Mostrar mensagens com a etiqueta Rolando Almeida. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Rolando Almeida. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 5 de julho de 2017

O grau zero da ética

 

Quando nós temos gente miserável, do ponto de vista ético, a dar aulas de filosofia aos nossos filhos ou netos, deparamo-nos com artigos destes ilustrados com imagens como esta aqui em baixo:

peter-singer-obesidade-custos

O problema ético da obesidade, segundo o Rolando Almeida (que segue o guru Peter Singer), são os “custos extras”.


Bobbi-Jo-Westley-webPodemos inferir do “raciocínio” do Peter Singer (que o Rolando Almeida venera) que “se a obesidade não tivesse custos extras” — por exemplo, se existisse a eutanásia compulsiva para os obesos — “não haveria qualquer problema ético com a obesidade”. E nada vale ao Rolando Almeida meter o Desidério Murcho na “cumbersa” — porque se o Desidério Murcho pensa da mesma maneira que o Rolando Almeida, é tão sabujo quanto ele.

Vemos, por exemplo, aqui ao lado a foto de uma mulher que pesa 250 kg e diz que se sente orgulhosa em ter as ancas mais largas do mundo com 2,41 metros.

Basta olharmos para ela para percebermos intuitivamente que o problema dela não são os “custos extras”; qualquer pessoa mentalmente saudável — que não seja o Rolando Almeida ou o Desidério Murcho — percebe intuitivamente que o problema dela é o da sua própria saúde, e que o valor da saúde dela está antes (vale mais do que) de qualquer custo material que possa existir em relação à sua condição existencial.

Por outras palavras: não existe qualquer consenso sobre quanto vale uma vida humana — mas o Peter Singer, o Rolando Almeida e o Desidério Murcho, entre outros, já fizeram as contas e já sabem quais são os “custos extras” de uma qualquer vida humana.

O problema acontece quando nos calha a nós próprios. O Peter Singer andou décadas a dizer que a vida dos doentes de Alzheimer não valia a pena ser vivida, mas quando a mãe dele contraiu a doença de Alzheimer, Peter Singer contratou as melhores enfermeiras para estarem com ela 24 horas por dia. E é este filho-de-puta incoerente que é adorado por “professores de filosofia” que escrevem livros, mas que têm um défice cognitivo evidente.

Reduzir os valores da ética aos “custos”, é de um cinismo inqualificável; ou é próprio de um mentecapto.


O verbete do Rolando Almeida em ficheiro PDF

terça-feira, 8 de novembro de 2016

O Cristiano Ronaldo, o Rolando Almeida, e Nozick

 

O Rolando Almeida escreve aqui:

“Cristiano Ronaldo assinou novo contrato com o Real Madrid, o seu clube. Passa a ganhar cerca de 2 milhões de euros de salário por ano. Será moralmente justo? Deve o Estado intervir e cobrar mais impostos ao vencimento do Ronaldo para equilibrar a redistribuição da riqueza? Se o Ronaldo não é totalmente responsável pelo seu talento (pode ser hereditário) será justo ganhar mais que todos os outros que não podem competir pela lotaria da natureza em igualdade de circunstâncias? Vale a pena aproveitar a ocasião e perder 30 minutos a ver esta aula de Harvard com o professor e filósofo Michael Sandel”.

E depois segue o vídeo.


Ora bem. Michael Sandel é um comunitarista (não confundir com “comunista”), tal como, por exemplo, MacIntyre. Portanto, Sandel tem uma posição publicada contra Nozick e contra o libertarianismo. Mas, por outro lado, Sandel (como todos os comunitaristas, por exemplo, Alasdair MacIntyre, Charles Taylor, e até Michael Michael Walzer) também é crítico do utilitarismo nas suas diversas manifestações, incluindo John Rawls. O vídeo não apresenta a opinião de Sandel.

O libertarianismo parte do princípio do “I Own Myself” (“eu sou proprietário de mim próprio”); o princípio está errado, e por isso a teoria consequente está errada.

Eu só seria proprietário de mim próprio se eu fosse o criador (existencial) de mim mesmo; e mesmo que eu fosse o criador de mim próprio, a criação é limitação (o criador limita aquilo que é criado); porque a criação é transformar qualquer coisa em alguma coisa.

