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quinta-feira, 6 de junho de 2024

Parir crianças portuguesas é ser “fassista” e “rassista”


Concordo com esta citação de um texto de Rui Ramos:

“(...) não há nada que a extrema-esquerda mais receie do que ver os imigrantes integrarem-se nas sociedades ocidentais, como se integrou a velha “classe operária”. Deseja vê-los confinados em guetos, inseguros e desconfiados, e assim disponíveis para a guerra santa contra o capitalismo e a democracia liberal.”

O que o Rui Ramos pretende dizer é que a nova classe revolucionária (da Nova Esquerda) é o Lumpemproletariado — ao contrário do que acontecia com o marxismo clássico, em que o Lumpemproletariado era considerado maldito por Karl Marx.

Porém, a probabilidade de integração dos imigrantes na nossa sociedade — mormente os islâmicos — é baixíssima (ver singularidade islâmica).   

Olhamos para o exemplo de países da Europa, por exemplo, Reino Unido, Bélgica, Suécia e até a Holanda, e verificamos que a integração dos imigrantes (islâmicos) é praticamente nula. Não existe.

O problema é que, para o liberal Rui Ramos, “integração” tem sobretudo uma conotação económica.

Ou seja, o factor cultural da integração social dos imigrantes é secundarizada por qualquer liberal que se preze. Por isso é que os liberais apoiam o multiculturalismo, e por isso estão a “dar com os burros na água”.

Portanto, a probabilidade de vermos um imigrante do Bangladeche a cantar o fado (ou a apreciá-lo, sequer) é praticamente zero; nem ele, nem a quinta geração dele. E, embora em grau menor, o mesmo tipo de dificuldade probabilística se aplica a um imigrante angolano e/ou brasileiro.

Neste sentido, a imigração “em barda”, para além de criação de uma nova classe revolucionária (o Lumpemproletariado), tem a vantagem (para a Esquerda) e promover a Oikofobia na nossa sociedade — a alienação cultural que é um dos objectivos da Nova Esquerda marxista cultural.

A Esquerda odeia a nossa cultura antropológica apenas pela razão de ela “ser a que existe”.

“Alles muss Anders sein!” (Adolfo Hitler): “Tudo tem que ser diferente!”, berrou o revolucionário alemão. A cultura (no sentido de “cultura antropológica”) que existe é responsabilizada (pela Esquerda) pela irrealização da utopia.

A cultura tem que ser totalmente alterada, virada do avesso, destruída até, para a realização da utopia revolucionária.

Porém, igualmente espantosa é a Direita que temos, bem expressa no João Távora: por um lado, ele não tem “uma visão alarmista do panorama” (da imigração actual), “com a implementação de políticas de integração dos estrangeiros sempre a chegarem, a que nos teremos de habituar ao longo das próximas décadas” (sic). Mas, por outro lado, a Direita que temos está resignada com a crise demográfica “de que já se vem sentindo os resultados e se irá agravar nas próximas décadas” (sic).

Ou seja, para a Direita, assim como para a Esquerda, a imigração é inevitável porque as nossas mulheres (as autóctones) não podem nem devem parir. Ponto final. E quando países (como a Hungria e a Coreia do Sul) têm políticas de incentivo à natalidade autóctone (que o CHEGA também defende para Portugal), uns e outros chamam a essas políticas de “fassistas” e “rassistas”.

segunda-feira, 23 de julho de 2018

O Bloco de Esquerda e o trabalho reprodutivo

 

Chamaram-me à atenção para esta espécie de texto, cujos factos relatados são irremediavelmente falsos. Porém, toda a ideologia tem direito a manipular os factos e a falsear a realidade. E o Bloco de Esquerda não foge à regra.

O que é chocante, no referido textículo, é o conceito de “trabalho reprodutivo”: o termo é de uma crueza inaudita. O Bloco de Esquerda considera como sendo “trabalho” (no sentido económico moderno) o acto de parir e de criar um ser humano. Se isto não fosse sério, seria histriónico. E depois vem o Bloco de Esquerda para a praça pública dizer que defende a natalidade...

