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quarta-feira, 17 de dezembro de 2025

Mais uma “polémica artificial” para o Zé Mané Pureza

mariana mortagua cornos web

Quando o deputado único do Bloco de Esquerda falar no paralamento, aconselho aos deputados do CHEGA seguirem o exemplo do Mister Bean — porque, segundo a Mariana Mortágua e o Zé Mané, não se trata de um insulto: é apenas uma forma inócua de expressão.

mr bean middle finger web

segunda-feira, 15 de dezembro de 2025

O multiculturalismo dá muito jeito à Esquerda

bondi-beach-web

O multiculturalismo dá muito jeito para matar judeus que a Esquerda gostaria de matar mas não pode, porque lhe fica mal.

Por outro lado, quanto mais e maiores diferenças culturais existem em uma determinada sociedade, mais o Estado tem que intervir na sociedade para impôr uma disciplina que reprima a “inclusividade” das diferenças.

A luta contra o terrorismo islâmico é inseparável da luta que a sociedade tem travar contra a Esquerda.

segunda-feira, 10 de novembro de 2025

Uma Justiça enviesada irá tornar o ambiente político irrespirável


Imaginem um cartaz do Bloco de Esquerda com as seguintes frases: “A lei é para todos”; e “os capitalistas têm que pagar impostos”.

capitalistas impostos web

Não lembraria ao careca que a AEP fosse processar a Mariana Mortágua por injúria ou difamação — porque o cartaz seria de Esquerda.

ciganos cumprir a lei web

Mas se o cartaz é de Direita — como é o cartaz dos “ciganos que têm que cumprir a lei” —, então já vale a judicialização da política, e a intervenção de uma Justiça enviesada e injusta.

Aplica-se aqui o conceito de tolerância repressiva de Herbert Marcuse: “Tudo o que vem da Esquerda é bom, e tudo o que vem da Direita é mau”. E os juízes da república das bananas assinam por baixo.

terça-feira, 22 de abril de 2025

Morreu o pior Papa desde o fim da Idade Média

Um Papa deve ser, em primeiro lugar, um teólogo; ou, pelo menos, deve ser  alguém que respeita a tradição teológica da Igreja Católica. O Bergoglio não foi nem uma coisa nem outra: foi, essencialmente, um político radical.



Foi um papa que abraçou, sem escrúpulos e sem hesitar, a agenda política da extrema-esquerda radical.

O Bergoglio poderia perfeitamente votar no Bloco de Esquerda ou no Partido Comunista.



domingo, 2 de fevereiro de 2025

sábado, 21 de dezembro de 2024

A Esquerda nutre um ódio existencial e de estimação em relação aos portugueses

Os Portugueses começam a ser estrangeiros no seu próprio país:

  • Quando há rusgas policiais nos bairros dos brancos (portugueses), no pasa nada!
  • Quando há rusgas policiais nos bairros dos pretinhos (coitadinhos!),  no pasarán!



sexta-feira, 4 de outubro de 2024

¿Por que razão não mudam as leis neste país?! — pergunta o ex-deputado António Sousa Lara


Porque 1/ quem manda neste país é a maçonaria; 2/ a maçonaria identifica-se plenamente com o globalismo — que é uma espécie de socialismo global para os ricos e um capitalismo selvagem e social-darwinista para os pobres —; 3/ a maçonaria, representando o “liberalismo internacionalista e ecologista” da BlackRock e da Vanguard, trata de modo diferente os seus principais inimigos: vomita para cima da Direita tradicionalista, e absorve e recupera os da Esquerda: por isso é que os radicais de Esquerda são aliados circunstanciais da maçonaria.

Por exemplo, para o maçon Luís Montenegro e para a radical marxista Mariana Mortágua, não existe diferença entre cidadão, por um lado, e residente, por outro lado. Cidadão = Residente. Para os dois, um cidadão é um residente em Portugal, e um residente no país é um cidadão.

A pequena diferença entre Luís Montenegro e Mariana Mortágua é a de que o primeiro é um “patriota cosmopolita” (no conceito de Fernando Pessoa) e a segunda é uma “antipatriota cosmopolita” (internacionalista trotskista/marxista) — o “patriotismo cosmopolita” é definido por Fernando Pessoa como o “atribuir a uma nacionalidade, como princípio de individuação, não uma tradição determinada1, nem um psiquismo determinante tal2, mas um modo especial de sintetizar as influências do jogo civilizacional. (…) Para ele3 não há propriamente uma alma nacional; há apenas uma direcção nacional. Uma nação tem apenas, dados os factores inalienáveis de situação geográfica, um determinado papel no conjunto das nações, de que é formada uma civilização”.4

Um maçon (que se preze) é um “patriota cosmopolita” que não vê no cidadão um portador de uma alma nacional: em vez disso, vê nele um mero residente de uma sociedade que cumpre circunstancialmente um determinado papel em um determinado conjunto de nações.