Mas o facto de eu não ser o proprietário de mim próprio não significa que eu seja propriedade de outro ser humano ou do Estado. Nem significa que o Estado possa alegar a “defesa da minha liberdade” tornando-me propriedade dele.

A única forma de ultrapassar este problema é pensar como Montesquieu: “Se Deus não existisse, teria que ser inventado” — porque a partir do momento em que Deus não exista, o Estado passa a ser o deus que é nosso proprietário (Rolando Almeida); ou então, na ausência de Deus, passamos conceber-nos a nós próprios como “proprietários de nós mesmos”, como pensam os libertários e Nozick.

A partir do momento em que o conceito de “propriedade” passa ter um cariz metafísico, torna-se mais fácil estabelecer o equilíbrio de interesses entre aquilo que é direito de propriedade do Cristiano Ronaldo, por um lado, e aquilo que é o direito de propriedade do Estado e da sociedade em geral, por outro lado.

sexta-feira, 1 de abril de 2016

Não é ódio a Peter Singer: é a massa crítica que falta ao Rolando Almeida

 

“A base do argumento de Singer neste livro é a seguinte: Se uma acção x produzir um maior bem para mais pessoas, então é uma acção moralmente correcta”.

→ Rolando Almeida (professor de filosofia)


Não há qualquer dúvida histórica de que o holocausto dos judeus por parte do partido nazi beneficiou (materialmente) a esmagadora maioria dos alemães. Mas, da acção do extermínio nazi dos judeus não se pode dizer que foi moralmente correcta — a não ser que o Rolando Almeida pense o contrário, o que não me surpreenderia.

O argumento do “ódio contra Peter Singer” é risível, se não fosse perigoso: dá a ideia de que qualquer crítica a determinados raciocínios politicamente correctos é sempre uma expressão de ódio. Tudo o que afronta racionalmente o politicamente correcto é fobia!

Já demonstrei (racionalmente!; não se trata de uma fobia) que a doutrina ética do “especismo” de Peter Singer, por exemplo, é incoerente. E fica aqui demonstrado racionalmente que o Rolando Almeida é estúpido.

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

A falsa separação entre lei jurídica, por um lado, e norma moral, por outro lado

 

A julgar por este texto do Rolando Almeida, podemos pensar que o Estado é moralmente neutro.

“A segunda distinção a ter em conta é entre o que é legal e o que é moral. Muitas vezes, como vi acontecer programa de TV, associamos o legal e o moral. E é verdade que muitas das leis são derivações da racionalidade moral. Mas o que é moral é muito diferente do que é legal. Para o perceber basta pensar que nem tudo o que é de lei é necessariamente moral, como o que é moral não tem de ser necessariamente legal. A escravatura foi durante muito tempo legal e daí não se segue necessariamente que seja moral”.

É impossível existir neutralidade entre a não-neutralidade, por um lado, e a neutralidade, por outro lado. O Estado toma sempre partido moral. A putativa neutralidade moral do Estado — invocando a neutralidade moral da lei — é um sofisma.

Uma lei jurídica é uma norma.

A norma é o critério ou princípio que rege a conduta ou o comportamento, ou ao qual nos referimos para fazer um juízo de valor; e é "normativo" qualquer juízo ou discurso que enuncie tais princípios. A norma é facilmente associada às noções de lei ou de regra, porque conduz à prescrição dos comportamentos ou dos estados aos quais está ligado em valor especial – e porque, tal como acontece com a lei e com a regra, é fixada por um indivíduo, um grupo ou uma instituição. Uma norma é instituída em relação a uma medida, ou a um ideal.

Ser “normativo” é privilegiar os valores, ou mesmo impor os valores. E só uma comunidade de valores pode fundar a adesão a um juízo normativo.

terça-feira, 26 de janeiro de 2016

Emotivismo Moral

 

“Outra teoria meta-ética importante é conhecida como emotivismo ou não cognitivismo. Os emotivistas, como A. J. Ayer (1910-1988), no capítulo 6 de Linguagem, Verdade e Lógica, defendem que nenhuma afirmação ética tem literalmente sentido. Não exprimem quaisquer factos; o que exprimem é a emoção do locutor.

