sábado, 25 de abril de 2020
quinta-feira, 23 de novembro de 2017
Psicose em estado irreversível e incurável
“Um dos grandes mitos da história de Portugal é a «balda» da gestão democrática na revolução. Na verdade nunca tivemos na nossa história uma gestão tão controlada, democrática, e limitada no seu poder de abuso como aquela que nasceu no 25 de Abril em escolas, hospitais, bancos, empresas”.
A Raquel Varela é um caso perdido de demência psicótica que a levou a um estado patológico de delírio interpretativo.
domingo, 12 de julho de 2015
Isto é a democracia

Não tenhamos ilusões: isto é a democracia. Não é um detalhe: é a essência da democracia portuguesa. E não é de agora: basta ver o que foi a democracia na primeira república.
(via)
quarta-feira, 29 de abril de 2015
sábado, 25 de abril de 2015
quinta-feira, 19 de março de 2015
¿ Salazar estaria na Lista Fiscal VIP?
“Demagogia é o vocábulo que os democratas empregam quando a democracia os assusta.”
— Nicolás Gómez Dávila
Se Salazar estivesse hoje no Poder, ¿haveria uma Lista Fiscal VIP para membros da classe política?
Duvido que houvesse. Poderia talvez existir uma Lista Fiscal VIP para os banqueiros, mas nunca Salazar permitiria que existisse uma Lista Fiscal VIP para deputados, presidente da república, funcionários públicos, ou outros membros da classe política.
“Conta-se que filho do presidente da república Francisco Higino Craveiro Lopes, Nuno Craveiro Lopes e sua mulher, então grávida, se encontravam entre os passageiros do comboio da linha do Estoril que descarrilou devido à derrocada da barreira junto ao farol de Caxias, em 1952. Embora não tenham ficado feridos, no meio da confusão entre mortos e feridos a esposa ter-se-á sentido mal. Não sendo possível arranjar transporte no local, o filho telefonou ao Presidente, no sentido de lhe enviar um carro da Presidência para os levar a casa. Francisco Higino, depois de se certificar de que se encontravam bem, retorquiu que não podia dar ordem para enviarem o carro pois estes eram exclusivamente para serviço oficial; que procurassem um táxi para o efeito. E seu filho assim fez: foram andando a pé em direcção a Lisboa e um pouco adiante conseguiram apanhar um táxi.
Como norma, nas viagens e visitas, não eram oferecidos objectos de valor, conforme o desejo do Presidente que era transmitido previamente às entidades pelos elementos do protocolo. Apenas aceitava flores, medalhas comemorativas e diplomas honoríficos. Livros, só oferecidos pelos autores. Isto devia-se ao facto de que durante a inauguração das Feiras do Livro, era usual nos governos anteriores enviar uma camioneta que os livreiros faziam carregar com livros, facto que o Presidente achava despropositado. Do mesmo modo, nas visitas ao Ultramar, fez saber que não aceitava diamantes, metais de valor, peles, marfim, e coisas semelhantes. Até um boi que lhe foi oferecido pelo Rei do Congo, que não podia recusar por motivos de protocolo, foi abatido e comido pelo seu povo, com grande satisfação.”1
A Lista Fiscal VIP é um fenómeno democrático que é, em si mesmo, anti-democrático. Por isso é que os democratas dizem que Salazar era “faxista”.
Nota
1. Fonte
terça-feira, 6 de janeiro de 2015
Foi tudo tanga!
¿25 de Abril de 1974? Tanga! ¿Estado de Direito? Ganda Treta!
«José Sócrates está sobretudo no seu direito de se defender e para se defender pode violar normas e regulamentos – é o que diz José Vera Jardim, antigo ministro da Justiça e habitual comentador da Renascença no programa Falar Claro.
(…)
Quanto a Sócrates, Vera Jardim diz que “há estados de emergência, de necessidade de defesa das pessoas” que permitem às pessoas violar alguns deveres legais “porque os deveres legais cessam também perante outros direitos das pessoas: o direito ao bom nome, à reputação e a defender-se”.»
Acabe-se com a farsa! Fechem-se os tribunais — até porque já estão parcialmente inoperantes, tal é a carga burocrática e processual que lhes é imposta. Governe-se por decreto! Mude-se o nome de assembleia da república para “assembleia nacional” — até porque as diferenças mal se notam. Coopte-se o presidente da república. Nomeie-se o presidente do conselho. Refunde-se o Banco Espírito Santo com dinheiros públicos. E reabra-se o Tarrafal para os inimigos do regime.
