terça-feira, 6 de janeiro de 2026

segunda-feira, 5 de janeiro de 2026

Sobre o ataque de Trump à Venezuela


Se alguém questionar a legalidade do ataque de Trump à Venezuela e o rapto do líder deste país, tome nota do seguinte:

Lembrem-se de que estamos em presença de um líder altamente corrupto, um criminoso de alto coturno que utilizou as suas altas funções de Estado para se abotoar ilicitamente com milhares de milhões de dólares, que manipulou eleições no sentido de se manter ilegalmente no Poder, usou os militares do seu país contra os seus próprios cidadãos, e, enquanto presidente, protegeu os seus amigos corruptos e perseguiu e puniu os seus adversários políticos.

Obviamente que o presidente da Venezuela não é muito diferente dele.

domingo, 4 de janeiro de 2026

Os ciganos têm que cumprir a lei


O Ludwig Krippahl aplica aqui a “lógica” do empirismo científico à política. Explico por quê.

Volto ao Princípio da Falsificabilidade, de Karl Popper. Vejamos a frase: “Todos os cisnes são brancos”. Esta proposição, entendida em si mesma, não pode ser objecto de investigação científica; a proposição só pode ser objecto da ciência se se verificar a existência, por exemplo, de um cisne preto. De igual modo, a proposição “todos os deuses falam grego” não pode ser objecto de investigação científica, a não ser que se verifique (ver “verificação”) a existência de um deus que fale, por exemplo, latim.

Ou seja, a ciência parte da “categorização da realidade”; a ciência divide os objectos da realidade em categorias empíricas para depois obter leis gerais. Esta “categorização da realidade” é fundada na indução — que é, também, a inferência conjectural ou não-demonstrativa, por exemplo, “eu induzo a presença de um cão se ouço ladrar”; a indução é o raciocínio que obtém leis gerais a partir de casos empíricos particulares.

A indução é o raciocínio por analogia que não tem, em si mesmo, um valor formal (matemático); mas a analogia é segundo Platão, “o mais belo de todos os nexos” e é indispensável à ciência.

É claro que nem toda a área científica se pode fundar na indução: por exemplo, o princípio da regularidade dos fenómenos naturais é, em si mesmo, um princípio geral que não pode ter sido estabelecido indutivamente. Mas, regra geral, a indução (e a inferência) é a base da investigação científica.

Notem bem, aqui, a noção de “regra geral”.

A “categorização da realidade”, através da indução / inferência, implica necessariamente a generalização. Não é possível categorizar os objectos da realidade sem generalizar; e não é possível a investigação científica sem a categorização.

Por exemplo, quando alguém diz que “os ciganos têm que cumprir a lei”, eu sei que esta proposição é baseada na indução, e, por isso sei que, necessária- e logicamente, há ciganos que cumprem a lei.

Não está em causa a verdade segundo a qual “há ciganos que cumprem a lei”. A questão, aqui, é o de saber quais são as dimensões relativas das duas categorias: a categoria dos “ciganos que cumprem a lei”, e a categoria dos “ciganos que não cumprem a lei”.

O Ludwig Krippahl reflecte assim o raciocínio acima mencionado:

“Dizer que os homens têm de ser menos violentos, ainda que possa ofender algum, reflecte uma preocupação legítima porque temos acesso a dados que mostram que os homens cometem a maior parte dos crimes violentos. Nem todos os homens violam a lei mas a correlação é significativa e é legítimo apontá-la”.

Quando dizemos que “os homens têm que ser menos violentos”, isso não significa que “todos os homens são violentos”: estamos apenas a seguir a indução que nos revela que uma determinada percentagem alta (verificada) de homens são violentos.

O tribunal que censurou os cartazes do André Ventura segue os princípios “woke” anticientíficos da Esquerda pós-modernista (ou pós-estruturalista). É um tribunal político e ideológico, e por isso, anticientífico. A posição anti-científica (ou cientificista, que vai dar no mesmo) da Esquerda pós-estruturalista já foi bastamente estudada e não deixa dúvidas.

Finalmente: partindo de um pressuposto objectivo e correcto, o Ludwig Krippahl descamba depois com insinuações subjectivistas acerca do eventual “racismo” de André Ventura.

Ou seja: segundo o Ludwig Krippahl, o André Ventura tem razão, mas não tem razão.

sábado, 3 de janeiro de 2026

Depois de Maduro, vem a Gronelândia

Depois de invadir a Venezuela sem mandato da ONU e sacar o petróleo, o palhaço irá ocupar a Gronelândia sem mandato da ONU para sacar minério; e se Portugal não se portar bem, a besta irá invadir os Açores por causa das base das Lajes.

