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sexta-feira, 16 de setembro de 2022

O PAN (Pessoas-Animais-Natureza) quer pôr automóveis eléctricos a puxar os andores das festas de Lamego


“O partido Pessoas-Animais-Natureza (PAN) mostrou-se esta quinta-feira contra o uso de bois na procissão do triunfo, um dos pontos altos das Festas em Honra da Nossa Senhora dos Remédios, em Lamego, que terminaram na passada sexta-feira, dia 9 de Setembro.”

Podemos ver, no vídeo em baixo, a procissão da Festa de Nª Sra. dos Remédios, em Lamego. Podemos verificar que passaram quatro juntas de bois, e em nenhum dos casos o peso dos andores era “extremamente pesado” (como diz o PAN).

O que preocupa o partido PAN (Pessoas-Animais-Natureza) não são os bois: é a tradição que os preocupa; é a felicidade do povo. O PAN tem ódio à felicidade do povo.

Aplica-se ao PAN a frase do aristocrata escocês Thomas B. Macaulay:

« Os puritanos detestavam os combates de ursos — não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores. »


sexta-feira, 31 de julho de 2020

A diferença ética e ontológica entre o Bloco de Esquerda e o IL (Iniciativa Liberal)

Nicolás Gómez Dávila escreveu o seguinte, acerca do regime de democracia representativa:

“Hay que repetirlo y repetirlo: la esencia de la democracia es la creencia en la soberanía de la voluntad humana.”

Desta vez não concordo com ele. A democracia americana, tal como estipulada originalmente pela Constituição dos Estados Unidos, não prescinde de Deus: a vontade humana, neste caso, só existe com o beneplácito da vontade de Deus.

Se a vontade humana for uma consequência da vontade de Deus, então a vontade humana torna-se dependente de um primeiro princípio, ou de um axioma — ou de um “dogma” como se escreve aqui. E, sendo dependente, a vontade humana não é soberana, mesmo que o ser humano viva em democracia.

O facto de se viver em democracia não significa necessariamente que se imponha, na cultura antropológica  a crença  na soberania da vontade humana.


“O que está a acontecer é uma revolução cultural e uma mudança de paradigma. Há cada vez mais pessoas que salvariam o seu cão em vez de um vizinho (des)conhecido de se afogar. O Humanismo está em falência não por ser errado, mas porque não tem sabido reconhecer no Animalismo um inimigo fatal.”

→ Em defesa dos direitos humanos ou introdução ao artigo de Joaquim Grave


Existe uma diferença de propósitos entre o liberalismo (utilitarismo) de Stuart Mill, por um lado, e o marxismo cultural, por outro lado.

O liberalismo utilitarista de Stuart Mill [representado actualmente em Portugal pelo IL (Iniciativa Liberal) e pelo PSD de Rui Rio] tinha (em finais do século XIX) como preocupação a organização da sociedade em benefício de seres humanos considerados “extraordinários” e extravagantes (os novos “super-homens” da nova aristocracia burguesa), e por isso obrigando toda a gente a “libertar-se” das restrições das tradições e dos costumes.

O marxismo cultural (representado em Portugal pelo Bloco de Esquerda, partido Livre, e uma parte do Partido Socialista, PAN) pretende o fim das restrições dos costumes como uma forma de minar a sociedade por dentro, tendo em vista um fim oposto ao do liberalismo: a instauração de um totalitarismo que imporá um “paraíso na Terra”, e que (alegadamente) surgirá espontaneamente na sequência de uma espécie de “apocalipse” (Fé Metastática).

O liberalismo utilitarista conduz a um social-darwinismo (uma sociedade organizada em benefício dos mais fortes). O marxismo cultural conduz a um totalitarismo distópico de tipo previsto no romance “1984” de George Orwell.

Ou seja, os meios são semelhantes entre uma e outra ideologia; mas os fins (os propósitos) são diferentes.

A preocupação do liberalismo utilitarista de Stuart Mill é com as “normas sociais opressivas” (a “libertação” em relação à opinião pública); em contraponto, os marxistas culturais servem-se da guerra contra as “normas sociais opressivas” para uma “destruição criativa”, radical e utópica da sociedade, tendo em vista um “paraíso” totalitário.


