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terça-feira, 26 de julho de 2022

A lei de Antígona, contra os excessos do Direito Positivo da Isabel Moreira

A Isabel Moreira escreveu que o Direito Positivo deve serantinatural, felizmente (ler em ficheiro PDF). Ou seja, a Isabel Moreira defende a ideia segundo a qual o Direito Positivo deve ser, não só uma recusa do Direito Natural, mas o Direito Positivo deve assumir (“felizmente”, diz ela) uma posição contra o  Direito Natural.


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Pergunto-me como foi possível a Isabel Moreira alcandorar-se ao estatuto de “constitucionalista” quando defende aberta- e publicamente a ideia segundo a qual “o Direito Positivo deve ser antinatural, felizmente”.

Se é verdade que o Direito Positivo não se pode fundar sobre o facto [entendido aqui como “dado constatável e verificável pela experiência”], temos que reconhecer que os factos (da Natureza) nos impõem o Direito Positivo.

Não se trata, aqui, de vermos a Natureza como um modelo do Direito, mas de estabelecer que, imaginados sem sociedade e sem lei, os homens seriam obrigados a instaurar o Direito.

Para Hobbes, por exemplo, é devido à lei da natureza (jusnaturalismo) que se proíbe às pessoas de procederem à destruição da vida; embora o Direito Positivo tenha sido instituído para corrigir as assimetrias próprias da Natureza [por exemplo, as assimetrias gritantes (equidade) nas relações de força entre os seres humanos], também se torna possível reclamar-se do Direito Natural para combater os excessos do Direito Positivo: o Direito Natural rectifica o “facto”, falsamente assumido pelo Direito Positivo.

Se é verdade que não devemos reduzir o Direito aos simples comandos da Natureza (ao Direito Natural), também é verdade que o Direito Positivo não elimina o problema de saber o que funda o Direito (o problema dos princípios metajurídicos do Direito Positivo) — a não ser correndo o risco de reduzir a norma ao facto (que é o que faz a Isabel Moreira) e de se reduzir à lógica interna (e muitas vezes perversa) do Direito Positivo.

A Isabel Moreira recusa qualquer direito a Antígona, apoiando assim o rei Creonte incondicionalmentea “Esquerda” que apoia os poderosos) — a não ser que a Antígona seja a própria Isabel Moreira: neste caso, todos os direitos, de todos os outros, são anulados face ao narcisismo patológico da criatura.

sábado, 1 de julho de 2017

O Bloco de Esquerda está ao serviço do neocapitalismo

 

Quando vejo (por exemplo) os militantes do Bloco de Esquerda defender o aborto livre, o "casamento" gay, adopção de crianças por pares de invertidos, a eutanásia, etc., pensando que seguem uma determinada linha de acção programática marxista cultural “contra o capital” — não posso deixar de sorrir, porque eles defendem exactamente o mesmo que a plutocracia internacional defende.

catarina-martins-neanderthal-webO Bloco de Esquerda está ao serviço do neocapitalismo internacional representado, por exemplo, pelo Rothschild, George Soros, Bill Gates, Warren Buffet, etc.. O Bloco de Esquerda é um partido político lacaio dos mais ricos do mundo.

“Neocapitalismo” foi um termo cunhado pelo marxista italiano Pier Paolo Pasolini em 1975, aquando da rodagem do filme “Salò ou os 120 Dias de Sodoma” que, segundo ele, era sobretudo uma crítica ao “neocapitalismo” que lucra com o discurso da liberdade sexual; e a reacção dos marxistas italianos de antanho foi a de apodar o Pasolini de “reaccionário”, porque estavam convencidos de que a liberdade sexual (no sentido da Escola de Frankfurt) era o caminho certo para a destruição do capitalismo.

Pasolini tinha razão: a verdade está à vista, porque aquilo a que Pasolini chamou de “neocapitalismo” é hoje claramente contra a vida humana e contra a natalidade humana — o que engloba, por exemplo, a teoria política do Aquecimento Global Antropogénico que se transformou em uma espécie de religião e que é apascentada pelos mais ricos do mundo, com o apoio político explícito de gente do Bloco de Esquerda e do Partido Socialista.

A automatização dos processos de produção, com o desenvolvimento tecnológico, traz consigo a necessidade de redução drástica de mão-de-obra e, portanto, a eliminação da vida humana, seja através do aborto, seja através da eutanásia.

Era isto a que Pasolini chamava de “neocapitalismo”: numa sociedade que não se reproduz não há problemas de mão-de-obra excedente, por um lado, e por outro lado é uma sociedade narcísica e umbiguista centrada no consumo, que é o ideal da sociedade neocapitalista.

Hoje, Pasolini, que era homossexual, seria chamado de “homófobo” pela Esquerda neocapitalista de que faz parte o Bloco de Esquerda.

É esta a razão por que os mais ricos do mundo (baseados sobretudo nos Estados Unidos) financiam movimentos políticos de Esquerda em todo mundo (por exemplo, o Macron francês, que se diz de esquerda, foi financiado pelos mais ricos do mundo).

quinta-feira, 22 de junho de 2017

O Justin Trudeau sai ao seu pai Fidel, o que faz dele literalmente um filho-de-puta (1)

 

Há quem diga que o primeiro-ministro do Canadá, Justin Trudeau, é filho de Fidel Castro, não só porque a mãe do Justin era muitíssimo promíscua do ponto de vista sexual, mas também porque ela visitou várias vezes (sozinha) o Fidel em Cuba — e já não falando nas evidentes parecenças físicas entre pai e filho. Os filhos da puta têm normalmente o azar de “sair muito ao lado do pai”.

