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quarta-feira, 10 de abril de 2024

Ursula von der Leyen vai ter que ir para casa (dela)



Existe claramente uma aliança estratégica entre a plutocracia globalista, por um lado, e a esquerda radical, por outro lado — uma aliança de conveniência, como a que existia, por exemplo, na Idade Média entre o rei feudal (representando o Poder global do país) e os senhores feudais (os governos locais).

Desta aliança sui generis e mesmo contra-natura, surge um neo-feudalismo, que consiste na estratificação rígida das classes sociais, a abolição da classe média, e a restrição de elevadores sociais — ou seja, significa que tudo aquilo que foi defendido pela Esquerda depois do 25 Abril de 1974 e até ao fim do milénio, é hoje combatido pela actual Esquerda aliada aos mais ricos do mundo.

A Esquerda já não é a mesma; a actual Esquerda é fascizante; ou, pelo menos, é claramente contra a liberdade política.

Ursula von der Leyen representa a plutocracia globalista.

Enquanto a União Europeia começou já, oficialmente, a perseguição política aos criadores de gado holandeses, Macron foi ao Brasil garantir as importações de carne, deste país para a União Europeia. Isto tem menos a ver com ecologia do que com política, pura e dura.

A ideia segundo a qual o azoto polui, é das maiores mentiras veiculadas pelos plutocratas globalistas apoiados pelos internacionalistas radicais de esquerda. O azoto (ou nitrogénio) faz parte do ar natural que respiramos.

Para obviar à mentira inicial, os eco-fascistas inventaram argumentos alternativos: os alegados malefícios dos óxidos de azoto, e da amónia que é um derivado do azoto.

Para que o leitor tenha a noção do radicalismo totalitário dos eco-fascistas e globalistas: só a recente erupção vulcânica na Islândia emitiu mais amónia, óxidos de azoto e partículas para a atmosfera do que emitiriam 2.000 anos de criação de gado na Holanda.

Isto tem pouca relação com ecologia: tem a ver com dinheiro (plutocracia globalista) e Poder político (caciques locais de Esquerda). Juntou-se a fome com a vontade de comer. E o povo é que paga a factura.

terça-feira, 4 de janeiro de 2022

segunda-feira, 7 de janeiro de 2019

A ditadura de veludo imposta pela União Europeia

 

Vemos (neste vídeo) uma mãe holandesa — que empurra o carrinho com o seu bebé — a ser presa pela polícia holandesa apenas e só porque se recusou a retirar o colete amarelo que trazia vestido.

Nunca se verá a Esquerda (por exemplo, a Raquel Varela), e a “direitinha” politicamente correcta, a criticar este tipo de ditadura de veludo.

 

domingo, 30 de dezembro de 2018

Holanda: a Gestapo do politicamente correcto, ou “polícia do controlo das ideias”

 

Vemos nas imagens a nova Gestapo (controlada ideologicamente pela União Europeia) a prender aleatoriamente os cidadãos “coletes amarelos” holandeses.

 

segunda-feira, 13 de agosto de 2018

A felicidade das bestas

 

Vemos aqui, no Blasfémias, um fragmento de uma troca de correspondência privada que se torna pública, porque quem a quiser ler, pode ler. O assunto é a Holanda, o país de origem dos Anabaptistas, e mais concretamente, a Amesterdão, a cidade das putas nas montras.

red_street_amsterdam-web

Foi um holandês (de origem francesa e emigrado em Inglaterra), de seu nome Bernard de Mandeville, que deu o mote à sociedade moderna: “os vícios privados são virtudes públicas” — escreveu Mandeville. Só que a Holanda actual levou este princípio do holandês Mandeville ao seu limite previsível: os vícios públicos passaram agora a ser virtudes privadas: esta é uma das razões por que, na Holanda, as putas públicas se exibem em montras privadas.


Com o mundo moderno, o sucesso mundano passa a ser mais importante do que as exigências da ética.

Por isso, era necessário criticar a “hipocrisia” dos chamados “virtuosos” que praticavam a “caridade cristã”: a denúncia de Mandeville (e, mais tarde, na mesma linha de Mandeville, as críticas de Hutcheson, do paneleiro David Hume, e de Adam Smith aos “caridosos cristãos”) à caridade cristã tornou-se em uma nova forma de hipocrisia.

O holandês Mandeville (descendente de Huguenotes franceses), sublinhando a prosperidade natural do vício, torna-se no propagandista de facto daquilo a que, mais tarde, Adam Smith chamará de “mão invisível”.