Uma sociedade sem tabus é um “círculo quadrado”.

especismo-2-webQuando se diz (na citação) que “o que está a acontecer é uma revolução cultural e uma mudança de paradigma”, o que se pode dizer é que o que está em causa é uma tentativa (por parte dos marxistas culturais) de mudar os tabus que regem a nossa sociedade — porque eles sabem muito bem que uma sociedade sem tabus é um “círculo quadrado”.

O aborto, o eugenismo, a eutanásia e o infanticídio são cada vez mais defendidos abertamente pelo movimento ecologista; os direitos dos animais em geral são equiparados aos direitos humanos.

Para que o aborto, o eugenismo, a eutanásia e o infanticídio deixem de ser tabus culturais, a Esquerda tem que encontrar (e impôr) novos tabus culturais — por exemplo, a censura da linguagem em nome de uma total discricionariedade subjectivista, a negação da existência dos dois sexos em nome da “igualdade”, a deslocalização do conceito de “opressão” da economia (marxismo clássico) para a psicologia — tornando a liberdade de expressão o grande problema da sociedade, e não a solução preconizada pelo Iluminismo; e o maniqueísmo de Marcuse traduz-se no conceito de tolerância repressiva: o marxismo cultural entende a liberdade de expressão como um mal que tem que ser erradicado.


end-espexcismo-webO movimento ecologista e animalista internacional trabalha arduamente para conduzir a humanidade à barbárie eugenista e anti-humanista a que já assistimos no princípio do século XX, nomeadamente com a ligação íntima entre os “Green Wing” alemães (Wandervögel) e o movimento nazi.

Hitler e Himmler eram vegetarianos e consideravam os direitos dos animais a par e equivalentes aos direitos humanos (Hitler gostava mais de cães do que de pessoas) ; a política nazi do “Blut und Boden” (Sangue e Chão) é indissociável da sua componente ideológica ecologista, que se desenvolveu a partir dos filósofos românticos como Nietzsche e do mito dogmático darwinista.

Mais tarde no século XX, alguns “filósofos” seguiram a tradição “revolucionária” de menorização da importância do ser humano no contexto da Natureza, nomeadamente Marcuse e/ou Heidegger; mas também, por exemplo, pelo Padre jesuíta (e, por isso, panteísta) Pierre Teilhard Chardin que muitos "católicos fervorosos" prezam.

Porém, o verdadeiro guru do animalismo ecologista actual é Peter Singer.

Para que se tenha uma ideia do enorme problema que os portugueses têm entre mãos, grande parte dos professores de filosofia em Portugal doutrinam as nossas crianças com a teoria do “especismo”, da autoria de Peter Singer (a ler: A incoerência da teoria ética de Peter Singer).

Em Portugal, um dos exímios intérpretes de Peter Singer é Pedro Galvão, que os “professores de filosofia” que estão na moda tanto respeitam.

terça-feira, 21 de julho de 2020

A parolada animalista progressista, e a hipocrisia dos me®dia


Desde tenra idade — desde que eu me lembro de existir — que convivo com animais domésticos em minha casa; tive vários cães, gatos, um cágado, e até uma jagra. Portanto, não admito que um labrego progressista qualquer — que, ainda há poucos anos, provavelmente pensava que “as galinhas existem para pôr ovos” — me venha dar lições de estima pelos animais.


A parolada animalista
  • ¿Se aqueles dois canis “ilegais” não tivessem existido, onde estariam aqueles animais todos?
  • ¿Se um canil dito “legal” pegasse fogo e morressem os animais, será que os labregos do progresso animalista viriam a terreiro exigir o auto-de-fé dos proprietários do canil “legal”?


Só de um dos canis “ilegais” queimados pelos incêndios florestais da Serra da Agrela, sobreviveram 110 cães.

Se este canil ilegal não tivesse existido, muitos desses cães provavelmente teriam sido abatidos/eutanasiados em canis “legais” — simplesmente porque a capacidade de acolhimento de cães abandonados já está esgotada.