Vivemos num mundo sem moral e sem lei. Vale tudo, até mesmo arrancar olhos.

trump clown web

quinta-feira, 25 de dezembro de 2025

O prelúdio da deriva “católica” do Bloco de Esquerda

Já escrevi aqui (na categoria “José Manuel Pureza”) que a nova deriva “católica” do Bloco de Esquerda do José Manuel Pureza é extremamente perigosa; mas ainda não vi ninguém da Direita a chamar a nossa atenção para o “novo” Bloco de Esquerda.

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Não tarda muito (isto é uma hipérbole) e iremos ver o José Manuel Pureza no lugar de Padre a conduzir a missa em directo na televisão, e com jeitinho o papa Leãozinho faz dele cardeal.

A nova ameaça é a aliança entre a hierarquia da Igreja Católica (o clero) e a Esquerda radical, iniciada pelo papa Chico e normalizada agora pelo Leãozinho.

O último papa foi Bento XVI. As duas personagens que se lhe seguiram não representam a Igreja Católica: não são hereges; são apóstatas.

A angústia da Igreja Católica progressista e apóstata, perante a miséria das multidões, obscurece a sua consciência de Deus.

Disse Jesus Cristo aos seus apóstolos:

“Sereis expulsos das sinagogas; há-de chegar mesmo a hora em que quem vos matar pensará estar a prestar um serviço a Deus! E farão isto por não terem conhecido o Pai nem a mim.”

S. João, 16, 2-3

O católico medieval sentia a transcendência como um atributo do objecto que é perceptível ao sujeito; no catolicismo apóstata da Igreja Católica do papa Leãozinho e do Bloco de Esquerda, não só a transcendência é um conceito absurdo, como dizer-se “cristão” é uma forma de indicar que não se luta contra o Cristianismo a partir de fora, mas sim a partir de dentro das estruturas e hierarquias institucionais cristãs (à boa maneira de Gramsci).

kiss trumps ass web

Donald Trump foi eleito duas vezes exactamente por causa desta Esquerda radical — desde Barack Obama até Joe Biden — acolitada pela Igreja Católica do Chiquinho.

Donald Trump tirou partido do voto popular contra a Esquerda da Ideologia de Género e do marxismo cultural , para se enriquecer, a si e à sua família, mas também para encher os bolsos dos seus acólitos mais próximos.

Donald Trump está a roubar o seu país.

Donald Trump é o presidente mais corrupto da História dos Estados Unidos, e transformou o seu país em uma república das bananas — tudo isto graças ao voto popular contra uma Esquerda radical anti-científica e intelectualmente corrupta, que recusa e nega as categorias lógicas da realidade.

A Esquerda radical não está isenta de culpa na eleição de Donald Trump.

terça-feira, 23 de dezembro de 2025

É preciso que o povo saiba o nome da juíza que julgou André Ventura


A inimputabilidade irresponsável dos juízes tem os dias contados. Os juízes têm que ser responsabilizados pelas suas decisões arbitrárias e pelos seus (muitos) actos gratuitos.

ciganos acvima da lei web

Muitas das decisões de juízes são salazarentas e bafientas na sua formalização (mas não necessariamente na sua substância). Nas suas decisões judiciais, a maioria dos juízes impõe à sociedade  a sua (deles) liberdade absoluta, próxima da liberdade da indiferença.

Isto tem que acabar.

A vontade dos juízes de provar a sua (deles) liberdade absoluta por intermédio de um acto político sem móbil constitui em si mesmo um móbil de violência política.

A decisão puramente subjectiva da juíza que julgou o caso dos “posters” dos ciganos, é um acto perpetrado em função de um capricho, embora um capricho reflectido e pensado, representando o exercício de um arbítrio total.

O objectivo do acto gratuito da juíza é o de afirmar uma liberdade total contra o Direito e contra os direitos da maioria, contra toda a moral e mesmo contra a Razão. Temos que saber o nome da juíza.

domingo, 21 de dezembro de 2025

A direita e a esquerda no Evangelho de S. Mateus


As noções actuais de “direita” e “esquerda” provêm da Revolução Francesa e da forma como os deputados da nova Assembleia Nacional Francesa se distribuíram pelos assentos.

Porém, no Evangelho de S. Mateus mencionou-se já a diferença dicotómica entre esquerda e direita.

Mateus, 25, 31-33

“Quando o filho do Homem vier na sua glória, acompanhado por todos os seus anjos, há-de sentar-se no seu trono de glória. Perante Ele, vão reunir-se todos os povos e Ele separará as pessoas umas das outras, como o pastor separa as ovelhas dos cabritos.

À sua direita porá as ovelhas e à sua esquerda, os cabritos.”

Idem, 25, 34

“O Rei dirá, então, aos da sua direita: 'Vinde, benditos do meu Pai! Recebei em herança o Reino que vos está preparado desde a criação do mundo'.”

Idem, 25, 41

“Em seguida, dirá aos da esquerda: ‘afastai-vos de mim, malditos, para o fogo eterno, que está preparado para o diabo e para os seus anjos!’”

Há mais de dois mil anos, Jesus Cristo sabia bem a diferença entre esquerda e direita.