O que é espantoso (e nauseabundo) é que o “amor de mãe” (através do conceito de “trabalho reprodutivo”) seja reduzido pelo Bloco de Esquerda a uma “actividade animal”, ao conceito de “trabalho” segundo Karl Marx.

A redução de toda a actividade humana a “trabalho”, é assustadora; é semelhante ao conceito neoliberal de “não há almoços grátis” do “católico” João César das Neves (tão católico que ele é, que até anda caladinho acerca da acção política do papa Chico).

Segundo os modernos (que incluem a Catarina Martins e o João César das Neves), o objectivo do trabalho (que vem do latim “tripalium”, um instrumento de coacção através do qual se prendia o gado) é a transformação da Natureza num sentido útil para o Homem, tendo em vista as suas necessidades. Ou seja, o que não é útil, não é trabalho (e por isso é que “não há almoços grátis”); e, assim sendo, o acto de parir e de criar uma criança passa a ser considerado “útil” pelo Bloco de Esquerda, e é neste contexto que este partido diz “defender a natalidade”.

Porém, assim como há actividades remuneradas às quais é difícil chamar “trabalho”, assim há actividades desinteressadas cuja motivação principal reside no prazer que nos proporcionam. Desta forma, é possível distinguir as actividades socialmente úteis, e chamar de “trabalho” apenas aquelas que estão associadas à produção de bens e serviços necessários à vida; e, que eu saiba, um ser humano não é um “bem e serviço”, nem a sua mãe é uma “parideira industrial”.

A mundividência oficial do Bloco de Esquerda é de tal forma repulsiva que me causa náuseas.

Essa mundividência oficial do Bloco de Esquerda reflecte-se no conceito de “totalitarismo”, segundo Hannah Arendt no seu livro “Entre o Passado e o Futuro” (editora Relógio D' Água, 2006, páginas 110 a 118).

Segundo a experiência da Hannah Arendt, o sistema totalitário difere do clássico autoritarismo político (por exemplo, o Salazarismo) porque se constrói (analogamente) através do chamado “sistema da cebola”: a liderança e o seu núcleo político encontra-se no centro da “cebola” que tem várias camadas até à superfície táctil.

A acção política da liderança e do núcleo duro do sistema totalitário é iniciada a partir de centro da organização para o exterior, e não a partir de cima para baixo como acontece no autoritarismo que tem uma estrutura piramidal e cujo poder do líder autoritarista é justificado por uma realidade que transcende a própria sociedade (Deus).

As camadas intermédias da “cebola” totalitária consistem em uma extraordinária diversidade de partes legais e clandestinas do movimento totalitário que se entre-cruzam e se intercomunicam ― organizações do partido, membros de um ou de mais partidos com idêntica sensibilidade política, sindicatos e agremiações profissionais, as formações da elite política e a máquina do Estado que inclui organizações policiais e para-policiais, etc., ― que estão relacionadas de tal modo entre si, que cada um desses centros de poder ou dessas organizações formam uma “fachada numa direcção”, e o “centro noutra direcção”.

Isto significa que o papel “do mundo exterior normalíssimo e corriqueiro do dia-a-dia do partido” é desempenhado por uma das faces, o que dá ao Bloco de Esquerda uma aparência pública vulgar e normal, e até relativamente consentânea com a generalidade dos conceitos do senso-comum ― enquanto que noutra face e/ou nas camadas mais inferiores, o radicalismo extremo vai aumentando à medida que se aproxima do centro da “cebola”. Esse radicalismo bloquista pretende a mudança revolucionária da natureza do ser humano por intermédio de engenharias sociais.

É neste contexto que devemos entender o conceito bloquista de “trabalho reprodutivo”.


Segundo a mesma Hannah Arendt, poderíamos também assumir a distinção de Aristóteles entre “teoria” (especulação), “práxis” (acção), e “poiesis” (fabricação, trabalho): nesta perspectiva, o trabalho seria a actividade humana mais próxima da animalidade, da necessidade biológica em virtude da sua finalidade consistir em satisfazer as nossas necessidades; nesta perspectiva, a lei do trabalho é a reprodução indefinida de objectos e dos actos consumados para os reproduzir, a repetição monótona do ciclo produção-consumo. Esta visão do trabalho está bastante próxima da visão de Karl Marx, segundo a qual “o trabalho é o resultado de um projecto consciente e voluntário, dado que a actividade animal é instintiva”.