Se aqueles 110 cães resgatados com vida tivessem sido abatidos em um canil dito “legal”, não veríamos os parolos do progresso preocupados com os “coitadinhos dos animais”.

Os labregos progressistas animalistas preferem matar os animais do que conceber um canil onde não haja ar-condicionado, música ambiente e rações de luxo.

Devido ao radicalismo abstruso desta labregada progressista alimentada pelos me®dia, cada vez menos pessoas querem ter animais em casa, com medo de processos inquisitoriais e autos-de-fé deste calibre.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Os esquerdistas são doentes mentais


Os esquerdistas — sob os auspícios da ONU e com o apoio dos globalistas — andam a ensinar as crianças, nas escolas, que tomar no cu faz bem à saúde; e autoriza a “mudança de sexo” das crianças sem a autorização dos pais...

Mas as touradas é só para maiores de 18 anos!

Touradas para maiores de 18 anos

sexta-feira, 27 de julho de 2018

O conceito de “sensibilidade natural” é uma treta ideológica

 

Publica-se aqui um texto do Marquês de Condorcet acerca da “misericórdia pelos animais” (Condorcet acreditava que o progresso é uma lei da Natureza, e inspirou Augusto Comte):

“Se uma criança está acostumada a ver os animais sofrer com indiferença ou mesmo prazer, o germe da sensibilidade natural, o primeiro princípio activo de toda a moralidade, é destruído e, mesmo no que diz respeito aos homens, é destruída neles toda virtude, sem a qual não são mais do que um cálculo de interesses, uma combinação fria da razão”.

Desde logo, ficamos sem saber o que é “sensibilidade natural”.

Na linha do romantismo de Rousseau, Condorcet acreditava que o bom selvagem ficava em paz com a natureza e com a humanidade, depois de comer um bom jantar. Porém, os descobrimentos do mundo demonstraram, por exemplo, que a “sensibilidade natural”, entre alguns povos arcaicos, se manifestava através de ritos religiosos de canibalismo (Mircea Eliade explica isto muito bem).

Afinal, a “sensibilidade natural” que o Condorcet via nas crianças do seu tempo não era tão “natural” quanto ele pensava — era, em vez disso, uma sensibilidade moral marcada pela cultura cristã. Mas ele acreditava que todas as crianças, do mundo inteiro, tinham uma sensibilidade semelhante (senão mesmo idêntica) à das crianças francesas — porque, alegadamente, essa sensibilidade seria “natural” (inerente à Natureza Humana e independentemente da cultura antropológica).

Portanto, Condorcet estava errado neste ponto. “Sensibilidade natural” não significa nada.

Por outro lado, Condorcet estava errado quando colocou, no mesmo plano de análise, os animais e os seres humanos:

“A misericórdia pelos animais tem o mesmo princípio da piedade dos homens”.

G. K. Chesterton escreveu o seguinte: “Onde houver culto e veneração dos animais, haverá sempre sacrifícios humanos”.

Basta estudar um pouco de História para saber que Chesterton diz a verdade: a relação entre o ser humano e os animais é muito complexa, e Condorcet simplificou o que é complexo em função de uma ideologia (aliás, Condorcet foi um dos “ideólogos” materialistas, que reduziram o ser humano a uma espécie de “matéria animada”).

Esta frase de Chesterton é hoje muito pertinente, quando se defende o aborto de um ser humano como um “direito humano”, ao mesmo tempo que os touros adquirem uma espécie de “direitos humanos”.

corridaDepois, “misericórdia” não é a mesma coisa que “piedade”, embora as duas palavras tenham origem no latim, e os dois conceitos actuais derivam claramente da cultura cristã.

O tal “princípio” ( que se refere Condorcet) seria o “mesmo” em uma sociedade atomizada (como é a actual), onde a coesão social fosse escassa, onde a solidariedade humana fosse parca. Ora, nós verificamos que nas sociedades rurais, onde os seres humanos vivem comunidade e onde a coesão e a solidariedade sociais são maiores, é exactamente onde existe, com maior proeminência, a tradição das touradas e da caça.

