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segunda-feira, 18 de setembro de 2017

O Frei Bento Domingues é um porco

 

Eu tenho dito aqui do Frei Bento Domingues o que o Maomé nunca diria do toucinho, e por isso concordo com o que foi escrito aqui; mas o texto é benigno, em minha opinião.

papa-chico-comuna-webO problema que temos na imprensa portuguesa é o de que gente como o Frei Bento Domingues ou o Anselmo Borges não sofrem qualquer contraditório, têm as latrinas da opinião escatológica livres para a defecação ideológica que levam a cabo — porque gente que se diz “católica” e que têm acesso aos me®dia, como por exemplo Bagão Félix ou João César das Neves, acobardam-se (para não falar na própria Igreja Católica portuguesa que se manifesta através de um silêncio tumular).

Vamos ser directos: o Frei Bento Domingues é um porco.

O Frei Bento Domingues utiliza a lógica da Teoria Crítica aplicada à instituição da Igreja Católica.

O objectivo primevo da Teoria Crítica era o de “minar” todas as instituições da sociedade ocidental através de uma crítica “picareta”: criticar, criticar, criticar, sempre a criticar sem apresentar alternativas às instituições que existem. As instituições da civilização ocidental coincidiam com aquilo a que Karl Marx chamou de “super-estrutura”, que nada mais era senão o resultado da ética e a moral cristãs.

A mesma lógica da Teoria Crítica é utilizada pelo Frei Bento Domingues para “minar” a instituição que é a Igreja Católica: critica, critica, critica, e a alternativa que apresenta à instituição da Igreja Católica é a ausência de uma estrutura eclesiástica — ou seja, o porco defende, em termos práticos, o fim da Igreja Católica enquanto tal.

O João César das Neves escreveu um longo artigo em que pretendia demonstrar que o papa Chico não é marxista; e apenas demonstrou por que razão os economistas deviam restringir a sua opinião à economia.

O papa Chiquinho, o Frei Bento Domingues, o Anselmo Borges, por exemplo, partem de uma base ideológica que influenciou decisivamente o Concílio do Vaticano II : a chamada Nova Teologia que surge do pensamento de teólogos protestantes do século XX, como por exemplo, Karl Bath, Rudolf Bultmann ou mesmo Dietrich Bonhoeffer.

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Podemos descrever a Nova Teologia em sete pontos principais:

  1. A Nova Teologia tende a separar a fé, por um lado, da religião, por outro lado; e mesmo a contrapôr a fé à religião.
  2. A fé, segundo a Nova Teologia, pode e deve prescindir de todo e qualquer elemento sobrenatural.
  3. Deus não é transcendente — no sentido de ser uma substância ou uma realidade qualquer separada da Natureza e do mundo, e dotada de causalidade própria, podendo intervir nos acontecimentos do mundo e modificá-los.
  4. A transcendência negada a Deus (pela Nova Teologia) constitui, pelo contrário, a índole da realidade humana (influência do Existencialismo). “O transcendente não é um dever-ser infinito e inatingível (Deus), mas sim o homem próximo, determinado de vez em quando e atingível”. → Bonhoeffer
  5. Jesus Cristo incorpora a noção de “transcendência” do ponto anterior.
  6. A Nova Teologia partilha o Milenarismo dos primeiros cristãos, mas tende a dar à escatologia um sentido puramente mundano (a utopia do Mundo Melhor, em que os seres humanos serão perfeitos e o Mal será erradicado: acontecerá, então, o paraíso na Terra).
  7. Com a negação do valor da religião, por um lado, e de todas as formas de culto religioso, por outro lado, a Nova Teologia tende a identificar-se ou com a ética (filosofia), ou com a política.

É claro que o João César das Neves não viu marxismo nenhum no papa Chicão, porque o marxismo dele está “escondido” (por assim dizer) na Nova Teologia; mas se analisarem bem as posições filosóficas e políticas do papa-açorda Chiquinho e dos cagalhões que o apoiam, verificarão que se baseiam claramente na Nova Teologia que sempre pretendeu destruir a Igreja Católica.

Por outro lado, a Nova Teologia está na base da formulação da Teologia da Libertação; quando o João César das Neves diz que o Chico “não segue o marxismo” da Teologia da Libertação, até pode ter aparentemente alguma razão; mas o burrinho não consegue ver que na base da Teologia da Libertação está o marxismo (panteísta, da esquerda hegeliana) previamente embutido na Nova Teologia.