O que é espantoso (e nauseabundo) é que o “amor de mãe” (através do conceito de “trabalho reprodutivo”) seja reduzido pelo Bloco de Esquerda a uma “actividade animal”, ao conceito de “trabalho” segundo Karl Marx.

terça-feira, 17 de julho de 2018

“Transição demográfica” — o novo slogan que une os Liberais à Esquerda radical

 

O Ricardo Paes Mamede (mais um psicopata com os três nomes...!, que estão na moda ) pode perceber muito de economia, mas duvido que perceba grande coisa de História; pelo menos a história que não esteja ao serviço de uma qualquer ideologia.

O Mamede escreveu um texto com o título “¿Queremos mesmo pagar às pessoas para se reproduzirem?”. Eu guardei o texto em ficheiro PDF para memória futura.

No referido texto, o Mamede escreveu o seguinte:

“Há quem pareça acreditar que a existência do país e da sua identidade ficam em perigo se a população diminuir no longo prazo. Quem valoriza a identidade nacional deveria lembrar-se que grande parte da história de Portugal se fez com níveis populacionais muito inferiores aos actuais - e que foi sempre marcada por grandes doses de miscigenação, alimentadas por vagas de pessoas oriundas do exterior”.

O conteúdo ideológico desta citação é falso; o que o Mamede diz é falso. Portugal nunca foi uma espécie de Brasil. Portugal nunca teve “grandes doses de miscigenação”, nem teve “vagas de pessoas oriundas do exterior”. O Mamede mente. Basta termos estudado História no ensinos secundário para sabermos que o Mamede é um mentiroso. Portugal sempre foi um país de emigração, e não de imigração.

IMMIGRANTS-webO referido texto é (em várias partes) auto-contraditório, por exemplo, quando defende a ideia segundo a qual “a imigração é uma via mais adequada do que o aumento da natalidade para enfrentar o desafio da transição demográfica, na medida em que permite arrecadar receitas de impostos e contribuições sociais no curto prazo”, por um lado; e por outro lado quando o Mamede escreve que

“deveríamos preocupar-nos com o que mais conta (e que pesa menos no Orçamento do Estado): estabilidade no emprego, horários de trabalho que permitam aos adultos acompanhar as crianças e os jovens a seu cargo, partilha das tarefas domésticas entre homens e mulheres, um serviço público de ensino pré-escolar desde a primeira infância. Se pensarmos bem, estas são medidas que têm que ver com igualdade de oportunidades, com igualdade de género e com qualificação da população. A natalidade é aqui uma questão de segunda ordem”.

Por um lado, o Mamede diz que a imigração em massa — naturalmente de países de África e de países de cultura islâmica — resolve melhor o problema da "Transição Demográfica"; mas por outro lado fala na necessidade de igualdade entre os sexos. Estamos todos mesmo ver os maomedanos imigrantes (e os africanos também) a obedecer aos critérios de igualdade do Mamede...

O conceito de "Transição Demográfica" não é apenas próprio 1/ da Esquerda utilitarista (Bloco de Esquerda e Partido Socialista): é também 2/ um conceito oriundo do globalismo americano traduzido pelos neocons americanos (desde o tempo do ex-trotskista James Burnham); 3/ pelo actual partido democrático dos Estados Unidos (de Hillary Clinton e de Obama) e da actual deriva “progressista” deste partido, e 4/ de uma charneira política de plutocratas de que George Soros é umas das figuras centrais.

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Uma certa “Direita” está de acordo com uma determinada Esquerda sobre a necessidade de uma política malthusiana aplicável apenas e só no Ocidente (Europa, Estados Unidos e Canadá).