Ou seja, a quantidade de “misericórdia pelos animais” não é inversa- ou directamente proporcional ao volume da “piedade dos homens” em circulação na sociedade; não existe sequer um nexo causal evidente entre o grau de “misericórdia pelos animais”, por um lado, e a quantidade de “piedade dos homens” uns pelos outros, por outro lado — e tanto assim é que o revolucionário Condorcet foi vítima mortal dos seus próprios correligionários da Revolução Francesa. Parece que a “piedade dos homens” não se aplicou a ele e a milhares de outros homens: “A revolução francesa matou mais gente em apenas um mês e em nome do ateísmo, do que a Inquisição em nome de Deus durante toda a Idade Média e em toda a Europa” (Pierre Chaunu, historiador francês).

Não há nenhum “princípio” que coloque no mesmo plano as relações entre seres humanos, por um lado, e as relações entre seres humanos e os animais, por outro lado. Só podemos compreender este tipo de analogia se vindo de um romântico inveterado, ou de uma mulher.

sexta-feira, 1 de junho de 2018

Animalismo : a dogmatização do darwinismo

 

Eu fico chateado quando estou de acordo com o Anselmo Borges em alguma coisa. E eu estou de acordo com a seguinte proposição do Anselmo Borges:

“Uma das ameaças para o humanismo é a tese animalista que pretende que entre o ser humano e os outros animais não há uma distinção qualitativa, mas apenas de grau”.


darwin macaco webO grande problema dos animalistas (e dos ateístas em geral, e da neurologia em particular) é o problema da “consciência” — e não propriamente a questão da “linguagem”, a que se refere o Anselmo Borges. Os animais também se expressam e comunicam através de uma qualquer linguagem; e também existe simbolismo na linguagem dos animais.

Ou seja, se eu estou de acordo com a primeira proposição do texto do Anselmo Borges, já discordo do desenrolar do raciocínio dele — e por isso fiquei aliviado ! Afinal, nem tudo estava perdido.


O que distingue o ser humano, por um lado, e os animais, por outro lado, é a consciência e a autoconsciência, de que surgiram as proposições descritivas e a função representativa (S. Tomás de Aquino, primeiro, e Karl Bühler, muito depois) de frases que representam uma determinada situação intersubjectiva (ou seja, situação objectiva) que pode, ou não, corresponder aos factos (podem ser falsas ou verdadeiras).

É aqui (com a consciência, e por isso com as proposições descritivas e com a função representativa) que reside a diferença fundamental entre humanos e os animais.

Entre os animais existem também símbolos — por exemplo, as borboletas que simulam olhos grandes, nomeadamente para afugentar os predadores. Mas o ser humano foi o único que deu o passo no sentido de verificar (ver verificação) as suas próprias teorias através de argumentos críticos quanto à verdade objectiva (ou seja, verdade intersubjectiva) — através da função argumentativa da linguagem humana. E todas essas características humanas são produtos da consciência e autoconsciência.

sexta-feira, 11 de maio de 2018

A hipocrisia puritana do Júlio Machado Vaz

 

Hoje ouvi na rádio pública (Antena 1, rádio do Estado) o Júlio Machado Vaz insurgir-se contra as touradas e, de uma forma implícita, a defender a proibição das touradas — argumentando, por exemplo, que “a tourada não é uma tradição em Portugal porque, de um total de 308 concelhos, apenas em 40 se realizam espectáculos de tourada” (este argumento é o mais estúpido que alguém poderia conceber: como se uma tradição pudesse ser considerada como tal independentemente da cultura antropológica; como se fosse necessário que a maioria dos concelhos de Portugal tivesse praças-de-touros para que a tourada fosse considerada tradição em Portugal.

julio machado vaz webO Júlio Machado Vaz, que hoje ouvi defender publicamente (implicitamente) a proibição das touradas em nome do alegado “sofrimento do touro”, é o mesmo Júlio Machado Vaz que fez campanha a favor da legalização do aborto gratuito pago pelo Estado (ou seja, abortos pagos por todos os portugueses).

