Mostrar mensagens com a etiqueta pasquim Público. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta pasquim Público. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

O desavergonhamento do capitalista Belmiro de Azevedo e do jornal Público

 

Eu não tenho a certeza se Belmiro de Azevedo é desavergonhado ou estúpido; mas só pode ser uma das duas coisas, porque um estúpido não tem noção de vergonha e um desavergonhado faz da estupidez dos outros o seu instrumento de acção.

O pasquim Público (que é propriedade de Belmiro de Azevedo) apresenta um tal Roberto Mangabeira Unger como “um dos maiores pensadores da actualidade” e o “profeta da nova esquerda”:

“Quem é então Roberto Mangabeira Unger? Filósofo, teórico social, político e, sim, revolucionário, porque acredita que a mudança radical é possível e desejável — o homem tem direito a uma vida maior e o Estado tem obrigação de lhe dar as ferramentas para a alcançar. O mundo é uma construção, fruto da imaginação, e há que usá-la para mudar o que tiver de ser mudado”.

Não está em causa aqui um artigo escrito acerca de algum personagem brasileiro que se pretende afirmar em um contexto de pluralismo ideológico. O que está em causa é que o pasquim do capitalista Belmiro de Azevedo nunca publicaria — e já que estamos a falar de um brasileiro —, como nunca publicou, um qualquer artigo acerca do brasileiro Olavo de Carvalho, por exemplo. O pasquim do capitalista Belmiro de Azevedo só vê para um lado, e esse lado é o sinistro.

Por outro lado, a fundação do capitalista Soares do Santos (o patrão dos supermercados Pingo Doce) convidou (e pagou) o tal Roberto Mangabeira Unger para que viesse a Portugal:

Veio a Lisboa a convite da Fundação Francisco Manuel dos Santos para o 3.º Encontro Presente no Futuro — “À Procura da Liberdade”, onde ontem foi orador. Antes disso, sentou-se na cafetaria da biblioteca da Gulbenkian, pousada sobre o jardim, para uma conversa com Rui Tavares sobre o que Portugal pode fazer para seguir um caminho distinto”.

Qualquer cidadão que não tenha uma noção do que se passa, entraria em dissonância cognitiva: ¿então dois capitalistas apoiam um radical e revolucionário esquerdista?! E o que se passa é que o desavergonhamento dos capitalistas Belmiro de Azevedo e Soares dos Santos passa pela promoção de um processo político de médio / longo prazo de sinificação de Portugal.

sexta-feira, 3 de outubro de 2014

O discurso da fêmea-macho

 

Há discursos que ficam mal a um homem, porque existem dois grandes escolhos da realidade: a diferença entre sexos e a diferença entre gerações. Em um tempo em que o incesto deixou de ser tabu, não admira que uma tal Sofia Anjos escreva uma coisa destas no pasquim Público.

Se há discursos que ficam mal a um homem, hoje parece bem à mulher imitar o pior do homem.

A “coisa” é assim:

Assim como a mulher é “coisificada” pelo homem, fica bem à mulher “coisificar” o homem. E a tal Sofia Anjos não se dá conta de que é ela própria que se “coisifica” a si mesma — porque o homem que “coisifica” a mulher tem a inteligência de um símio.

A alternativa à “coisificação” da mulher mediante o conceito do homem “coisificado”, é o lesbianismo, que é uma espécie de fêmea-macho do reviralho. O lesbianismo transforma a “coisa” no “coiso”, e a fêmea-macho transforma o “coiso” na “coisa”. São as duas facetas da mulher burra que está na moda.

domingo, 28 de setembro de 2014

Eu não me revejo como ser humano. Não quero ser uma pessoa. Também tenho direitos.

 

“A identidade de Kelsey é “não binária”. Ou “sem género”. É com isso que se sente confortável, apesar de saber que o mundo insiste de mil e uma maneiras que tem de se decidir. Como, por exemplo, fazer um perfil para o OkCupid, que as amigas insistem que faça neste site de encontros amorosos. Mas, mal Kelsey abriu a homepage, colocou-se-lhe imediatamente um problema: “Sou [homem/mulher].” Em qual dos quadradinhos devemos pôr uma cruzinha quando não pertencemos nem a um nem a outro? Como é que nos orientamos num mundo que nos exige a integração num ou noutro género, masculino ou feminino, mas onde nos sentimos bem não é em nenhum deles?”