A primeira vez que ouvi falar de "Transição Demográfica" foi da boca de Pinto Balsemão (o “Chico dos Porsches” e do grupo de Bilderberg) em um programa na TV SICn, no princípio da década passada, em que ele afirmou que “se Portugal tivesse metade da população actual, não teria tantos problemas” (sic). Esta frase bem poderia ter sido dita pelo esquerdista malthusiano Ricardo Paes Mamede ou pela bloquista Catarina Martins: Les bons esprits se rencontrent...


Outra contradição do Mamede consiste em afirmar que

“quem quiser ter filhos - biológicos ou adoptados - tê-los-á por iniciativa própria. O Estado não precisa de interferir nas escolhas íntimas de cada um”,

por um lado; e por outro lado, o Mamede defende a ideia de que o Estado deve garantir o aborto grátis em hospitais públicos, e que os Centros de Saúde do Estado devem garantir uma distribuição grátis de contraceptivos pela população. Ou seja, para o Mamede, o Estado deve ser neutro apenas no que diz respeito ao fomento da procriação da população autóctone da nação portuguesa. A “neutralidade” do Estado do Mamede não é neutra.

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Gente como o Ricardo Paes Mamede não pode ser levada a sério pela nossa sociedade e pelo nosso escol. Aliás, se levássemos a sério o que o Mamede defende, teríamos que o eliminar fisicamente, para que ele pudesse ser coerente com as suas (dele) próprias ideias... seguindo a lógica do Mamede: não sei por que razão teríamos que dar o direito à vida a pessoas (como ele) que defendem que a vida dos outros deve ser eliminada de raiz. Quid Pro Quo.

O texto de Mamede é “ideológico”, isto é, tem muito pouco a ver com a realidade — por exemplo, quando ele defende que a imigração em massa resolve melhor o problema da baixa natalidade. Esta ideia do Mamede é absolutamente falsa, e essa falsidade é corroborada pelos factos constatados no terreno na Alemanha, por exemplo. O Mamede é perigoso, porque é um mentiroso compulsivo, um psicopata.


Segundo Hannah Arendt, todo o pensamento ideológico (as ideologias políticas) contém três elementos de natureza totalitária:

1/ a pretensão de explicar tudo;

2/ dentro desta pretensão, está a capacidade de se afastar de toda a experiência;

3/ a capacidade de construir raciocínios lógicos e coerentes que permitem crer em uma realidade fictícia a partir dos resultados esperados por via desses raciocínios — e não a partir da experiência.


Pelo menos ¾ dos imigrantes recentemente chegados à Alemanha não trabalham (vivem “à pala” do Estado), e não se espera grande evolução nesta matéria nas próximas décadas, porque estamos a falar de gente que mal sabe ler e escrever a língua do país de origem (e muito menos a língua alemã!).

Portanto, a ideia do Mamede segundo a qual sai mais caro ao Estado importar imigrantes desqualificados em massa, do que investir na prole autóctone, é de uma filha-da-putice daquelas que se ouvem apenas uma vez em toda a vida.


Eu consigo estar de acordo com o Mamede no que diz respeito à ideia de que o dinheiro do Estado não resolve o problema da baixa natalidade — porque, antes de mais nada, a baixa natalidade revela um grave problema cultural que o dinheiro do Estado não conseguirá resolver. Não é deitando dinheiro do Estado para cima do problema da natalidade que ele se resolve, como que por milagre. Não há dinheiro que resolva o problema intrínseco de uma sociedade niilista — a sociedade niilista que bestas como o Mamede fomentam e incentivam, sem deixarem impressões digitais.

Chegará o tempo do ajuste de contas; não perdem pela demora.

quinta-feira, 5 de maio de 2016

Assunção Cristas é bem-comportada e respeita a Esquerda

 

Um diplomata português foi preso pela polícia belga porque tirou uma fotografia a um edifício público em Bruxelas. A sorte dele é que era diplomata e foi libertado no mesmo dia: se fosse um simples cidadão português, ficaria de molho na cadeia.

Ao mesmo tempo que este clima de pânico acontece na Bélgica, a Esquerda (incluindo o José Pacheco Pereira e o papa Chiquinho) continua a defender a entrada livre de imigrantes islâmicos na Europa, a ponto de a União Europeia se preparar para autorizar a livre circulação de 77 milhões de turcos muçulmanos nos países da União.