Se o governo é ainda necessário (diz Mandeville), torna-se praticamente em uma espécie de “piloto automático”, se a máquina social está bem montada. A bebedeira, o deboche e o putedo fazem “avançar” o comércio e a indústria; até os assassinatos são úteis, na perspectiva da “felicidade da colmeia” — este conceito de “felicidade da colmeia” esteve na origem do princípio utilitarista, da autoria de Hutcheson (e não de Bentham, como se diz por aí), da “maior felicidade para o maior número”.

Mandeville foi o precursor da coisa. Depois dele surgiu quem lhe “dourou a pílula”: Hutcheson estabeleceu a trave-mestra do utilitarismo (que é uma versão moderna da ética da Escola Cirenaica): “a acção que consegue a maior felicidade para um maior número de pessoas”, afirma Hutcheson, “não pode ser má”. E quem não pertence ao “maior número”, que se foda! (Hutcheson não afirmou isto, mas infiro eu): para isso é que existe a eutanásia!

Mandeville já tinha denunciado a “hipocrisia da falsa caridade cristã” do assistencialismo aos pobres: diz Mandeville que é preciso deixar os pobres sofrer as leis naturais e, sobretudo, alegrar-nos com a abundância de crianças pobres mas com mérito, que foram educadas na resignação porque são “o maior e o mais vasto beneficio que provém da sociedade” (sic). Ou seja, se os pobres tiverem mérito, está tudo bem porque resignados estão; mas se houver pobres sem mérito, então não fazem parte do princípio da “felicidade para o maior número”... e portanto, que se fodam!

E o panasca David Hume, na sequência de Mandeville e de Hutcheson, questiona-se: « ¿se a utilidade é o fundamento da virtude, como qualificar de “vício” aquilo que é útil?! ». Ora aqui está!

Defendendo-se em causa própria, o fanchono pergunta ¿como pode ser “vício”, por exemplo, a utilidade do apanascamento nos WC públicos, ou a utilidade de arrear as calças na via pública?! — porque quem “arreia a jiga” na rua, ou se apanasca pelas esquinas e bosques públicos, serve-se da utilidade ditada pelos seus próprios interesses. ¿Haverá maior utilidade do que a do nosso próprio interesse?!

Finalmente, Adam Smith retirará qualquer resquício de moral (ainda existente) da actividade económica. Os negócios são negócios; amigos à parte.

O que interessa é a “felicidade da colmeia”, ou, nos tempos que correm. a felicidade das bestas.

domingo, 2 de abril de 2017

¿A tua vida está completa? Então vai suicidar-te à Holanda!

 

«Last October we reported that the Dutch government were planning to expand their euthanasia law to include people who are not physically or psychologically suffering but who believe that their "life is complete."

The DutchNews.NL reported that the Dutch doctors association (KNMG) was not in favour of developing a section of the euthanasia law to prescribe lethal drugs for "completed life."»

Dutch doctors group rejects separate rules concerning euthanasia for "completed life."

O governo holandês prepara uma lei de “suicídio assistido”, pago pelo Estado, para as pessoas na idade de reforma, saudáveis mas que “sentem que a sua vida está completa” (sic). Trata-se de poupar o dinheiro das reformas, matando os idosos saudáveis.

Anseio pelo dia da instituição de um Estado islâmico na Holanda; vai ser um festival ver esses políticos enforcados na praça pública.

quinta-feira, 30 de março de 2017

O André Abrantes Amaral é mais ao cheiro, porque parece ser surdo

 

O André Abrantes Amaral corrobora o Jeroen Dijsselbloem, falando em “cegueira geral”. Eu diria, em contraponto, que os flatos têm cheiro por causa de pessoas como o André Abrantes Amaral: é que ele parece ser surdo: de outro modo, se os flatos não fossem cheirosos, ¿como poderia ele saber o que é um peido?

Convém dizer o seguinte:

  • se o Jeroen Dijsselbloem se referiu (com “as putas e vinho verde”) à classe política corrupta portuguesa — a começar nos amigos de Cavaco Silva (Partido Social Democrata) e acabando nos amigos de António Costa (Partido Socialista) —, e às elites corruptas em geral (a chamada “ruling class”), então o Jeroen Dijsselbloem e o André Abrantes Amaral têm razão;
  • mas se o Abrantes (“tudo como dantes, no quartel de Abrantes”), teima em ser surdo e em dizer que o povo português, em geral, “era só putas e vinho verde”, e que (por exemplo) os desempregados se encontram sem trabalho por terem sido uns boémios putanheiros — então teremos que mandar o Roque e a Amiga à bardamerda.

domingo, 26 de março de 2017

Vasco Pulido Valente e a “dor de corno histórica” de Jeroen Dijsselbloem

 

Alguém explique ao Vasco Pulido Valente que Calvinismo não é a mesma coisa que luteranismo: ele mistura aqui alhos e bugalhos. E o Pedro Arroja vai logo atrás da “autoridade de direito” do Vasco Pulido Valente que cai na falácia ad Verecundiam.