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O Frei Bento Domingues e o Anselmo Borges — e o Chiquito —, e gente dessa laia, podem enganar meio mundo; mas não enganam o mundo inteiro. E nem de propósito, um texto acerca da posição do cardeal Müller em relação ao Chicozito:

O Cardeal Müller acusa o Papa Francisco de não basear sua autoridade magisterial numa teologia “competente”.

Incomoda ao cardeal que o papa pense que “a religião e a política são uma coisa só”. O Cardeal denuncia que o Papa se preocupa mais por “questões de diplomacia e poder do que pelas questões da fé”. A fé cristã deveria estar no centro e o Papa deveria ser simplesmente um “servo da salvação”.

Pois é!: a Nova Teologia não deixa o Chiquinho ser católico.

sexta-feira, 9 de junho de 2017

A asneira bergogliana do papista messiânico Anselmo Borges

 

O burrinho Anselmo Borges escreveu mais um panegírico messiânico acerca do papa Chiquinho. Todas as semanas temos no Diário de Notícias o relambório habitual da cavalgadura que transforma o Chico no Messias.

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papa-burro-webO Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, Cardeal Gerhard Müller, recordou aos fiéis que o papa não é o messias, mas o vigário de Cristo; portanto exortou a não cair no papismo asinário do Anselmo Borges.

A última estupidez do Chiquitito foi proferida em plena praça de S. Pedro, no Vaticano. Disse o asno que “Deus não pode existir sem o ser humano”. Ora, isto é exactamente o que o Feuerbach e o próprio Karl Marx defenderam.

“Dear brothers and sisters, we are never alone. We can be far, hostile; we can even say we are ‘without God.’ But Jesus Christ’s Gospel reveals to us that God cannot be without us: He will never be a God ‘without man’; it is He who cannot be without us, and this is a great mystery! God cannot be God without man: this is a great mystery!”

A asneira do Chico burrico

Mesmo do ponto de vista filosófico e teológico, o Chico diz asneira, como é hábito nele. Basta pensarmos que o universo tem, segundo estimativas científicas, cerca de 13,8 mil milhões de anos-luz, e a espécie homo sapiens sapiens terá surgido há cerca de 100 mil anos. Os seja, segundo o Chico estúpido, antes de surgir o ser humano na Terra não existia nem o universo nem Deus.

Ca'gand'a burro!

É esta avantesma com uma deficiência cognitiva infinita que o asno Anselmo Borges venera como sendo o Messias.

domingo, 12 de outubro de 2014

A Nova Teologia marcou e definiu a Teologia da Libertação

 

O Padre Paulo Ricardo escreve aqui sobre a Teologia da Libertação, mas não se referiu ao papel fundamental exercido pelo Existencialismo (Heidegger) e pela Nova Teologia: Bonhoeffer, Karl Bach, Rudolfo Bultmann, etc.. 1

O assunto é complexo, mas foi por aqui que se iniciou a Teologia da Libertação — não na América Latina onde chegou anos mais tarde com a assimilação do marxismo proveniente da revolução cubana, mas no concílio do Vaticano II com aquilo a que se chamou de “protestantização da Igreja Católica”.

Os três homens que citei acima fizeram pior ao Cristianismo em geral, e ao catolicismo em particular, do que todos os marxistas juntos de todos os tempos; e as suas ideias marcaram o Concílio do Vaticano II.

E quando ouvimos o cardeal Bergoglio — aka Francisco I — falar, apercebemo-nos que embora ele rejeite a vertente marxista da Teologia da Libertação, não enjeita a vertente da Nova Teologia que também enformou a Teologia da Libertação no seu início e ainda hoje.

A Teologia da Libertação não é apenas um fenómeno sócio-cultural da América do Sul! Começou na Europa, embora com outro nome: a Nova Teologia.

O que eu pretendo dizer é o seguinte: a influência marxista na Teologia da Libertação surgiu marcadamente na década de 1960, ao passo que a origem ideológica da Teologia da Libertação reside na Nova Teologia que já vem de antes da II Guerra Mundial. A incorporação do marxismo na Teologia da Libertação é apenas uma das duas interpretações possíveis dessa corrente ideológica. Por exemplo, não podemos afirmar com certeza que o Frei Bento Domingues seja marxista, mas podemos dizer acertadamente que ele é um prosélito ou herdeiro ideológico de Bonhoeffer.

Nota
1. Sobre este tema ler o §864 da História da Filosofia de Nicola Abbagnano.

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Frei Bento Domingues, ceguinho que não quer ver

 

Frei Bento Domingues não é invisual: é ceguinho, mesmo. E o pior cego é aquele que não quer ver.

“O acolhimento ao Papa Francisco não resulta apenas, nem sobretudo, de qualquer estratégia publicitária. Nele, as pessoas vêem uma das expressões mais genuínas da atitude de Jesus Cristo, no meio do seu povo.”