Quando se trata do sofrimento de um ser em que já bate um coração, o Júlio Machado Vaz “chuta para canto”, porque entra em dissonância cognitiva, por um lado; e por outro lado porque ele adopta uma agenda política tenebrosa que pretende substituir uma série de tabus tradicionais e seculares por outros tabus anti-naturais.

Neste caso, o Júlio Machado Vaz (e a Esquerda em geral) pretende substituir um tabu tradicional, que eticamente impede o aborto, por um novo tabu que proíbe a tourada (eliminando o tabu do aborto da cultura antropológica). O Júlio Machado Vaz sabe que uma cultura sem tabus é um círculo quadrado; e por isso sabe que é imprescindível substituir os tabus tradicionais por outros tabus que permitam (ou que facilitem) o assalto totalitário ao Poder.

Este fenómeno político e cultural, de que é exemplo o Júlio Machado Vaz, ganhou um nome nos Estados Unidos : “Virtue signalling”. Traduzindo em português: “Sinalização de Virtudes”. No fundo, trata-se de um tipo de puritanismo hipócrita que, na esteira cultural da Reforma protestante, se caracteriza por uma “guerra” contra a tradição.

Os esquerdistas actuais são os herdeiros culturais de Lutero e/ou Calvino. “Nietzsche, o grego; Karl Marx, o cristão protestante” (Albert Camus).

« Os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores. » — Thomas B. Macaulay 

Esse puritanismo hipócrita, de Sinalização de Virtudes e anti-tradicionalista que esteve sempre presente na cultura europeia cristã através do gnosticismo anti-cristão, evoluiu para o gnosticismo puritano moderno.

Ernest Sternberg, professor da universidade de Bufallo, Estados Unidos, escreveu um ensaio sobre as novas tendências da Esquerda a nível global que crescem actualmente sobre os escombros do marxismo-leninismo. O ensaio tem o título genérico de “Purifying the World: What the New Radical Ideology Stands For” — “Purificando o Mundo: O que pretende a nova ideologia radical”.

Ernest Sternberg chama ao novo tipo de esquerdismo (renascido do marxismo cultural) que desponta e se organiza a nível internacional, de “Purificacionismo” (trata-se de uma religião monista !). O nome dado por Ernest Sternberg (Purificacionismo) está intimamente ligado ao movimento puritano inglês dos princípios da idade moderna, que Eric Voegelin descreve com uma minúcia surpreendente na sua obra “A Nova Ciência da Política”.

quarta-feira, 4 de abril de 2018

Sobre o caso Nasim Aghdam

 

nasin-animalista-webOs me®dia já se esqueceram do episódio de ontem do ataque às instalações do YouTube na Califórnia, porque o caso em si não serve a narrativa de Esquerda. Quem cometeu o crime não era um homem branco heterossexual e rico; por isso, não interessa aos me®dia prosseguir com a cumbersa sobre esse assunto.


O caso de Nasim Aghdam causou-me algum incómodo psicológico, porque ela tinha alguma razão de queixa em relação ao YouTube — embora essa razão de queixa não justificasse uma acção que poderia colocar em causa a vida de gente inocente. O YouTube, assim como o FaceBook e o Twitter, praticam a censura política de forma aberta e descarada, e de tal forma que o senador republicano Ted Cruz já defende a intervenção do Estado em relação ao FaceBook :

“By making editorial judgments about what counts as “quality” news, Facebook has shifted from a neutral platform to a publisher with an editorial opinion. As Sen. Ted Cruz explained to representatives of the tech giants in January, this undermines the case for continued legal immunity under Section 230 of the Communications Decency Act, which exempts online platforms from legal liability for content posted by their users”.


quinta-feira, 14 de julho de 2016

A filha-da-putice puritana do PAN (Pessoas-Animais-Natureza)

 

Segundo o PAN (Pessoas-Animais-Natureza), a rainha de Inglaterra pertence à barbárie.