“José Manuel Fernandes foi o único a perceber que o comentário do sr. Dijsselbloem era um comentário de calvinista. Infelizmente, acabou aí. Mas vale a pena continuar. Garton Ash já pediu em público aos seus amigos Merkel e Schäuble que não tratassem a crise do Euro como “um ramo da teologia” e, para uso dos zoilos, também já explicou que esta perversão vem das profundezas da cultura alemã.”

Ó Vasco: “calvinista” é o caralho! E mesmo que Jeroen Dijsselbloem fosse calvinista, Merkel e Schäuble seriam luteranos (e não calvinistas). E se não sabes a diferença entre Calvinismo e luteranismo, Vasquinho, mete a viola ao saco.

Ó Vasco: não é Calvinismo: é racismo. É uma “dor de corno histórica”.

É, por exemplo, o português e o espanhol como línguas literárias e internacionais, e o holandês que é uma língua de grunho. ¿Alguém fala holandês? Só os grunhos! ¿Que civilização nos têm para oferecer, os holandeses? ¿Tulipas e moinhos de vento? Até a pintura clássica era flamenga (influência belga), e não propriamente holandesa. A Holanda foi uma colónia secundária da Espanha dos Filipes, e só como colónia de Espanha granjeou alguma notoriedade na Europa. E depois foi colónia dos ingleses, no tempo de John Locke e depois da revolução inglesa do século XVII. E a seguir foi submetida sucessivamente pelos franceses (Luís XIV) e pelos alemães. E hoje é uma colónia da Alemanha de Merkel e Schäuble.

Ademais, a tese de Max Weber acerca do capitalismo — “A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo”, 1905 — é apenas uma teoria.

A verdade é esta: na Europa, os Bancos surgiram, em primeiro lugar, no sul católico (em França com os Templários século XIII, e mais tarde, em Itália com os Monti di Pieta, século XIV e XV). Só mais tarde surgiu na Alemanha a Liga Hanseática. O prémio de seguro de risco foi inventado pelos franciscanos menores em Itália do século XII. A renascença italiana não foi outra coisa senão a exuberância capitalista das cidades-estado.

O capitalismo nasceu no sul da Europa, católico.

O que não podemos fazer é confundir capitalismo, por um lado, com revolução industrial, por outro lado. A revolução industrial surgiu em Inglaterra (e não na Holanda) na sequência das guerras civis do século XVII que separaram o Estado, por um lado, e as diferentes religiões, por outro lado (ergo, desenvolvimento da Ciência e da Técnica).

quarta-feira, 22 de março de 2017

Jeroen Dijsselbloem: “No sul da Europa, é só putas e vinho verde”

 

Na década de 1980, quando pela primeira vez visitei Amesterdão e passeei pelas ruas com lanternas vermelhas à porta e montras com mulheres nuas, comentei com alguém: “aqui na Holanda, é só putas e cerveja belga”. Afinal e agora, o ministro holandês das finanças inverteu o sentido da coisa: agora é o sul da Europa — e já não a Holanda — onde há putas nas montras e com álcool à mistura.

Bem sei que, entretanto, a Holanda mudou. Agora, as mulheres holandesas necessitam dos homens muçulmanos imigrantes — porque os homens holandeses autóctones (por exemplo, Jeroen Dijsselbloem ou Geert Wilders) já não “dão conta do recado”. Ao Jeroen Dijsselbloem só lhe resta a cerveja belga, porque, de mulheres, estamos conversados.

O homens do norte da Europa sofrem hoje do “síndroma das putas e vinho verde”: por um lado, não produzem vinho verde (o clima não o permite); e por outro lado, já não têm pedalada para as suas próprias mulheres, a ponto de serem obrigados a importar machos islamitas para as cobrir.

 

quinta-feira, 1 de dezembro de 2016

O Leonídio é burro que nem uma porta

 

Khadija_Arib“A Holanda juntou-se a França, Bélgica e Bulgária e está prestes a tornar-se o quarto país europeu a proibir a burqa e o niqab nos transportes e edifícios públicos.