Um Papa anticlerical?


1/ O que é surpreendente, em Frei Bento Domingues, é a tentativa de desconstrução presentista da História. Normalmente, o desconstrucionismo histórico leva alguns anos, distanciando-se dos factos ou não-factos históricos. Mas Frei Bento Domingues desconstrói a História de ontem, de há um mês ou de há seis meses. A lógica de Frei Bento Domingues é a mesma de Pimenta Machado, o conhecido dirigente de futebol: dizia ele que “o que é verdade hoje já não é amanhã”. É nisto que consiste a desconstrução histórica presentista: basta um dia para se negar o que se passou ontem.

Das duas, uma: ou o Frei Bento Domingues está a brincar connosco (é um pândego!) , ou está a está a tentar imitar o Groucho Marx, dizendo-nos:

“¿Acreditas no que os teus olhos mentirosos vêem, ou naquilo que eu te digo?!!!”


“O divórcio entre as Igrejas e o mundo moderno não foi provocado, apenas, pela má vontade dos incréus e dos anticlericais. O anticlericalismo foi, muitas vezes, o reverso do clericalismo. Nasci numa zona do país em que não se podia viver sem padre, desde o baptismo ao funeral. Passava-se o tempo a dizer mal deles por causa do seu autoritarismo e da arbitrariedade ameaçadora dos seus comportamentos pouco pastorais. Não eram especialmente maus, mas apenas o resultado da formatação recebida.”

O Frei Bento Domingues, como convém a qualquer ideólogo politicamente correcto, refere-se a conceitos vagos mas não os define — porque ao politicamente correcto não convém definir nada: o politicamente correcto vive a alimenta-se da indefinição.
¿O que significa “clericalismo”? Vamos ao dicionário:

Clericalismo: opinião dos que apoiam a influência do clero na sociedade.

Segue-se que, logicamente, que o anticlericalismo é a opinião dos que não defendem qualquer influência do clero na sociedade.
E ¿o que significa “autoritarismo”?

Autoritarismo: sistema autoritário, despotismo, sendo que “autoritário” significa poder de mandar, pessoa que exerce o poder, mando, poder público, pessoa ou texto que se invoca em favor de qualquer opinião.

O autoritarismo não é a mesma coisa que autoridade: o Frei Bento Domingues mete estas duas noções “no mesmo saco”.

Dizer que os padres padeciam de autoritarismo e da arbitrariedade ameaçadora, para além de ser uma falácia lógica da generalização, é uma falácia do espantalho porque desvia a atenção do leitor da verdadeira causa do divórcio entre a religião (e não as “igrejas”, como ele diz) e o mundo moderno. Quando Frei Bento Domingues substituiu a palavra “religião” ou “religiões”, pela palavra “igrejas”, fá-lo com uma certa intencionalidade que não é intelectualmente honesta. As igrejas não existem sem a religião.

«Hoje já não se repetem estas palavras de Pio X, mas elas modelaram gerações: “só na hierarquia reside o direito e a autoridade necessários para promover e dirigir todos os membros para os fins da sociedade. Em relação ao povo, este não tem outro direito a não ser o de se deixar conduzir e seguir docilmente os seus pastores”.»

Aqui dou razão a Frei Bento Domingues: hoje já não se repetem essas palavras de Pio X, mas não só na Igreja Católica: também não se repetem essas palavras a qualquer nível da sociedade. Hoje, a autoridade fez um pacto com o povo: o povo diz mal da autoridade, e a autoridade faz aquilo que lhe dá na real gana e sem qualquer critério racional e lógico. Mas, para o Frei Bento Domingues, estamos hoje melhor do que no tempo de Pio X. O problema idiossincrático de Frei Bento Domingues não parece ser em relação ao autoritarismo, mas antes em relação à autoridade.

«A Civiltà Cattolica, na época da definição da infalibilidade do papa, escrevia: “a infalibilidade do papa é a infalibilidade do próprio Jesus Cristo […]. Quando o papa pensa, é o próprio Deus que pensa nele”

O Frei Bento Domingues é desonesto, porque escamoteia o contexto histórico em que isso foi escrito — quando o papado estava a ser alvo de uma guerra sem quartel por parte da maçonaria internacional. O Frei Bento Domingues gosta de enganar o povo; e de dizer que ele é infalível nas suas apreciações imprecisas, ao passo que o Papa não é.

2/ O Frei Bento Domingues coloca a práxis acima da doutrina, a acção política acima da fé.

3/ O Frei Bento Domingues tenta dizer que o cardeal Bergoglio não é autoritarista: os outros, os papas anteriores, é que eram autoritaristas.