O PAN - Pessoas-Animais-Natureza apresentou um projeto de lei na Assembleia da República para proibir a circulação de veículos de tracção animal na via pública. O projecto de lei identifica como alvos da proposta as “carroças”, “charretes” e “carruagens”.

→ PAN quer proibir carroças e charretes na via pública

rainha-inglaterra-cavalos-web

Um dia destes, os animalistas irão proibir as rondas a cavalo da GNR.

gnr-cavalos

Caro leitor: torna-se impossível aturar esses filhos-de-puta que tratam as excepções como regras.

¿Há gente que maltrata os animais? Há, sempre haverá, como sempre houve. Os que os filhos-de-puta dos animalistas dizem é que as excepções constituem a regra; e, generalizando, entram em um puritanismo bacoco que pretende proibir, pelo simples prazer mórbido de proibir.

Thomas B. Macaulay escreveu o seguinte no século XIX (em relação a puritanismo dos Quacres) : “os puritanos detestavam os combates de ursos, não porque esses jogos causassem sofrimento aos ursos, mas porque davam prazer aos espectadores”.

Quando os filhos-de-puta dos animalistas generalizam os maus tratos dos animais, não pretendem defender os animais, mas antes pretendem retirar o prazer humano da lide com os animais. É neste contexto que os filhos-de-puta dos animalistas pretendem proibir o voo da águia Vitória no estádio da Luz: os filhos-de-puta dos animalistas pretendem retirar aos adeptos do Benfica o prazer de ver a águia a voar no seu estádio.

terça-feira, 3 de maio de 2016

O PAN (Pessoas-Animais-Natureza) quer acabar com os animais

 

O PAN (Pessoas-Animais-Natureza), partido dos animais, chegou à conclusão de que a única forma de acabar com o abate de animais abandonados nos canis municipais é impedir que os animais se reproduzam, ou seja, é acabar com os animais. A conclusão do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) é lógica: se os animais não se reproduzem, então não será preciso abatê-los.

Segue-se que, segundo o PAN (Pessoas-Animais-Natureza), uma sociedade que respeite os direitos dos animais é uma sociedade em que não existem animais para desrespeitar.

“Nesse documento é por demais evidente a filosofia na qual assenta a mesma ILC, propondo a esterilização de todos os animais presentes nos Canis Municipais e Centros de Recolha e a sua devolução às ruas, com a figura legal do "animal comunitário", sobre a (ir)responsabilidade de um tutor. Acrescentando publicamente, à mesma proposta, a necessidade de uma esterilização massiva de todos os animais de companhia, e ainda, acrescentando de uma forma veemente o fim da criação de animais domésticos de raça.

O PAN pretende, e as entidades que o apoiam, fomentar e organizar a extinção de qualquer cão ou gato doméstico num horizonte de curto e médio prazo, impedindo a reprodução e o apuramento de raças, com o propósito de terminar com os abates em canis municipais.

Pretendem, também, que todo e qualquer Português que queira ter um cão ou gato em sua casa, seja submetido a um enorme escrutínio burocrático, a licenciamentos e cursos de formação em bem-estar animal, retirando aos cidadãos o livre-arbítrio do direito de escolha do seu animal doméstico.”

Portanto, a solução do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) é radical: para que os animais deixem de sofrer, é preciso acabar com os animais. Se não existirem animais, eles não sofrem.

Quando observo a Esquerda portuguesa, lembro-me amiúde da noção de “imbecil colectivo”, de Olavo de Carvalho:

“O 'imbecil colectivo' é uma comunidade de pessoas de inteligência normal ou superior que se reúnem com o propósito de imbecilizar-se umas às outras”.

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Os cães tendem a desaparecer em Portugal

 

Lembro-me da anedota: a inspecção do Estado vai a uma granja no Alentejo e pergunta ao proprietário: “¿Qual é a alimentação que você dá aos seus porcos?” — ao que o alentejano responde: “Eu não dou alimentação nenhuma! Dou cinco Euros a cada um deles, e eles que comam o quiserem!”.