Em Inglaterra, prepara-se uma lei que considera uma pessoa como “extremista” se não concordar com o "casamento" gay; e sendo “extremista”, é preso. Entramos no crime por ter uma opinião; quem afirmar publicamente o seguinte: “Não concordo com o "casamento" gay!”, é considerado “extremista” por lei e vai para a cadeia. Embora o cunservador David Cameron concorde com a lei, esta tem origem na Esquerda britânica. A repressão da liberdade de expressão é uma glória da Esquerda.

Diz a BBC (Bolshevik Broadcasting Corporation) que, em Inglaterra, crianças com idade de três anos de idade são objecto de cirurgias para serem transexuais. Qualquer dia mudam-lhes o sexo à nascença.

Dei aqui alguns factos (e poderia dar muitos mais) que demonstram o estado de insanidade da cultura antropológica na Europa, a que nos conduziu a Esquerda. Ou limpamos a nossa casa, ou entramos em guerra.


No contexto desta cultura europeia insana, Assunção Cristas pretende revitalizar a natalidade em Portugal. ¿E como? Seguindo as mesmas receitas da Esquerda, ou sejam, paliativos.

O “faxista” Viktor Orbán implementou na Hungria — onde a taxa de IRS é única e universal, de 14% — algumas medidas a favor da natalidade que deveriam ser seguidas pela “direita” portuguesa:

  • se um avô ou avó cuidam dos netos enquanto os pais trabalham, têm direito a uma prestação social (adicional) equivalente a uma pensão mínima de velhice;
  • os patrões que empreguem pais que tenham pelo menos 3 filhos ficam isentos de prestações sociais (a “taxa única”) durante três anos (em relação a esses pais, obviamente), e depois ficam sujeitos a uma taxa única de 14% em vez da taxa normal de 27% durante os dois anos seguintes;
  • o pai ou a mãe têm direito, durante os primeiros três anos da criança nascida, ao trabalho em tempo parcial (part-time);
  • o Estado deposita a prazo em um Banco, e em nome da criança, um determinado valor que acumulará juros até poder ser levantado quando a criança tiver 18 anos;
  • ¼ das despesas com a criança (saúde, educação, etc.) são deduzidas em sede de IRS — para além dos normais incentivos fiscais em vigor no governo português de Passos Coelho e que o António Costa eliminou;
  • 32.000 Euros supridos (oferecidos) pelo Estado para aquisição ou obras em habitação própria, a famílias que se comprometam a ter pelo menos 3 filhos nos 10 anos seguintes.

Não veremos jamais Assunção Cristas propôr medidas destas. Jamais! Ela está demasiado comprometida com a mentalidade de Esquerda para correr o risco de ser faxista.

domingo, 20 de março de 2016

A Direita portuguesa deveria seguir a Hungria na política de natalidade

 

O “faxistaViktor Órban implementou na Hungria — onde a taxa de IRS é única e universal, de 14% — algumas medidas a favor da natalidade que deveriam ser seguidas pela “direita” portuguesa:

  • se um avô ou avó cuidam dos netos enquanto os pais trabalham, têm direito a uma prestação social (adicional) equivalente a uma pensão mínima de velhice;
  • os patrões que empreguem pais que tenham pelo menos 3 filhos ficam isentos de prestações sociais (a “taxa única”) durante três anos (em relação a esses pais, obviamente), e depois ficam sujeitos a uma taxa única de 14% em vez da taxa normal de 27% durante os dois anos seguintes;
  • o pai ou a mãe têm direito, durante os primeiros três anos da criança nascida, ao trabalho em tempo parcial (part-time);
  • o Estado deposita a prazo em um Banco, e em nome da criança, um determinado valor que acumulará juros até poder ser levantado quando a criança tiver 18 anos;
  • ¼ das despesas com a criança (saúde, educação, etc.) são deduzidas em sede de IRS — para além dos normais incentivos fiscais em vigor no governo português de Passos Coelho e que o António Costa eliminou;
  • 32.000 Euros supridos (oferecidos) pelo Estado para aquisição ou obras em habitação própria, a famílias que se comprometam a ter pelo menos 3 filhos nos 10 anos seguintes.