Os juízos morais não têm nenhum significado literal: são apenas expressões de emoção, como resmungos, bocejos ou gargalhadas.

Logo, quando alguém diz «a tortura está errada» ou «devemos dizer a verdade», está a fazer pouco mais do que mostrar o que sente em relação à tortura e à honestidade”.

→ Emotivismo Moral

Deveríamos perguntar ao A. J. Ayer se a sua (dele) proposição ética exprime quaisquer factos, ou se apenas exprime a emoção dele.

E o Rolando Almeida e o Desidério Murcho deveriam colocar esta pergunta aos seus (deles) alunos.

domingo, 18 de outubro de 2015

A confusão ontológica do Rolando Almeida entre um bebé e um touro

 

Escreve o Rolando Almeida:

Assistimos hoje em dia a inúmeras discussões sobre a moralidade das touradas. Ocorre ocasionalmente o seguinte argumento:

“Os animais não humanos não têm quaisquer direitos morais, pois também não têm deveres. E só tem direitos quem tem deveres. Como os animais não têm deveres, logo, não têm direitos”

Podemos recorrer a um argumento válido, sólido e cogente para refutar este argumento:

(P1) Se só possuísse direitos morais quem tem deveres morais, então os bebés não teriam direitos, pois não têm quaisquer deveres.

(P2) Ora, os bebés possuem direitos, mas não têm deveres morais

(c) Logo, é falso que só possui direitos quem tem deveres.


Premissa 1: O genoma de um bebé é diferente do de um touro;
Premissa 2: um bebé é um ser humano adulto em potência, porque tem um genoma idêntico ao de um ser humano adulto;
Conclusão: Logo, é um sofisma atribuir a um touro os direitos idênticos aos de um bebé, ou fazer uma comparação entre direitos de um touro e os de um bebé.

Explicando o raciocínio:

1/ O genoma de um ser humano determina a noção de “direito”, na medida em que só os seres humanos têm direitos propriamente ditos.

2/ Um touro não tem direitos, na medida em que não os pode atribuir a si mesmo; quem atribui direitos ao touro é o ser humano, por extensão dos que este já tem por natureza, ou por mimetismo cultural: é o ser humano que dá direitos ao touro (seja o touro adulto, ou não), e não é o touro que atribui direitos a si mesmo.

3/ O ser humano tem direitos per se que decorrem da sua racionalidade que é ontologicamente exclusivista.

4/ Dado que os genomas de um ser humano adulto e o de um bebé são idênticos, segue-se que um bebé é um adulto em potência — ao passo que um touro nunca é nem será um ser humano em potência.

5/ Portanto, um touro e um bebé, ou um touro e um ser humano em coma, por exemplo, não podem ter os mesmos direitos (ou direitos idênticos, ou direitos semelhantes) porque são ontologicamente diferentes.

sexta-feira, 3 de abril de 2015

Professores universitários ingleses defendem que deveria ser legal matar uma criança nascida

 


« Parents should be allowed to have their newborn babies killed because they are “morally irrelevant” and ending their lives is no different to abortion, a group of medical ethicists linked to Oxford University has argued.

The article, published in the Journal of Medical Ethics, says newborn babies are not “actual persons” and do not have a “moral right to life”. The academics also argue that parents should be able to have their baby killed if it turns out to be disabled when it is born.

The journal’s editor, Prof Julian Savulescu, director of the Oxford Uehiro Centre for Practical Ethics, said the article's authors had received death threats since publishing the article. He said those who made abusive and threatening posts about the study were “fanatics opposed to the very values of a liberal society”. »

→ Killing babies no different from abortion, experts say

Eis o resultado da teoria ética darwinista, naturalista e utilitarista de Peter Singer.

baby-bornMuitos idiotas dizem que Karl Marx não foi co-responsável pelos Gulag soviéticos; ou que Nietzsche não foi co-responsável pelo nazismo, são os mesmos idiotas que dizem que o utilitarismo exacerbado de Peter Singer não é co-responsável pelo infanticídio.