Um dias destes vai acontecer o mesmo com os cães. Ninguém vai querer ter um cão. A polícia pergunta ao cidadão: “¿Como é que você trata o seu cão?”; e o cidadão responde: “Eu não tenho cão! Encontrei esse aí na rua, por acaso!”.

 

segunda-feira, 19 de outubro de 2015

O líder do PAN (Pessoas-Animais-Natureza) e o conceito de 'pessoa'

 

“O que é que define uma pessoa? A capacidade de pensar, a capacidade de sentir e a capacidade de interagir. Se sairmos do paradigma antropocêntrico, vamos perceber que há características mais humanas num chimpanzé ou num cão do que numa pessoa que está em coma, por exemplo. A capacidade de interacção é superior”.

→ líder do partido PAN (Pessoas-Animais-Natureza) — via

Vivemos tempos difíceis, porque os cargos políticos estão a ser ocupados por gente ignorante, sem formação. Para “desmontarmos” analiticamente este tipo de argumentos politicamente correctos temos que recorrer à lógica e à metafísica — embora o senso-comum do cidadão normal utilize o bom-senso que a classe política, em geral, já não tem. Estamos entregues a uma classe política medíocre.

O que me surpreende é a contradição da Esquerda (que inclui uma parte do Partido Social Democrata), que se caracteriza por uma visão não-utilitarista em relação à economia (mais ou menos contra o cálculo económico do capitalismo), mas por outro lado adopta o utilitarismo na ética (alegadamente, uma pessoa em coma é menos humana do que um cão). A actual Esquerda aposta todas as fichas na promoção da dissonância cognitiva no povo através de contradições em catadupa.

Esta contradição é difícil de perceber pelo cidadão vulgar, e por isso é que a Esquerda actual é ainda mais perigosa do que a estalinista (porque estes eram minimamente coerentes com a sua doutrina e dogmas: não enganavam ninguém).

Os valores começam onde o cálculo acaba, porque o que conta realmente, para nós, são as coisas que não trocamos por outras (Roger Scruton). Não é possível ser não-utilitarista na economia e ser utilitarista em ética.

O utilitarismo teve origem no positivismo; andam de mãos dadas. Positivismo é sinónimo de cientismo. A Esquerda, para além de adoptar o positivismo  / cientismo, vê a espécie humana (excepto eles próprios, que são excepções à espécie) à luz do behaviourismo.


domingo, 30 de agosto de 2015

O tonto Narciso Machado, e a proibição das touradas

 

“Os historiadores progressistas fizeram o possível para definir “civilização” como uma completa salvaguarda contra cerimónias cruéis. Nada mais falso.

Algumas das culturas mais civilizadas e melhor organizadas da História, como por exemplo Cartago no expoente máximo da sua riqueza, praticavam sistematicamente o sacrifício humano.

A cultura, assim como a ciência, não são protecção contra os demónios”.

(G. K. Chesterton)

Um tonto que dá pelo nome de Narciso Machado defende, no pasquim Púbico, a proibição das touradas (por lei, obviamente); isto numa altura em que a sociedade portuguesa legalizou o sacrifício humano através do aborto pago pelo Estado, e em que uma mulher que mata o seu próprio filho recém-nascido não vai para a cadeia.

Ou seja, todos os argumentos morais do tonto Narciso contra a tourada caem por terra, porque não passa pela cabeça de ninguém — senão pelas dos tontos — que a vida de um boi valha mais do que a vida de um ser humano.

Uma cultura sem tabus é um círculo quadrado.

O que se pretende com a proibição das touradas é a inversão cultural de tabus. Até há bem pouco tempo era tabu matar um ser humano indefeso, mas não era tabu espetar umas bandarilhas num touro.

O que as cavalgaduras como o Narciso pretendem é que passe a ser tabu lidar um touro na arena, mas que deixe de ser tabu matar um ser humano desprotegido — seja através do aborto, seja pela legalização do infanticídio, seja pela eutanásia compulsiva de idosos como já acontece hoje na Bélgica.

É esta a autoridade moral das bestas como o Narciso Machado na reivindicação da protecção dos direitos das bestas.