A “direita” portuguesa não pode deixar de olhar e analisar o que se passa na Hungria de Viktor Órban; a alternativa é continuar submetida à Esquerda.

domingo, 19 de abril de 2015

A baixa natalidade e os novos hilotas

 

Uma das soluções apresentada pela Esquerda para o problema da natalidade é a criação de uma nova classe de hilotas. Os hilotas da Esquerda não são escravos (como não eram em Esparta): mas são hoje imigrantes que acabam por ser uma espécie de propriedade do Estado. A Esquerda leva muito a sério a “República” de Platão (mas só a parte dedicada à política).

A baixa natalidade em Portugal é um problema cultural e por isso não há dinheiro que o resolva.

O Estado pode derreter o PIB nacional inteiro no apoio à natalidade que os efeitos serão proporcionalmente muito pequenos: é daquelas situações em que, em cada Euro investido, há um retorno de menos de 10% do capital investido; 90% do dinheiro investido é deitado fora. Mesmo que pagassem 100% do ordenado a uma mulher portuguesa actual (em juízo universal) para ficar em casa depois de ter um filho e durante quatro anos, estou convencido que os resultados seriam surpreendentemente baixos.

As mulheres não estão para parir, porque querem ser iguais aos homens.

Essa coisa de parir inferioriza a mulher. A gravidez é uma doença que se trata com medicamentos comprados na farmácia. Perante esta cultura, não há nada a fazer senão deixar correr o marfim até que a urgência do país seja de tal forma que os líderes políticos (ou os seus sucessores) sejam encostados ao paredão.

O mundo dá muitas voltas; não sabemos o futuro.

Pensamos que o futuro não será muito diferente do presente, e enganamo-nos amiúde. Se é provável que a baixa natalidade acabe com o país a médio prazo; se é provável que Portugal desapareça como país porque não tem hoje crianças; também é provável muita coisa diferente, por exemplo, é provável o colapso do Euro, a transformação da União Europeia em uma espécie de EFTA, o reaparecimento de ditaduras na Europa e o esquerdalho encostado ao paredão.

Andamos todos a brincar com coisas sérias.

Quando digo “todos”, incluo a “direita” do Partido Social Democrata e do CDS/PP. O problema da baixa natalidade vai chegar a um ponto tal que apenas se resolverá com o aparecimento de uma nova ideologia política; e haverá gente a chorar baba e ranho, ranger de dentes entre as feministas, neoliberais e esquerdistas que pensam que a História é irreversível e o “progresso” (tal como é concebido hoje) é uma lei da Natureza. A História já demonstrou que nem sempre a aliança com a plutocracia — que caracteriza hoje a Esquerda e a Direita politicamente correctas — garante o Poder.

segunda-feira, 23 de março de 2015

Catarina Martins, o Bloco de Esquerda e as “medidas de natalidade”

 

Lemos aqui um artigo que nos fala de Singapura e como este pequeno país está em extinção por ter a mais pequena taxa de natalidade do mundo. Durante as décadas de 1960 e 1970, o governo de Singapura lançou campanhas de infertilização das suas mulheres e de aborto gratuito; porém, na década de 1980 tentou inverter, sem sucesso, a situação de natalidade negativa quando se verificou o país caminhava a passos largos para a extinção. E esse insucesso tem a ver com os valores que foram inculcados na cultura antropológica dos habitantes de Singapura.

Singapura, tal qual a conhecemos hoje, tem certamente os seus dias contados.

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O Bloco de Esquerda (na companhia do Partido Comunista) foi o paladino-mor da defesa do aborto gratuito e pago pelo Estado — portanto, aborto para toda a gente, a nossas expensas, através dos nossos impostos. Foi também o grande defensor da proliferação, através dos Centros de Saúde, de todo o tipo de anti-conceptivos a baixo custo e subsidiados pelo Estado, através do famigerado “planeamento familiar”.

