diapasão de um exibicionismo moral politicamente correcto, próprio de putas pudicas. O discurso moral das putas pudicas é progressista (no sentido do “progresso” como uma lei da Natureza) e exibicionista. É neste contexto que se insere também o Anselmo Borges — para além de outros, como por exemplo, alguns militantes notáveis do CDS/PP que aparecem amiúde na televisão. Esta metástase cultural proveniente do pudor do putedo elitista apodrece o corpo social, e o Anselmo Borges faz parte dela.


“Daquilo que é importante, não há provas: há apenas testemunhos. O Homem persegue o desejo mas só captura a nostalgia”

— Nicolás Gómez Dávila

Quando o Anselmo Borges diz que “Nossa Senhora não apareceu em Fátima e que se tratou de um fenómeno interior subjectivo”, o que ele faz é clamar pelas provas positivas (o Positivismo como uma forma de Romantismo da ciência) e cagar nas testemunhas. Mas “daquilo que é importante, não há provas: há apenas testemunhos”. Esta é mais uma razão por que o Anselmo Borges faz parte do problema moderno que ele próprio denuncia.

domingo, 13 de julho de 2014

Hotéis portugueses proíbem o alojamento de famílias com filhos

 

A Helena Matos chama aqui à atenção da nova moda: hotéis que proíbem a hospedagem de famílias com crianças (mas os animais de estimação não estão proibidos). Em um país com uma depressão demográfica inédita, é incrível como podem existir hotéis que proíbem o alojamento das famílias.

hotel no children allowed web

O Diário de Notícias escreve:

“A lei mudou e não é taxativa sobre a interdição de crianças nos hotéis e restaurantes. Polémica reacendeu-se com debate na blogosfera.”