A Mariana Mortágua é uma “antipatriota cosmopolita” comunista — que tem em comum, com o Luís Montenegro , o facto de ser cosmopolita.

“O comunismo não é um sistema: é um dogmatismo sem sistema — o dogmatismo informe da brutalidade e da dissolução”5

(…)

“O comunismo não é uma doutrina porque é uma anti-doutrina, ou uma contra-doutrina. Tudo quanto o Homem tem conquistado, até hoje, de espiritualidade moral e mental — isto é, de civilização e de cultura — tudo isso ele inverte para formar a doutrina que não tem” 6.


Notas
1. patriota tradicionalista
2. patriota integral
3. para o patriota cosmopolita
4. Fernando Pessoa, “O Preconceito Tradicionalista”.
5. Fernando Pessoa, “Ideias Filosóficas”.
6. idem

sexta-feira, 27 de setembro de 2024

Isabel Moreira, o Partido Socialista, a Esquerda obscena e o Casamento Anfíbio


“A deputada do PS Isabel Moreira pediu ao Governo, esta quarta-feira, que retome “com urgência” o processo de regulamentação da gestação de substituição, e avisou que o executivo não pode escolher, “conforme as suas convicções, se respeita uma lei do Parlamento que consagra um direito”, à semelhança do que fez com a morte medicamente assistida.”

→ Bloqueio na regulamentação da gestação de substituição cria desespero em casais que querem constituir família




“Gestação de substituição”
é o termo que os radicais de Esquerda — por exemplo, Isabel Moreira, Mariana Mortágua, Daniel Oliveira, etc. — usam para substituir (na novilíngua orwelliana esquerdopata) o conceito de "barriga de aluguer" que decorre do Casamento Anfíbio — que é o tipo de “casamento” cuja reprodução se processa à maneira dos animais anfíbios.

O putedo e a paneleiragem do Partido Socialista, apoiantes incondicionais do Casamento Anfíbio, defendem a institucionalização (na cultura antropológica) da "barriga de aluguer" que faz da gestação de um ser humano um negócio obsceno, digno do pior que a escravatura nos trouxe no passado, fazendo parte de um utilitarismo que transforma o ser humano em mercadoria.

Esta gente tem que ser parada. A bem ou a mal. Por mim, a coisa ia a mal.

segunda-feira, 23 de setembro de 2024

O Lumpemproletariado é a nova classe revolucionária


Quantos mais ladrões, assassinos, sem-abrigo, maltrapilhos, miseráveis, mafiosos existirem em circulação na sociedade, mais a Esquerda rejubila.

Com a desindustrialização, o Lumpemproletariado passou a ser a nova classe revolucionária; sem o Lumpemproletariado, a Esquerda tende a desaparecer.

“Esquerda” significa Partido Socialista + Bloco de Esquerda + Partido Comunista + Livre.

Partidos como o PAN e o PSD tendem a desaparecer, por razões que não cabem agora aqui. O CDS já é defunto, e assim ficará.

Número de sem-abrigo está a aumentar, cerca de 15% são imigrantes. O que é espantosa é a solução apresentada pela Esquerda para o problema dos sem-abrigo imigrantes:

“A solução não passa por medidas restritivas para a migração, mas antes por receber “todas as pessoas”, dando-lhes as condições mínimas para que possam viver no país, defende presidente da CAIS.”

Isto faz lembrar os últimos tempos do comunismo na URSS, na década de 1980: quando o sistema comunista soviético se desmantelava, a economia paralela atingia mais de 50%, os militantes do Partido Comunista diziam que a solução para o problema soviético era a necessidade de “mais comunismo”.

Temos cerca de 15% de sem-abrigo que são imigrantes. E o que diz a Esquerda? Que temos que importar mais imigrantes, ou seja, “todas as pessoas” que queiram vir para Portugal. Se 500 milhões de imigrantes quiserem vir para Portugal, a Esquerda apoia.

Vivemos num tempo de completa irracionalidade das elites (o imbecil colectivo). Já não sei se isto lá vai com democracia, porque a argumentação lógica deixou de ter validade no discurso público.

domingo, 15 de setembro de 2024

O esquerdista é, intrinsecamente, um grande filho-de-p*ta

A Esquerda dá duas razões principais para votar em Kamala Harris:

1/ porque ela é negra;

2/ porque ela é mulher.