Ou seja, os filhos da puta (na esmagadora maioria de Esquerda) são contra a tradição das touradas, mas pretendem introduzir na cultura antropológica a “nova” tradição sacrificial do desrespeito pela vida humana. E mais: invocam os Papas da Igreja Católica para legitimar a inversão dos tabus na cultura antropológica. São filhos da puta refinados!

segunda-feira, 22 de junho de 2015

Quando leio Peter Singer, fico com os cabelos em pé

 

Neue Zuricher Zeitung: You do not consider an infant to be more worthy of protection than an embryo. On the other hand, you do not necessarily ascribe a higher status to humans than to animals.

Peter Singer: Belonging to the human species is not what makes it morally wrong to kill a living being. Why should all members of the species homo sapiens have a right to life, whereas other species do not? This idea is merely a remnant of our religious legacy. For centuries, we have been told that man was created in the image of God, that God granted us dominion over the animals and that we have an immortal soul.

→ Peter Singer ‘disinvited’ from German philosophy festival

Chegamos hoje ao absurdo de termos que nos questionar por que razão a vida de um ser humano é mais importante e valiosa do que a vida de um peixe, por exemplo. Peter Singer pergunta: “¿por que razão todos os membros da espécie homo sapiens têm direito à vida, e os das outras espécies não têm?”. E depois atribui a maior importância dada à vida humana à “herança religiosa”.


Desde o tempo do paleolítico — ainda não existiam as religiões universais — que a vida humana, na tribo ou no clã, era mais importante do que a dos animais caçados. Portanto, a ideia de Peter Singer segundo a qual “a maior importância dada à vida humana é uma herança religiosa” é uma estupidez de todo o tamanho — a não ser que os trogloditas e os palafitas já fossem cristãos!

Fico com os cabelos em pé ao constatar que Peter Singer é hoje considerado um “grande filósofo”!

A razão por que “a vida humana é considerada mais importante e valiosa do que a dos outros animais” é, em primeiro lugar, a de que o ser humano é um animal gregário (social). Tão simples quanto isto. É uma razão biológica e natural. Só tem a ver com religião por via das diversas diferenciações culturais que desde o tempo do paleolítico foram forjando novas religiões. O “ter a ver com religião” é uma causa secunda construída a partir da natureza humana fundamental.


Desconstruído o argumento da “religião”, vamos ao argumento absurdo principal:

“¿por que razão todos os membros da espécie homo sapiens têm direito à vida, e os das outras espécies não têm?”

Peter Singer parte do princípio da aceitação da superioridade moral do ser humano em relação aos outros animais — porque só o ser humano pode fazer a pergunta supracitada —, para depois negar a superioridade ontológica (a superioridade do Ser) do ser humano. Se Peter Singer não aceitasse a priori a superioridade moral do ser humano em relação aos outros animais, a pergunta não faria qualquer sentido.

A partir de uma assimetria moral (entre o ser humano e os outros animais), Peter Singer cria uma simetria ontológica (entre o ser humano e os outros animais) — porque os outros animais não são capazes de pensar o mesmo, em termos morais, em relação ao ser humano, e por isso não podemos colocar o ser humano e as outras espécies em um mesmo plano moral, ontológico e natural.

Assimetria moral → simetria ontológica = contradição em termos

Ou seja: para Peter Singer, o ser humano é moralmente superior aos outros animais, mas simultaneamente ele nega que a vida humana tenha mais valor do que a de um peixe.

Para Peter Singer, a superioridade moral do ser humano — que, no fundo, é uma forma de “domínio” — funciona como um instrumento de negação da superioridade ontológica do ser humano. Ora, se Peter Singer aceita a priori o primeiro tipo de superioridade, tem que logicamente aceitar o segundo.

Por maioria de razão, a assimetria moral permite ao ser humano proteger (ou não: trata-se do livre-arbítrio que o ser humano tem e os outros animais não têm) os animais; mas não implica, por essa razão, que o ser humano seja ontologicamente equivalente ou idêntico às outras espécies.

Por vezes, tenho a sensação de que Peter Singer tem sérias dificuldades com a Lógica.