(via)
domingo, 4 de janeiro de 2015
Primeiro destroem a cultura; e depois criticam a cultura destruída
Cada vez mais me convenço que a Raquel Varela tem limitações cognitivas graves — porque uma das características de uma criatura inteligente é a capacidade de auto-análise e de auto-crítica.
“Se é verdade que não é Dolores enquanto indivíduo que está em causa mas a cultura veiculada pelos grandes talk shows de TV, e acarinhada nos media, que despediram quase todos os jornalistas de cultura.”
Uma criatura inteligente tem a obrigação de saber por que razão pensa o que pensa, estabelecer nexos causais ideológicos entre o passado e o presente, e assumir em coerência as responsabilidades por aquilo que pensa e pelas ideias que tem.
O que a Raquel Varela não deve fazer é defender as conhecidas posições marxistas de demolição da cultura antropológica tradicional, por um lado, e por outro lado vir depois criticar o estado de terra queimada a que chegou a cultura cuja demolição ela própria patrocinou ideologicamente. Isso é burrice ou cinismo. Ou é a criminosa que não deixa impressões digitais.
Primeiro contribuíram activamente para a destruição dos valores; depois criticam a ausência de valores. ¿Em que ficamos?!
Não vai muito tempo, as instituições mais importantes da sociedade eram a família, a escola (o professor) e a igreja (a religião).
A nossa sociedade ultrapassou já o limiar da pobreza em termos religiosos e ideológicos. Pela primeira vez, desde que existe o ser humano, vivemos em uma situação em que os jovens são socializados sem uma cosmovisão. Uma em duas crianças cresce em uma família onde não nasceu. Muitas famílias mais não são, hoje, do que comunidades de utilizadores de aparelhos que dependem de uma tomada de electricidade.
A Raquel Varela faz parte da comandita que tudo fez para destruir a família, desprestigiar o professor e desclassificar a religião. E depois vem criticar a desertificação de valores na cultura antropológica.
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
O tango dos barbudos
"A rocambolesca e provocatória prisão de José Sócrates realizada ontem à noite pela Policia Judiciária constitui um verdadeiro golpe de Estado em curso, desencadeado por intermédio daquela polícia e que visa directamente os partidos à esquerda do PSD.
Como é sabido, o PCTP/MRPP nunca morreu de simpatias por José Sócrates e pelo seu governo, um dos piores que o país teve.Mas não é isso que agora está em causa, quando a Polícia Judiciária, pela mão de famigerados justiceiros como Rosário Teixeira, com a cobertura de agentes do Ministério Público e de juízes como Carlos Alexandre, depois de ter abortado prematuramente a Operação Labirinto no caso dos vistos gold, permitindo que Miguel Macedo e outros altos quadros do Estado, do governo e do PSD pudessem escapar à prisão; depois de deixar à solta Ricardo Salgado, chefe do maior gang de gatunos e financiador das campanhas eleitorais de Cavaco e do PSD, e de não tocar em Paulo Portas e Durão Barroso, a mesma PJ e ministério público decidem precisamente prender uma importante figura do Partido Socialista, com quem os actuais dirigentes do PS mais se identificam politicamente."
quarta-feira, 30 de abril de 2014
Marcello Caetano, a esquerda e a direita
“Gerou-se à minha volta um clima de desconfiança da parte das chamadas classes conservadoras, que era alimentado por uns tantos intrigantes acolitados por numerosos patetas.”
— Marcello Caetano, “Minhas Memórias de Salazar”, 2000, Edit. Verbo, página 714
“Estes rótulos da esquerda e da direita têm hoje muito pouco sentido e mais uma vez no decurso da minha vida pública me recusei a aceitá-los.
Disse quando era Ministro da Presidência num conselho de ministros e repeti em público quando Presidente do Conselho que esquerda e direita são palavras equivocas e susceptíveis de qualificar posições não incompatíveis.
Na verdade, sempre fui partidário da reforma social, não me conformando com estruturas defeituosas, injustiças consolidadas, costumes políticos condenáveis ou práticas económicas viciosas. E se o que caracterizava o homem da esquerda é o inconformismo com o que está errado na organização social e o desejo ardente de corrigir, emendar, melhorar com o fito de construir uma sociedade mais perfeita, eu não me recuso a ser colocado à esquerda.”
— Marcello Caetano, idem, página 716.