O cardeal Bergoglio apenas “neutraliza as forças de obstrução”, o que, segundo o Frei Bento Domingues, não é autoritarismo. Por exemplo, segundo o Frei Bento Domingues, a atitude do cardeal Bergoglio em relação aos Franciscanos da Imaculada não é autoritarismo: em vez disso, é apenas “neutralização das forças de obstrução” — assim como aborto não é aborto: para o Frei Bento Domingues, parece que aborto é IVG (Interrupção Voluntária da Gravidez), e talvez por isso é que o cardeal Bergoglio disse que “os católicos andam obcecados com o aborto” (porque o aborto não existe!, da mesma forma que não existe qualquer autoritarismo da parte do cardeal Bergoglio!).

Temos, pois, um cardeal “feito papa” que é clericalista embora seja contra o clericalismo. Ele não pretende acabar com o clericalismo: quer apenas que o clericalismo corresponda a uma certa imagem politicamente correcta, por um lado, e, por outro lado, que o conceito de “clericalismo” seja subjectivamente redefinido por ele enquanto plenipotenciário da Igreja Católica.

Depois, o Frei Bento Domingues, citando o cardeal Bergoglio, fala em “realidade”:

“Nesse Encontro, a convicção mais abrangente é esta: as grandes mudanças da história acontecem quando a realidade é vista, não a partir do centro, mas da periferia. Trata-se, para o Papa, de uma questão hermenêutica: a realidade não se compreende a partir de um centro equidistante de tudo.”

Ora, eu não sei definir “realidade”, mas o Frei Bento Domingues e o cardeal Bergoglio sabem. Eu confesso a minha ignorância perante a impossibilidade de definir “realidade”. Em relação ao conceito de “realidade”, Nicolás Gómez Dávila escreveu o seguinte: “Deixemos a síntese da realidade a cargo de Deus”. Mas parece que Nicolás Gómez Dávila era outro burro como eu, ao passo que o Frei Bento Domingues e o cardeal Bergoglio têm alvarás de inteligência.

A ideia peregrina do Frei Bento Domingues, segundo a qual, a necessidade de “se mover da posição central da tranquilidade, da zona de conforto, para as zonas agitadas das periferias”, é uma novidade bergogliana que nunca existiu na Igreja Católica, é própria de um lunático. João Paulo II não falou noutra coisa senão nesse assunto! Branquear a história recente da Igreja Católica é um insulto que o Frei Bento Domingues nos faz!

O problema do Frei Bento Domingues é outro: é político. E a ideia de Frei Bento Domingues segundo a qual as mulheres são sempre esquecidas pela Igreja Católica, é própria de má-fé, porque só alguém com má-fé não sabe a importância da mulher, simbolizada em Maria mãe de Jesus, para a Igreja Católica — para não falar na longa lista de mulheres no Santuário da Igreja Católica.


Ficheiro PDF do texto do frade.

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Não compliquemos aquilo que é relativamente simples

 

A Teologia da Libertação teve a sua origem no Concílio Vaticano II que, por sua vez, sofreu uma forte influência do movimento religioso protestante da Nova Teologia que, por sua vez, teve as suas raízes no Existencialismo “cristão” de Soren Kierkegaard e de Fiodor Dostoievski. Basta lermos, por exemplo, o livro de Dostoievski “O Idiota”, para percebermos a origem ideológica existencialista da Nova Teologia, do Concílio Vaticano II e da Teologia da Libertação — porque existe de facto um continuum ideológico claro e facilmente identificável.

A ligação ideológica entre o Existencialismo (que é, de facto, de origem “cristã”), por um lado, e o marxismo, por outro lado, foi efectuada ao longo das primeiras décadas do século XX através de pensadores existencialistas que vão desde Karl Barth (que emulou Soren Kierkegaard), passando em parte pelo famigerado Heidegger (Desconstrucionismo), por Rudolfo Bultmann, por Merleau-Ponty, e finalmente atingindo a síntese máxima em Jean-Paul Sartre.

A melhor forma de combater a Nova Teologia, o Concílio Vaticano II e a Teologia da Libertação (tudo junto) é expondo e desconstruindo as bases conceptuais do Existencialismo.

O Existencialismo, pela sua característica marcadamente imanente e de recusa implícita ou explícita da transcendência (ou, pelo menos, de secundarização da transcendência), é o maior inimigo da Igreja Católica e/ou de qualquer religião digna desse nome, e o marxismo é apenas um apêndice ideológico (religião política) que foi “importado” pela Nova Teologia existencialista já em pleno século XX.