(…)

É bem simbólico que a adopção da lei por 132 dos 150 deputados tenha sido anunciada por Khadija Arib, de origem marroquina e que preside o Parlamento. Trata-se de uma prova de que a Holanda é um país capaz de integrar os imigrantes, fiel, aliás, a uma tradição de tolerância religiosa que tem séculos e que beneficiou muito os judeus expulsos de Portugal.”

Nem burqa nem Niqab


Portugal expulsou os judeus, não por serem judeus (de raça judia, ou de religião judia), mas por serem hereges católicos.

A diferença da península ibérica (em relação ao resto da Europa) no tratamento dos judeus, residia no facto de os reis portugueses (D. João II e D. Manuel I) terem sido persuadidos a transferir o desejo de exterminação (normal já na Alemanha ou em Itália), para uma política de conversão compulsiva ao catolicismo, transformando assim um “problema de judeus” em um “problema de hereges” — o que levou à expulsão de hereges, e não de judeus de raça ou/e credo.

Oficialmente, o Reino de Portugal não expulsou judeus de raça ou credo: em vez disso, expulsou hereges católicos.


Se é certo que o Alcorão não fala especificamente em Burka ou Niqab (24:31), os Hadith (pregações do profeta) e a Sunna (actos do profeta) referem-se a ambas as vestimentas e recomendam o uso de ambas “conforme a consciência da mulher”.

Para que o leitor tenha uma ideia: o Alcorão (isto é uma analogia!) é uma espécie de Código Penal; os Hadith e a Sunna são uma espécie de Código de Processo Penal, ou seja, tornam mais específico, conciso e detalhado aquilo que é ambíguo ou impreciso no Alcorão (por exemplo, o versículo 24:31 do Alcorão).

Se seguirmos os Hadith e a Sunna, podemos afirmar que o Hijab, o Niqab ou a Burka são formas de vestir recomendadas pelo Islão (são todas recomendáveis e dependem apenas da consciência de cada mulher islâmica). Ou seja: a deputada holandesa de origem marroquina Khadija Arib não segue o Islão à risca.

quinta-feira, 7 de abril de 2016

Holandeses contra a União Europeia

 

Na Holanda, os referendos são válidos com 30% de votos do universo eleitoral; em Portugal são precisos 50%. Acresce que existe uma nova lei na Holanda que legitima um qualquer grupo de cidadãos a pedir um referendo sobre legislação da União Europeia que afecte o país. Em contraponto, em Portugal nunca houve um referendo sobre qualquer legislação ou Tratado ratificado pelo Estado português em relação à União Europeia.

Pelo que se vê, Portugal pretende dar lições de democracia ao mundo...

Realizou-se recentemente na Holanda um referendo sobre o novo Tratado entre a União Europeia e a Ucrânia. O resultado do referendo foi negativo, ou seja, a maioria dos referendários não concorda com esse Tratado — o que não significa que os holandeses tenham alguma coisa contra os ucranianos, mas antes significa que os holandeses são genericamente contra as políticas antidemocráticas da União Europeia.

terça-feira, 17 de novembro de 2015

Pílula da morte, grátis, na Holanda

 

Na Holanda prepara-se a legalização de distribuição gratuita da pílula da morte para pessoas com 70 ou mais anos. Qualquer pessoa com 70 ou mais anos, mesmo que não esteja doente, poderá dirigir-se a uma farmácia e requisitar grátis e livremente a pílula da morte, e suicidar-se.

pilula-da-morte

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

Isto é moderno e progressista

 

« "During that first ovulation period, the guys would stop by and after every attempt, we'd have a cup of tea while Daantje sat on the couch with her legs up in the air.

Thankfully, it only took two months for her to get pregnant, because I remember thinking, Imagine if we have to do this for a full year: all those jars of semen and basters and all that," elaborates Dewi. »

These Five People Are About to Have a Baby Together

familia-do-putedoO que não é novo neste conceito de “família” é a mulher enquanto puta

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O abismo moral da Europa e o Totalitarismo Jurídico

 

A ética de John Locke pode ser resumida em três pontos essenciais:

1/ O Criador do universo, na sua condição de criador, exerce um poder e um direito de propriedade sobre tudo o que Ele cria.

2/ Os direitos humanos não são mais do que a contrapartida daquilo que a Lei Natural — que decorre dos direitos de propriedade do Criador — impõe ou impede que se faça aos outros.

3/ O útil não é o fundamento da lei jurídica nem a razão pela qual esta obriga, mas antes é a consequência da observância da lei.

No primeiro ponto, qualquer teoria que reclame o “direito à propriedade do meu corpo” é recusada; o corpo não é meu. O aborto e suicídio são faltas, não só à luz da Lei Natural como à luz do Direito Positivo.