Não quer ser "ela". Não quer ser "ele". Só quer ser uma pessoa

À semelhança do que se passa com Kelsey, a minha identidade é a de não ter identidade. Mas tenho o direito a não ter identidade.

O mundo insiste que eu seja um ser humano, mas eu sou “sem espécie”: não tenho qualquer identidade senão a identidade de não ter identidade, por um lado, e por outro lado sinto que não pertenço a nenhuma espécie biológica. Ora, eu tenho o direito a sentir seja o que for...!

Eu e Kelsey não somos malucos: em vez disso, é o mundo inteiro que é maluco.

Eu acho que deveriam existir 7 mil milhões de conceitos de “género” — tantos quanto a população do planeta. Cada ser humano (excepto eu, que não me considero ser humano) é um “género”. Se o conceito de “género” é uma categoria, é uma contradição em termos.

Categorizar as pessoas é irracional; Aristóteles e Kant estavam errados; por isso, dou os parabéns ao pasquim Público pela sua racionalidade.

Temos que acrescentar aos “géneros”, aos “sem género”, aos “não-binários”, aos “transgéneros”, etc., os “não-seres-humanos” como eu. Se eu me sinto “não-ser-humano”, também tenho o direito à minha identidade.

Assim como Kelsey “navega nos limites do género usando um laço e leggings Forever 21”, também eu navego nos limites da humanidade usando cuecas e cabelo curto. E tal como Kelsey não quer ser tratada por “ela”, eu não quero ser tratado por “pessoa” ou por “indivíduo”: antes, quero ser tratado por “Strogonoff” que é um composto amorfo e sem identidade (se exceptuarmos a identidade do Strogonoff).

Um dia destes vou pedir uma entrevista ao pasquim Público para lhes expor a minha identidade não identitária.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

A simplicidade ideológica da socióloga Elisabete Rodrigues

 

Eu sei que a minha “guerra” contra a desinformação será porventura inglória; eu sei que a minha insistência na epistemologia não vai beliscar minimamente o cientismo, por exemplo, da socióloga Elisabete Rodrigues: ela continuará a publicar no pasquim esquerdista “Público” a expensas do capitalista Belmiro de Azevedo — escreva eu o que escrever. Mas se houver uma só pessoa que reconheça o absurdo do pensamento da Elisabete Rodrigues, já terá valido a pena o trabalho de escrever este texto.

Não é por que a cadela da Elisabete Rodrigues cheira a merda dos outros cães que se justifica o comportamento de um homem que cheira a merda de outro homem.

A socióloga Elisabete Rodrigues é uma pessoa muito simples e que nos fala ao coração. Aliás, a narrativa do politicamente correcto é simplista e emotiva. Com a entrada das mulheres na vida pública activa, a emoção passou a valer muito mais do que a razão — e não teria necessariamente que ser assim: não há nenhuma razão objectiva para desconsiderar a mulher do ponto de vista cognitivo.

A simplificação da realidade é uma das principais características da ideologia política; portanto, do que se trata aqui é de analisar a ideologia política da socióloga Elisabete Rodrigues.

Desde logo, eu não sei se devo tratar a socióloga Elisabete Rodrigues como um ser humano ou como uma cadela — uma vez que ela coloca a cadela dela e o ser humano em um mesmo plano ontológico de análise crítica, e em nome de um conceito sociobiológico de “Natureza”. Mas vou tentar ser bem educado e tratá-la como uma pessoa, apesar de ela me ter reduzido a mim (e toda a gente) à condição canina; pelo facto de ela se considerar semelhante a uma cadela, isso não significa que eu concorde com ela.

Quando a socióloga Elisabete Rodrigues compara uma cadela com o ser humano, demonstra compaixão não só em relação à cadela, mas também em relação ao ser humano. Ora, (como dizia Schopenhauer) a compaixão é um sentimento contrário à Natureza. Só é possível à socióloga Elisabete Rodrigues invocar a compaixão, para justificar o seu (dela) conceito de “natureza”, exactamente na medida em que a compaixão contraria a própria Natureza. É pois, também, nesta contradição da socióloga Elisabete Rodrigues que se distingue o ser humano da cadela dela.