O resultado está à  vista: Portugal, tal como  Singapura, está em extinção.

Agora, tal como a criminosa que pensa que não deixou impressões digitais no local do crime, a Catarina Martins e o Bloco de Esquerda vêm propôr “medidas para aumentar a natalidade”. Depois de terem contribuído decisivamente para a destruição da cultura antropológica portuguesa tradicional e da família natural, o Bloco de Esquerda vem agora fazer de conta de que não teve nada a ver com a criação do problema.

Quando a ministra das Finanças, Maria Luís Albuquerque, em um discurso recente dirigido a jovens universitários, lhes disse (mais ou menos isto):

“vocês são jovens: multiplicai-vos: não estejam à  espera do melhor momento para terem filhos, porque esse melhor momento, ideal, nunca chegará”,

ela traduziu em palavras o bom-senso que pode garantir o futuro do nosso país. Não sei se ainda se vai a tempo de evitar o desastre, porque a cultura antropológica portuguesa foi já formatada por uma ideologia niilista de que o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista são os principais responsáveis — mas também o Partido Socialista de gentalha como a Isabel Moreira, e mesmo do Partido Social Democrata de feminazistas como a deputada Teresa Leal Coelho ou a ministra da justiça Paula Teixeira da Cruz.

Tal como o problema demográfico português se apresenta hoje — ou a nação, a cultura e a língua portuguesas históricas se extinguem, e o país é ocupado por gente de outras paragens, ou então este processo de extinção da nação portuguesa só pode ser revertido através da suspensão do liberalismo político e da repressão violenta do movimento revolucionário em geral. Não há terceiro excluído.

sexta-feira, 28 de março de 2014

A Esquerda e o problema demográfico português

 

O que me espanta é que seja a Esquerda (incluindo o Partido Social Democrata de outros tempos, com alguma cumplicidade do CDS/PP de Paulo Portas) que venha agora falar de “problema demográfico endémico” — quando foi a Esquerda que legalizou o aborto “a pedido arbitrário da cliente”, defendeu já a legalização da eutanásia no parlamento (Bloco de Esquerda), legalizou o “divórcio unilateral e instantâneo”, instituiu o "casamento" gay, e quer agora legalizar a adopção de crianças por pares de invertidos e o tráfico de crianças.

A Esquerda destruiu os valores da família na cultura antropológica portuguesa, e agora queixa-se do “problema demográfico português”.

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

O problema da natalidade e a classe política

 

O governo do Partido Social Democrata e do CDS/PP criou uma comissão para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal.

pai e maeOuvi ontem a opinião de Manuela Ferreira Leite na TVI24 acerca deste assunto e fiquei com um mau presságio acerca desta comissão governamental — aliás, ultimamente tenho andado em desacordo com Manuela Ferreira Leite, porque me parece que ela reduz toda a realidade à economia (quando lhe convém): por um lado, ela fala de “valores” quando se refere ao respeito que se deve ter em relação às pessoas idosas; mas, por outro lado, já diz que a razão pela qual a natalidade baixou é a de que “a vida está difícil”, mesmo sabendo que antes da crise de 2008, a natalidade já evoluía em baixa. Manuela Ferreira Leite tem que se convencer que a natalidade também é uma questão de “valores”.

Em dez anos de adesão ao Euro, a classe política destruiu valores essenciais que sub-jazem à família que, por sua vez, é a verdadeira base da natalidade que garante o futuro da sociedade.

Em primeiro lugar, a classe política baniu a representação protocolar da Igreja Católica nas cerimónias do Estado. Trata-se apenas de um símbolo, mas que tinha um significado societário profundo, uma vez que a Igreja Católica é defensora da família natural e dos valores do Direito Natural contra o aborto. Mas a classe política em geral preferiu ceder à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria, banindo a Igreja Católica do protocolo do Estado.

foi-cesarianaDepois, a classe política instituiu o “divórcio sem culpa e na hora”. Divorciar passou a ser tão fácil quanto beber um copo de água, e as crianças e as mulheres mães foram as mais prejudicadas. Mais uma vez, a classe política cedeu à aliança entre a esquerda radical e a maçonaria. É óbvio que em uma situação em que o homem é irresponsabilizado por lei, as mulheres tendem a não ter filhos e a alimentar o negócio do aborto. A lei do “divórcio sem culpa e na hora” é — esta sim! — uma lei sexista e que apenas beneficia o homem irresponsável.