No segundo ponto é recusada a ideia segundo a qual os direitos humanos são aquilo que a política de cada espírito do tempo quiser que sejam, e ao sabor das modas.

O terceiro ponto defende a ideia segundo a qual a utilidade decorre do cumprimento da lei e tendo em conta os dois pontos anteriores — e não é a utilidade que fundamenta ou condiciona a feitura das leis: o que é útil é a consequência da existência de leis, mas não é aquilo que é útil que deve ser o critério fundamental de construção do Direito Positivo.


Naturalmente que haverá sempre alguém que pode dizer que “não há prova de que exista um Criador do universo”. Porém, a ausência de prova é apenas uma prova de ausência, e nada mais do que isto; este argumento não é logicamente válido. E, por outro lado, só um estúpido ou um “cientista” actual não concordará que o universo deve ter uma causa; e a essa causa convencionou-se chamar de Criador ou Deus.

Eu, que vivo no século XXI, considero que essas três premissas da ética de John Locke continuam válidas — não porque simpatize necessariamente com elas, mas porque a razão e a lógica me compelem a aceitá-las como válidas. E mesmo que haja por aí alguém que não simpatize com essas três premissas, tratar-se-á de puro gosto pessoal, mas dificilmente poderá argumentar racionalmente contra elas.

Uma coisa é aquilo que eu gosto; e outra coisa, diferente, é aquilo que o raciocínio me obriga a aceitar, mesmo que não gostemos de aceitar essa coisa. Segundo John Locke, e com razão, uma coisa é o direito como regra de acção obrigatória e que é criadora do laço do direito; mas outra coisa diferente é o direito como puro poder de uso ou usufruto. O meu corpo não é meu: apenas tenho o direito de uso ou usufruto do meu corpo.

“Pelo vínculo do direito deve entender-se o vínculo da lei natural segundo o qual todos são obrigados a pagar uma dívida natural, ou seja, a cumprir o dever natural que lhe incumbe em razão da sua natureza própria ou de sofrer a pena em caso de delito.” — John Locke, Essays on the law of nature, VI, 181, Oxford University Press, 1986

eutanasia-webO que me espanta, até à incredulidade, é que estas três premissas de John Locke, que fundamentaram o Direito Positivo ocidental até há pouco tempo, estejam a ser colocadas em causa pelo Direito europeu. Desde logo, o Direito Positivo europeu actual coloca o útil como pressuposto da feitura das leis — por exemplo, a recolha de órgãos humanos está na base da lei da eutanásia a “pedido do cliente” da Bélgica e na Holanda. Depois, o Direito Positivo europeu defendido pelo Tribunal Europeu dos "Direitos Humanos" assenta exclusivamente em um critério de liberdade negativa do indivíduo, fazendo de conta que a liberdade positiva não existe — por exemplo, "casamento" gay, adopção de crianças por pares de invertidos, "barriga de aluguer", procriação medicamente assistida para toda a gente, e outros “direitos” a torto e a direito.

Podemos afirmar, de uma forma objectiva e baseada em factos insofismáveis, que a Europa está em decadência acelerada. Não se trata aqui de pessimismo da minha parte. Não há um fundamento racional para o que se está a passar na Europa em matéria de Direito Positivo. Já não existe uma base lógica e racional para as leis que se fazem na Europa senão um critério de pura utilidade que torna as leis arbitrárias e dependendo apenas e só da moda de cada época.

É perfeitamente racional que possamos supôr que toda e qualquer irracionalidade traduzida em lei passa agora a ser possível na Europa: e essa irracionalidade e arbitrariedade jurídica traduz-se em um Totalitarismo Jurídico — uma nova forma de totalitarismo ou de fascismo.

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

O simbolismo de uma Europa decadente

 

Ahmed Aboutaleb nasceu em Marrocos, é muçulmano, descendente de etnia berbérica, e é o Presidente da Câmara Municipal da cidade holandesa de Roterdão. Se me perguntassem, apenas há vinte anos, se seria possível haver um Presidente da Câmara Municipal marroquino — de seu nome Ahmed Aboutaleb, ou Ossama Bin Laden, ou o que seja — de uma cidade do norte da Europa, eu diria que era uma impossibilidade.

Qualquer semelhança entre a Holanda do Ahmed Aboutaleb, por um lado, com os Estados Unidos de Barack Hussein Obama, por outro lado, é pura coincidência. Nos Estados Unidos ainda se jura a Constituição com a mão sobre a Bíblia de Jorge V.

Ainda vou ver o rei da Holanda chamar-se Abdul Aamir Ghaffar, ou coisa que o valha.

Ahmed Aboutaleb