Teríamos, assim, na perspectiva de Esquerda, pela primeira vez, uma mulher negra como “presidenta” dos Estados Unidos.


Mas a mesma Esquerda diz-nos que não há diferença entre uma mulher e um homem, e diz-nos que não devemos julgar as pessoas pela cor da pele.

Esta contradição é assumida racionalmente e com orgulho pela Esquerda — causando, na populaça, Estimulação Contraditória e Dissonância Cognitiva em massa.

O esquerdista é, intrinsecamente, um grande filho-de-puta. Não há FDP maior.

sexta-feira, 2 de agosto de 2024

O silêncio criminoso da Esquerda e dos me®dia

A Esquerda é composta por criminosos. Gente que não merece o mínimo respeito. Merece mais respeito um qualquer animal dito irracional, ou insecto, do que um esquerdista.





quarta-feira, 10 de julho de 2024

Isabel Moreira




«Todo o indivíduo que desagrade ao intelectual de Esquerda, merece a morte.

Ser esquerdista é crer que os presságios de catástrofe são augúrios de bonança.

O mau humor é uma secreção específica do intelecto de Esquerda.

O esquerdista berra que 'a liberdade perece', quando as suas vítimas se recusam a financiar os seus próprios assassinatos.

O esquerdista vive das genuflexões que são feitas em relação às suas próprias virtudes.

O mundo burguês trata diferentemente os seus inimigos: vomita nos da Direita e absorve os da Esquerda.

Todo o mundo, hoje, é de esquerda. Que alívio!»

(Nicolás Gómez Dávila)

quinta-feira, 6 de junho de 2024

Parir crianças portuguesas é ser “fassista” e “rassista”


Concordo com esta citação de um texto de Rui Ramos:

“(...) não há nada que a extrema-esquerda mais receie do que ver os imigrantes integrarem-se nas sociedades ocidentais, como se integrou a velha “classe operária”. Deseja vê-los confinados em guetos, inseguros e desconfiados, e assim disponíveis para a guerra santa contra o capitalismo e a democracia liberal.”

O que o Rui Ramos pretende dizer é que a nova classe revolucionária (da Nova Esquerda) é o Lumpemproletariado — ao contrário do que acontecia com o marxismo clássico, em que o Lumpemproletariado era considerado maldito por Karl Marx.

Porém, a probabilidade de integração dos imigrantes na nossa sociedade — mormente os islâmicos — é baixíssima (ver singularidade islâmica).   

Olhamos para o exemplo de países da Europa, por exemplo, Reino Unido, Bélgica, Suécia e até a Holanda, e verificamos que a integração dos imigrantes (islâmicos) é praticamente nula. Não existe.

O problema é que, para o liberal Rui Ramos, “integração” tem sobretudo uma conotação económica.

Ou seja, o factor cultural da integração social dos imigrantes é secundarizada por qualquer liberal que se preze. Por isso é que os liberais apoiam o multiculturalismo, e por isso estão a “dar com os burros na água”.

Portanto, a probabilidade de vermos um imigrante do Bangladeche a cantar o fado (ou a apreciá-lo, sequer) é praticamente zero; nem ele, nem a quinta geração dele. E, embora em grau menor, o mesmo tipo de dificuldade probabilística se aplica a um imigrante angolano e/ou brasileiro.

Neste sentido, a imigração “em barda”, para além de criação de uma nova classe revolucionária (o Lumpemproletariado), tem a vantagem (para a Esquerda) e promover a Oikofobia na nossa sociedade — a alienação cultural que é um dos objectivos da Nova Esquerda marxista cultural.

A Esquerda odeia a nossa cultura antropológica apenas pela razão de ela “ser a que existe”.

“Alles muss Anders sein!” (Adolfo Hitler): “Tudo tem que ser diferente!”, berrou o revolucionário alemão. A cultura (no sentido de “cultura antropológica”) que existe é responsabilizada (pela Esquerda) pela irrealização da utopia.

A cultura tem que ser totalmente alterada, virada do avesso, destruída até, para a realização da utopia revolucionária.

Porém, igualmente espantosa é a Direita que temos, bem expressa no João Távora: por um lado, ele não tem “uma visão alarmista do panorama” (da imigração actual), “com a implementação de políticas de integração dos estrangeiros sempre a chegarem, a que nos teremos de habituar ao longo das próximas décadas” (sic). Mas, por outro lado, a Direita que temos está resignada com a crise demográfica “de que já se vem sentindo os resultados e se irá agravar nas próximas décadas” (sic).