Logo a seguir, a classe política legaliza o "casamento" gay — mais um prego no caixão da natalidade! O símbolo cultural da instituição do casamento continuava a ser destruído pela classe política, que mais uma vez cedeu ao jacobinismo, comum à esquerda radical e à maçonaria. A partir daqui, não há dinheiro nem economia forte que faça recuperar o simbolismo cultural perdido (a não ser por via de uma ditadura qualquer). É o futuro da democracia que está hoje em perigo, e foi esta classe política presentista e irresponsável, que se diz “democrática”, que colocou a democracia em rota de colisão com a realidade.

A seguir, a esquerda radical aliada à maçonaria preparam-se para legalizar a adopção de crianças por pares de invertidos, a procriação medicamente assistida fora do núcleo familiar, as "barriga de aluguer" e o tráfico de crianças. É a cereja no topo do bolo da destruição da família natural e a redução da natalidade a uma espécie de “capricho do indivíduo” — quando anteriormente a co-responsabilização em relação aos filhos paridos pela mulher era um dever assumido pelo homem.

Neste contexto, ¿que sentido faz uma comissão governamental para estudar o problema da baixa natalidade em Portugal? Nenhum, porque os sinais que a classe política — incluindo o CDS/PP e o Partido Social Democrata — passam para a sociedade são contraditórios (estimulação contraditória).

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

A União Europeia, o Euro e a natalidade portuguesa

 

O Alexandre Homem de Cristo comete aqui um erro que é useiro e vezeiro por parte de uma certa “intelectualidade” ocidental (não é só portuguesa): a ideia segundo a qual a baixa taxa de natalidade está directamente ligada à economia.

O que eu vou dizer a seguir não pode ser provado, mas estou convencido de que se o ordenado mínimo nacional fosse neste momento de 5.000 Euros mensais e a taxa de desemprego fosse de 3 ou 4%, a taxa de natalidade portuguesa não aumentaria significativamente por isso. Aliás, temos o exemplo da Alemanha que demonstra o que eu quero dizer. Portanto, olhar para as “experiências internacionais”, como se sugere, não levará a nada, porque essas “experiências internacionais” — maioritariamente do Ocidente — serão apenas paliativos que “empurram” o problema demográfico lá mais para diante no tempo.

A evolução demográfica alemã tem-se salvado por causa dos imigrantes (maioritariamente islâmicos) que não deixam de se reproduzir. Mas, mesmo assim, a taxa de natalidade alemã está longe daquela que se verifica em França também graças aos imigrantes. Porém, os imigrantes de segunda geração tendem a seguir os valores da cultura dominante, o que significa que a taxa de natalidade actual na Alemanha e em França serão “sol de pouca dura”.

Portanto, a experiência diz-nos que a taxa de natalidade não é uma questão de dinheiro: o problema é outro, bem diferente, e de tal forma grave e complexo que nem quero falar dele aqui para não ser condenado à fogueira do politicamente correcto.

“Há uma enorme diferença entre a França e a Alemanha, quando 650 a 680 000 jovens que entram no mercado de trabalho na França, há menos de 350 mil na Alemanha. Calculamos que a taxa de desemprego seria se a Alemanha tivesse a mesma dinâmica populacional França: teria 1,5, 2.000,000 desempregados a mais. Alemanha pode-se dar ao luxo de ter uma política que só é bem sucedida no curto prazo, pois é uma população em declínio. No entanto, os países que tão diferentes como a Alemanha e a França em demografia, com uma taxa de fertilidade de 1,6 em comparação com 2,05 - que é uma grande diferença - são forçados pelo euro a terem a mesma política económica.”

A União Europeia está a caminho de uma guerra quando procurava a paz.