A socióloga Elisabete Rodrigues renuncia a uma fundamentação racional da sua escolha de valores, em nome da compaixão. Ou seja, a ética da socióloga Elisabete Rodrigues é arbitrária, na medida em que uma ética de compaixão não pode ser universal, porque nem toda a gente sente da mesma maneira, e até existem pessoas incapazes de sentimentos empáticos.

E um dos problemas da prevalência actual (e até predominância crescente) da mulher (estou a referir-me à mulher em termos de juízo universal) na vida pública é que se instituiu uma ética de compaixão que é contraditória nos seus próprios termos, e que muitos homens desprovidos de cérebro já seguem, por mimetismo cultural.

A ciência — por exemplo, a biologia — pode criticar as normas (da ética, do Direito), mas não é capaz de fornecer uma fundamentação para elas, porque a situação da Natureza (por exemplo, a cadela da Elisabete Rodrigues) não pode ser transposta sem reservas para o mundo dos seres humanos.

Todas as escolas filosóficas aceitam a análise lógica de G E Moore, de acordo com a qual não é possível deduzir valores e normas a partir dos factos. Vale a pena à socióloga Elisabete Rodrigues ler alguma coisa de G E Moore, correndo porém o risco de deixar de escrever no pasquim Público.

Ou seja, não é por que a cadela da Elisabete Rodrigues cheira a merda dos outros cães que se justifica o comportamento de um homem que cheira a merda de outro homem.


Texto do Público em PDF

O Padre Roberto, da freguesia de Canelas em Gaia, “percebe o divórcio”, e o "papa Francisco" é “porreiro, pá!”

 

“É um padre que nos compreende, é um padre da era moderna, que percebe o divórcio, que compreende os jovens e compreende os mais antigos. É um padre que sabe falar com todos. Que nos cativa”.

O que é que o padre Roberto tem?

É claro que um caso de um Padre que “percebe o divórcio”, tinha que vir no pasquim Público. “Perceber o divórcio” significa entrar na “Era do papa Francisco”:

Na próxima quinta-feira, dia 31, o movimento tem uma audiência marcada com o bispo do Porto, Dom António Francisco, a quem pretendem entregar a petição (com mais de 5.700 assinaturas), bem como pedir uma actuação “em conformidade com as posições do papa Francisco”.

Quando li o “perceber o divórcio” na notícia do pasquim, vislumbrei imediatamente a “ponta do aicebergue”.

sexta-feira, 4 de abril de 2014

O problema é político, e só pode ser resolvido com um partido político

 

A forma como o pasquim Público noticiou a demissão de Brendan Eich, da empresa Mozilla, por pressão do lóbi político gayzista, é inacreditável:

“Em 2008, Eich financiou a campanha contra a legalização do casamento entre pessoas do mesmo sexo na Califórnia. Uma polémica que renasceu no início da semana passada, quando a Mozilla o nomeou para o cargo de director-executivo, contrariando a tradição de uma empresa conhecida pela diversidade e pela promoção da open source.”

Ou seja, segundo o pasquim Público, a “tradição da diversidade” só pode existir com um pensamento único imposto pela Gaystapo. Isto só lá vai “à bomba!”; ou então, através de um movimento político organizado. Quando o lóbi político gayzista, respaldado pelo marxismo cultural (ler o ensaio de Herbert Marcuse sobre o conceito de  “tolerância repressiva”), consegue demitir um CEO de uma grande empresa — então só resta à sociedade a organização de um partido político de sinal radicalmente contrário. Ou seja, neste contexto, a homofobia passa a fazer todo o sentido e recomenda-se!

gay-inquisition-web

Entretanto, um membro do Conselho de Administração da World Vision foi obrigado a demitir-se devido à pressão da Gaystapo e da Ingaysição. Meus caros, isto só lá vai à paulada! Chegou-se a um ponto tal que a coisa já não vai com falinhas mansas: tem que se organizar a paulada sistemática! Nós somos a maioria!

O gayzismo é um movimento totalitário — o homofascismo — que se caracteriza pelo ódio, intolerância, anti-liberalismo, e perseguição inquisitorial. O caso de Brendan Eich é o princípio de uma série de casos que se seguirá; e não pensem que este caso não terá repercussões em Portugal e na União Europeia. Segundo a Lei da Impossibilidade de Mérito, “o que aconteceu a Brendan Eich não acontecerá a você, caro leitor; mas se acontecer, você merece-o!”.