Ou seja, para a Direita, assim como para a Esquerda, a imigração é inevitável porque as nossas mulheres (as autóctones) não podem nem devem parir. Ponto final. E quando países (como a Hungria e a Coreia do Sul) têm políticas de incentivo à natalidade autóctone (que o CHEGA também defende para Portugal), uns e outros chamam a essas políticas de “fassistas” e “rassistas”.

sábado, 25 de maio de 2024

A Supremacia Branca

A grande depressão, 1930, foto de Dorothea Lange

Lisboa 1965 (Cais do Sodré), foto de Eduardo Gageiro

segunda-feira, 13 de maio de 2024

A dialéctica é fio dental no ânus do esquerdista


O estafermo Augusto Santos Silva, a propósito dos crimes dos ciganos, escarrou, do alto do seu púlpito, que “em Portugal não há responsabilidades criminais colectivas”.

A jornaleira Cristina Roldão alardeia, no pasquim Púbico, o fúfio argumento segundo o qual “os portugueses têm responsabilidade colectiva em relação aos crimes do colonialismo”.

A dialéctica do esquerdalho é assim: quando os exploradores desaparecem, os explorados dividem-se entre exploradores e explorados.

Seja de uma maneira, ou de outra, estamos sempre f*d*dos. É a dialéctica, idiota!

quinta-feira, 8 de junho de 2023

Coitadinhu du crucudilú !


Um imigrante muçulmano pega numa faca e começa a esfaquear gente, incluindo crianças. ¿Quais as ilações que os intelectuais de Esquerda retiram deste acto?

  1. a educação islâmica do criminoso não tem nada a ver com o acto cometido;
  2. o imigrante islâmico esfaqueou anónimos porque se sentia sozinho (coitadinho);
  3. a ciência diz que não há qualquer nexo causal entre a imigração islâmica e o aumento de criminalidade.

coitadinhu du crucudilu terrorista web

sexta-feira, 31 de março de 2023

Isabel Moreira diz que o assassinato de duas mulheres foi um “pequeno incidente”

O narcisismo exacerbado — ou a transformação do narcisista em um substitutivo de Deus — conduz inexoravelmente à inversão de valores que submete a humanidade inteira ao nosso desejo discricionário.
Em um quadro de um excessivo narcisismo, a fronteira conceptual entre o narcisista e o Outro torna-se de tal forma desfocada que o primeiro fica bloqueado na sua própria imagem, obnubilando a imagem do Outro.
O narcisismo exacerbado sobrevive em prejuízo (à custa) da empatia, e transforma a desumanização do Outro em uma “empatia invertida” que deriva de uma ética invertida pela mirada no espelho do narcisista.

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É assim que, para a narcisista incontinente Isabel Moreira (antinatural, felizmente), a morte de duas mulheres assassinadas é um “pequeno incidente”, por um lado, e o assassino dessas duas mulheres é um “pobre refugiado”, por outro lado.

Há aqui uma metafísica invertida, própria de uma narcisista descomunal.

Na sua ânsia de impôr (ou de fazer prevalecer) a sua mundividência idiossincrática em relação à realidade em si mesma (“a realidade é aquilo que eu quero que ela seja”), assumindo a função de Deus que tem o poder de transformar o mundo à sua própria imagem, no narcisista exacerbado revela-se o psicopata — ou em casos mais benignos, um sociopata.

Em todas as épocas existiu um qualquer “politicamente correcto” (por exemplo, no tempo de Salazar também havia um certo “politicamente correcto”); mas o actual politicamente correcto tem a característica única da inversão dos valores éticos (profetizada por Nietzsche) que parte da posição ontológica do Narciso face ao mundo, e em que impera a liberdade da indiferença e a garantia do acto gratuito como possibilidade absoluta de acção moral.

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Numa sociedade cada vez mais narcísica, a Isabel Moreira está nas suas sete quintas, e explora a seu bel-prazer o narcisismo grotesco e excessivo em circulação na sociedade — a sociedade das cirurgias plásticas em barda, a sociedade dos esteróides e dos coquetéis de proteínas que submetem os corpos à tirania da superficialidade, a sociedade das “selfies” que marcam o comportamento social padronizado, e, sobretudo, a sociedade da inversão nietzscheana dos valores que convence o ser humano de que é o próprio Deus.

Este é o Partido Socialista actual: o partido controlado pela narcisista Isabel Moreira.