Peter Singer não deveria apenas ser forçado a deixar a universidade: deveria ser preso e julgado por um novo crime a criar no ordenamento jurídico internacional: “crime contra a humanidade em potência” — porque as ideias têm consequências. Peter Singer pode ser comparado a um clérigo radical islâmico que defende o assassinato de pessoas inocentes: o lugar dele é na prisão.

Mas não só: professores de “filosofia”, como por exemplo o Rolando Almeida, que defendem publicamente as ideias de Peter Singer, deveriam ser forçados a abandonar o ensino. A tolerância tem os limites da misericórdia em relação ao ser humano: a impiedade em relação ao ser humano não pode ser, de modo nenhum, tolerada.

A liberdade de expressão tem limites. Por exemplo, não podemos tolerar  liberdade de expressão racista do Ku Klux Klan; assim como não podemos tolerar a liberdade de expressão de gente que segue a ideologia de Peter Singer. Não se trata, aqui, de um “politicamente correcto” da minha parte: trata-se da defesa da inviolabilidade da vida do ser humano, o que é uma questão metafísica que vai para além da ética exclusivamente humana e da política.

Se ter o direito de defender publicamente o assassínio de crianças nascidas faz parte do liberalismo político, então tratemos urgentemente de acabar com ele.

segunda-feira, 5 de janeiro de 2015

Rolando Almeida deveria ser banido do ensino de filosofia

 

Rolando Almeida transformou o ensino de filosofia em um processo de lobotomia ideológica dos seus alunos. Rolando Almeida vê a filosofia como se fosse uma extensão da sua ideologia política, e é assim que a “ensina”.

Rolando Almeida apresenta no seu blogue um vídeo da autoria do actor inglês Stephen Fry sobre a moralidade, que se pode ver abaixo. O argumento do Rolando Almeida incorre na falácia ad Verecundiam, mas os seus alunos nunca saberão o que é uma falácia ad Verecundiam. O que interessa ao Rolando Almeida é a lobotomia política/ideológica dos seus alunos.

Ideologia política, e não filosofia


O Rolando Almeida é perigoso, porque é estúpido. Não sei como foi possível àquele indivíduo tirar um curso de filosofia. A redução ao absurdo dos argumentos de Rolando Almeida e do seu amigo actor inglês pode ser lida aqui.

Por exemplo, não podemos basear a moral na “empatia”, porque há muitas pessoas que não são capazes de empatia — é da natureza dessas pessoas não ter grande propensão para a empatia. O Rolando Almeida não tem o direito de simplificar a ética de tal modo que a reduza a uma ideologia política; o Rolando Almeida não tem o direito de enganar os seus alunos.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2014

A falácia ad Verecundiam e a burrice do Rolando Almeida

 

burro com oculos 300 web“Um dos erros mais elementares consiste em pensar que uma pessoa ou é religiosa e por isso espiritual ou não é religiosa e por isso pouco ou nada espiritual. Na verdade uma pessoa pode ser religiosa e muito pouco espiritual (mesmo pensando que é profundamente espiritual) e pode ser não religiosa e profundamente espiritual. Isto porque a dimensão espiritual não é uma propriedade exclusiva das religiões nem das crenças religiosas.

Edward O. Wilson é talvez o biólogo vivo mais respeitado no mundo e professor emérito da Universidade de Harvard, com um currículo de mais de 100 prestigiados prémios.”

→ Ciência, espiritualidade e humanidades, por Rolando Almeida


1/ o Rolando Almeida fala em “espiritual” sem que se saiba o que se pretende dizer com “espiritual”. Por exemplo: uma pessoa que gosta de música clássica ¿é, só por esse facto, “espiritual”? ¿O que significa “espiritual”?

Espiritual vem do latim spiritus, que significa “sopro”. Em filosofia (vamos deixar a teologia de parte!), o espírito é aquilo que se opõe à natureza e à matéria; é um princípio imaterial que é considerado primordial na escala da essência e do conhecimento.
Segundo Hegel, o espírito é o princípio racional que anima a História; e o Espírito Absoluto — segundo Hegel — é o espírito que alcançou a sua verdade ou a sua realização absoluta através da mediação da arte, da religião e da filosofia. Portanto, até Hegel, que defende um monismo, alia necessariamente a religião ao espírito.