Nota: eu comprei e li os livros de Marcello Caetano, mas não me passa pela cabeça ser um “especialista do Estado Novo”. Mas há por aí uns patetas que leram um livrinho dele e já se consideram “especialistas do Estado Novo”.
sexta-feira, 25 de abril de 2014
Portugal, 40 anos depois da revolução
"Em poucas décadas estaremos reduzidos à indigência, ou seja, à caridade de outras nações, pelo que é ridículo continuar a falar de independência nacional. Para uma nação que estava a caminho de se transformar numa Suíça, o golpe de Estado foi o princípio do fim. Resta o Sol, o Turismo e o servilismo de bandeja, a pobreza crónica e a emigração em massa."
"Veremos alçados ao Poder analfabetos, meninos mimados, escroques de toda a espécie que conhecemos de longa data. A maioria não servia para criados de quarto e chegam a presidentes de câmara, deputados, administradores, ministros e até presidentes de República."
Não sei se seríamos hoje uma Suíça; é impossível dizer o que seríamos hoje se não tivéssemos sido o que fomos ontem. O que podemos dizer, com alguma segurança, não é “o que seríamos hoje”, mas “o que não seríamos hoje” — porque quando as nossas utopias fracassam, deparamo-nos com a realidade por detrás da nossa construção utópica da realidade.
Mas, na medida em que só podemos explicar o nosso fracasso por intermédio dos conceitos que utilizámos no passado para a construção das estruturas utópicas falhadas, segue-se que nunca chegamos a ter uma imagem do mundo que pudéssemos responsabilizar pelo nosso fracasso — porque mesmo as críticas feitas à utopia utilizam os conceitos da utopia.
A única forma de tentar sair do labirinto do fracasso utópico é tentar sair para fora da utopia; ignorá-la completamente. Ou então, ignorar as elites responsáveis pela utopia.
Com excepção da “transformação em uma espécie de Suíça”, Marcello Caetano acertou: vemos hoje analfabetos funcionais alçados ao Poder, com cursos homologados ao Domingo ou tirados em apenas 1 semestre; meninos mimados, que nunca trabalharam a sério, em lugares de primeiro-ministro e ministros; deputados escroques; e até um presidente da república que não fez o liceu e não sabe escrever correctamente.
“Resta o Sol, o Turismo e o servilismo de bandeja, a pobreza crónica e a emigração em massa”.
quinta-feira, 24 de abril de 2014
A elite política histriónica do pós-25 de Abril
Estamos a ser governados por amadores, gente para quem é mais importante aparecer na televisão do que defender e prestigiar Portugal. Ou então por profissionais da traição à pátria.
Para esta classe política (porque não se trata apenas deste Ministro da Defesa, do Partido Social Democrata), Portugal é um meio, e não um fim em si mesmo — como ficou demonstrado desde que começaram a existir as eleições para o parlamento europeu, e sobretudo quando Durão Barroso foi nomeado para Bruxelas. Ser ministro de um governo português já não é importante nem valioso senão na medida em que é um meio de se chegar a um quadro do FMI (Vítor Gaspar), ou a deputado no parlamento europeu, ou um quadro do BCE [Banco Central Europeu] (Vítor Constâncio), etc..
Por isso, não me interessa saber o que significou o 25 de Abril de 1974, mas antes o que significa o 25 de Abril de hoje; ou seja, interessa saber as consequências actualizadas do 25 de Abril de 1974, e não já as causas que foram bastamente objecto de análise histórica. O conteúdo do vídeo em epígrafe é o exemplo do que é o 25 de Abril de hoje.
E reparem como o ministro tentou justificar o injustificável: em um país decente, em que a classe política concebesse esse país como um fim em si mesmo, um ministro teria o cuidado de não se submeter a esta humilhação, por um lado, e por outro lado, mesmo que um caso fortuito desta índole acontecesse, um ministro digno sairia calado, remetendo quaisquer declarações para o seu adido de imprensa.
A nossa classe política perdeu a vergonha, porque já não considera que seja necessário ter vergonha quando se trata de se justificar perante o povo português (e aqui incluo todos os partidos com assento no parlamento). Para a nossa classe política, o povo português é uma merda!; é isto que significa, hoje, o 25 de Abril de 1974!


"A rocambolesca e provocatória prisão de José Sócrates realizada ontem à noite pela Policia Judiciária constitui um verdadeiro golpe de Estado em curso, desencadeado por intermédio daquela polícia e que visa directamente os partidos à esquerda do PSD.