Na primeira foto em baixo vemos o Fidel Castro na companhia da puta mãe de Justin Trudeau e com o seu filho ao colo. Na segunda foto vemos uma comparação entre o pai e o filho já adultos; e na terceira composição fotográfica vemos três comparações separadas pelo tempo. Quem disser que o Justin Trudeau não é filho de uma puta, é cegueta de todo.

No segundo verbete desta pequena série sobre o filho de uma grande puta promíscua que era a mãe do Justin Trudeau, iremos falar sobre a lei orwelliana C-16 que entrou em vigor no Canadá, que, em nome da liberdade, retira a liberdade ao povo canadiano.

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quarta-feira, 21 de junho de 2017

A maior ameaça aos direitos humanos na Europa vem do Tribunal Europeu dos "Direitos Humanos"

 

Quando se trata de de defender os privilégios dos paneleiros, os artigos do Observador não são assinados. Ninguém sabe quem os escreve: escondem-se no anonimato.

gay-indoctrination-webO caso “Bayev contra a Rússia” do Tribunal Europeu dos "Direitos Humanos" escuda-se por detrás da liberdade de expressão. Mas a liberdade de expressão tem limites, por exemplo, no que diz respeito à educação das crianças.

Por exemplo, fazer propaganda pornográfica nas escolas não faz parte do direito à “liberdade de expressão”.

¿O que é que o Observador nos pretende propositadamente esconder?

A resposta é dada pelo próprio acórdão do Tribunal Europeu dos "Direitos Humanos" :

1/ em 3 de Abril de 2006, o parlamento [russo] adoptou a Lei de Protecção da Moralidade Infantil que proibia actividades públicas que tenham em vista, nomeadamente, a promoção cultural da homossexualidade junto das crianças.

2/ no dia 30 de Março de 2009, o senhor Bayev promoveu uma demonstração pública em frente a uma escola, exibindo duas faixas, uma delas tinha escrito “A homossexualidade é normal”, e outra faixa que tinha escrito “Tenho orgulho em ser homossexual”.


Ou seja, a lei a que me refiro no ponto 1 não proíbe a livre expressão dos paneleiros e da ideologia panasca em geral; a tal lei apenas proíbe a promoção cultural do apanascamento nas crianças.

Ainda assim, o paneleiro em questão fez questão de exercer “o seu direito à liberdade de expressão” através da promoção cultural do apanascamento em frente a uma escola — o que significa que, para ele, não estava de facto em causa a liberdade de expressão entendida em si mesma, mas antes o que estava em causa era a tentativa dele de tentar influenciar as crianças em relação à ideologia panasca.


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O artigo 78 do acórdão do Tribunal Europeu dos "Direitos Humanos" diz o seguinte:

“(…) The [Russian] Government were unable to provide any explanation of the mechanism by which a minor could be enticed into “[a] homosexual lifestyle”, let alone science-based evidence that one’s sexual orientation or identity is susceptible to change under external influence. The Court therefore dismisses these allegations as lacking any evidentiary basis.”

Ou seja, o Tribunal Europeu dos "Direitos Humanos" diz que a propaganda paneleira junto das crianças não altera a “orientação sexual ou identidade sexual”. Mas, se isso é verdade, ficamos sem saber por que razão os invertidos fazem propaganda da ideologia apanascada nas escolas.

E mais: a ideia apanascada segundo a qual “o apanascamento é de origem genética” não tem qualquer base científica; mas o que o Tribunal Europeu dos "Direitos Humanos", no fundo, vem dizer é que a ciência é uma merda.

A maior ameaça aos direitos humanos na Europa vem do Tribunal Europeu dos "Direitos Humanos".


quinta-feira, 21 de julho de 2016

Os direitos de braguilha e a propriedade privada subordinada ao dinheiro

 

direitos-de-braguilha

G. K. Chesterton falou-nos da “religião erótica” do “novo paganismo” dos direitos de braguilha, que nada tem a ver com o paganismo antigo. O novo paganismo é a adoração do sexo sem vida, porque proíbe a fertilidade — ao passo que os pagãos antigos festejavam a paternidade; os novos sacerdotes da religião erótica dos direitos de braguilha aboliram a paternidade. Conclui Chesterton que os pagãos antigos entrarão no Céu ainda antes do que os novos pagãos.

G. K. Chesterton faz um paralelismo entre a religião erótica, por um lado, e por outro lado a propriedade privada subordinada ao lucro: a propriedade deveria supôr (em primeiro lugar) um amor à terra, ou um amor à propriedade em si mesma, “amor” entendido como frutificação da acção humana, independentemente do lucro — assim como o sexo não foi separado, pelos pagãos antigos, do seu fruto (a paternidade).

O homem moderno não percebe que a propriedade privada inclui o prazer do dinheiro apenas de forma acidental: a propriedade começa e acaba com algo muito mais importante e criativo do que o lucro.

Um homem que planta uma vinha também aprecia o sabor do vinho que produziu; mas ele realizou uma obra muito mais importante do que a produção de vinho: ele está a impôr a sua vontade à Natureza de uma forma análoga à vontade de Deus no acto da Criação; ele afirma que a sua alma é apenas sua e que não pertence nem ao mercado nem ao Estado; ele está a admirar a fertilidade do mundo.

Reduzir a propriedade privada ao dinheiro é semelhante à redução do sexo ao prazer: em ambos os casos, a importância do prazer privado e incidental deve ser substituída pela participação em processo criativo grandioso, “em uma eterna criação do mundo”.