Adenda:
Tive a informação, pelo próprio jornal Público, de que esta notícia é falsa, ou seja, trata-se de uma montagem de uma falsa notícia do jornal Público. No entanto mantenho a minha crítica ao narcisismo exacerbado e sociopata da Isabel Moreira.


quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

A tolerância de Grayling, e da Esquerda


¿Por que razão os “tolerantes” (ou seja, a Esquerda) aceitam o racismo do negro em relação ao homem branco, mas reprimem ferozmente o racismo branco em relação ao homem negro?

Dizem eles — os tolerantes encartados e com alvará — que “é por razões históricas”: ou seja, o branco actual tem que pagar (ad Aeternum) pelo que os seus antepassados fizeram há 600 anos. Esta é a lógica da “tolerância” de Grayling expressa aqui pela professora Helena Serrão.

No que diz respeito à “tolerância”, parece que existem os “bons intolerantes” e os “maus intolerantes”, dependendo da cor política e ideológica.

É a mesma lógica soteriológica do puritanismo Anabaptista e/ou Calvinista da Idade Clássica: os puritanos calvinistas faziam parte de uma “elite” salvífica e gnóstica constituída por Pneumáticos modernos, que eram uma espécie de detentores da verdade absoluta.

No âmbito da “tolerância”, impera hoje o conceito de “tolerância repressiva” segundo Marcuse: tudo o que vem da Esquerda é bom e tolerável; e tudo o que vem da Direita é mau e intolerável.

O que o texto citado pela professora Helena Serrão não faz, é definir conceitos. Por exemplo, definir “tolerância”; e, depois, saber se existem limites à tolerância; e existindo esses limites, saber quais os critérios que os estabelecem.

Segundo Grayling, a tolerância é definida pela sua própria mundividência particular: “Eu sou tolerante porque a minha opinião é a melhor”. Porém, é preciso saber se a opinião de Grayling é, de facto, a melhor.

Podemos definir “tolerância” como “o princípio fundamentado na igual liberdade das convicções, que exige a não repressão de uma opinião quando esta é contrária a uma outra”.

“Não repressão” significa “não censura” (política).

Porém, é necessário ir mais longe do que a mera definição: a tolerância é um princípio da razão que assenta sobre a ideia do exame livre, na procura da verdade. Ora, isto pressupõe que a Verdade existe. A procura da verdade implica análises racionais, juízo crítico, e a constatação de factos.

novos puritanos web

Por exemplo, quando a Isabel Moreira diz que “os géneros (sexos) são construções sociais” e que “não existem sexos naturais”, ela assume estas posições em nome da “tolerância” (e Grayling aplaude).

Ou seja, é uma tolerância baseada na irracionalidade, uma vez que a realidade (a Natureza) nega os princípios sobre os quais ela (a Isabel Moreira) assenta as suas posições.

Hoje há gente “ilustre” que assenta o conceito de “tolerância” na mais abjecta e arbitrária irracionalidade.

Outro exemplo: no Bloco de Esquerda, o racismo negro de Mamadou Ba é, pelo menos implicitamente, aceite. O Bloco de Esquerda nunca critica o racismo negro, porque este partido transformou o Lumpemproletariado na nova classe revolucionária.

Porém, qualquer tipo de resposta ou reacção (vindo da população branca) ao racismo negro faz com que o Bloco de Esquerda rasgue as vestes. Esta é a “tolerância” do Bloco de Esquerda: tudo o que belisque o Lumpemproletariado é heresia, e, alegadamente, em nome da “tolerância”.

O mesmo critério aplicou-se em relação às “vacinas” de tipo mRNA do COVID-19: quem hesitava em tomá-las era intolerante, ignorante, retrógrado, e mesmo “fassista” — quando é público, hoje, que as “vacinas” do COVID-19 não vacinavam nada: apenas faziam parte de um enorme negócio das farmacêuticas (e em nome da “ciência”) cujas consequências para a saúde humana ainda não conhecemos inteiramente.

Semelhante critério de tolerância aplica-se também aos negacionistas do Aquecimento Global Antropogénico que não reconhecem que o CO2 é um gás mortal para o planeta — mesmo sabendo que as plantas alimentam-se de CO2, e que sem CO2 não existiria vida na Terra. E sabendo que a percentagem de CO2 na atmosfera é hoje de 0,004%, e que apenas 3% desse CO2 é produzido por actividade humana, e que apenas 0,1% desses 3% são produzidos por Portugal. Se Portugal se afundasse no mar, o CO2 do planeta não notaria a sua ausência.